NÃO FIQUE DE FORA DA FESTA
“O pai, porém, disse aos seus servos: Trazei depressa a melhor roupa, vesti-o, ponde-lhe um anel no dedo e sandálias nos pés; trazei também e matai o novilho cevado. Comamos e regozijemo-nos”. (Lc.15:22,23)
No capitulo 15, Jesus discorre acerca de três Parábolas. Na primeira, Ele trata da ovelha perdida que foi achada pelo seu dono, na segunda Parábola, Ele destaca a dracma perdida e que também foi encontrada, e na terceira temos a Parábola do filho perdido. Em todas elas houve grande alegria e celebração após o resgate da ovelha, da dracma e também do filho perdido.
A ênfase está no fato de que “de igual modo, há júbilo diante dos anjos de Deus por um pecador que se arrepende”. O arrependimento tem o poder de desencadear o júbilo e a alegria, tanto no céu quanto na terra.
Na Parábola do filho perdido, encontramos um homem que tinha dois filhos:
“Passados não muitos dias, o filho mais moço, ajuntando tudo o que era seu, partiu para uma terra distante e lá dissipou todos os seus bens, vivendo dissolutamente”.
“Depois de ter consumido tudo, sobreveio àquele país uma grande fome, e ele começou a passar necessidade. Então ele foi e se agregou a um dos cidadãos daquela terra, e este o mandou para os seus campos a guardar porcos”.
Dentro da cultura judaica, o porco é considerado um animal imundo e nada seria mais degradante ou desprezível do que ter que se prestar a esse serviço.
Assim muitas das vezes, somos surpreendidos com algumas adversidades em nossa vida, e porque deixamos a “casa do Pai” nos vemos obrigados a aceitar caminhos que nos distanciam mais e mais do nosso lar e do propósito de Deus. À principio, para o filho mais moço não deve ter sido nada fácil ocupar essa posição, mas o que vemos é que com o passar do tempo, ele acabou se acostumando e até mesmo desejando comer da comida que os porcos comiam! O cheiro do chiqueiro, a sujeira, a lama, o rosnar dos porcos, passaram a fazer parte da vida daquele jovem. Que lamentável é a condição daqueles que abandonam o “Pai” e consequentemente a “casa do Pai”, e, se esquecem que são “filhos”.
Assim como o pai não tolerou os pecados do filho, nem minimizou ou interferiu, mas, esperou pacientemente pelo arrependimento do filho; o SENHOR o nosso Deus e Pai é longânimo e espera pacientemente pelos seus filhos, até que haja um genuíno arrependimento.
“Levantar-me-ei e irei ter com meu pai e lhe direi: Pai, pequei contra o céu e diante de ti; já não sou digno de ser chamado teu filho…Vinha ele ainda longe, quando seu pai o avistou e, compadecido dele, correndo, o abraçou e o beijou”.
O filho pródigo que esbanjou e jogou fora tudo o que havia recebido do pai e que desprezara o próprio pai, descobriu que era amado sem merecer e que só esteve perdido porque escolheu estar longe.
“…este meu filho estava morto e reviveu, estava perdido e foi achado. E começaram a regozijar-se”.
Imediatamente o pai mandou que trouxessem para o seu filho, a melhor roupa, colocou também um anel no seu dedo e sandálias nos seus pés. Mandou que matassem um novilho cevado para que comessem e se regozijassem; o coração do pai estava alegre e ele queria celebrar juntamente com todos.
Mas o que nos chama a atenção é a atitude do filho mais velho, que ao chegar em casa, ouviu a musica e as danças e ao se certificar com um dos criados o que estava acontecendo, indignou-se e não quis entrar. O pai, no entanto, procurou conciliá-lo.
Vemos que o filho mais velho, apesar de sempre estar presente na casa do pai, era moralmente, mais afastado do que o jovem fugitivo, pois não tinha no coração a graça que espera, que deseja, que recebe, que abençoa o pródigo e também se regozija com a sua volta. Demonstrou interesse de celebrar junto aos amigos e não com o seu pai e ainda, que estava demasiadamente interessado na bondade própria.
O pai sabia que havia perdido os dois filhos e que os dois relacionamentos, igualmente, haviam se deteriorado. O mais jovem se perdeu com suas paixões e pecados e o mais velho, com suas obrigações e compromissos. No entanto, o “amor do pai” não desistiu nem de um e nem do outro!
O filho mais velho respondeu a seu pai:
“Há tantos anos que te sirvo sem jamais transgredir uma ordem tua, e nunca me deste um cabrito sequer para alegrar-me com os meus amigos;”
E revela mais um agravante, dizendo:
“vindo, porém, esse teu filho, …”
Observe que o pai prontamente responde e começa dizendo:
“Meu filho …”.
E de forma maravilhosa acrescenta:
“…porque esse teu irmão …”
Aqui fica claro a preocupação do pai em aproximar o coração do filho que já não se via mais como parte da própria família; já não olhava mais para seu “pai” como filho e sim como servo (empregado), e muito menos para o seu irmão, como irmão.
A celebração, a festa, a refeição conjunta e a comunhão fazem parte do alvo do coração de Deus, ou melhor da justiça divina de um “Pai” que não desiste e que não rejeita o filho pródigo que está longe, nem trata o mais velho como se fosse um simples empregado, mas sim, como filho legitimo.
“…tudo o que é meu é teu”.
As vestes, o anel, as sandálias, o novilho, a festa, o regozijo e tudo o mais pertencem aos filhos, tanto ao mais moço, quanto ao mais velho. Não perca tempo e aprenda a olhar para o Pai com os olhos de filho, sabendo que Ele te olha com os olhos de Pai, e então, desfrute do melhor que Ele tem para sua vida!
A justiça de Deus está estendida como um manto e busca abrigar todos os filhos que se encontram perdidos e reivindica para Si um a um, tantos quanto estão longe quanto os que estão na “casa do Pai” e um dia, reivindicará toda a Sua criação!
“Digo-vos que assim haverá maior júbilo no céu por um pecador que se arrepende, do que por noventa e nove justos que não necessita de arrependimento”. (v.7)
Não sejamos parte dos noventa e nove que não tem mais motivos para celebrar porque não necessitam de arrependimento! A cada ministração e Palavra o Pai nos convida a fazer parte da “festa”! Não fique de fora…
No Amor de Cristo,
ERGUE OS OLHOS, LEVANTA-TE E PERCORRE ESSA TERRA…
“Disse o SENHOR…Ergue os olhos e olha desde onde estás para o norte, para o sul, para o oriente e para o ocidente; porque toda essa terra que vês, eu ta darei, a ti e à tua descendência, para sempre.” (Gn 13:14,15)
Neste final de semana tivemos o privilegio de participar da 12a. Convenção G12 atendendo a uma convocação nacional à todas as igrejas irmanadas em célula dentro do Governo dos 12 e foi excepcional, se é que podemos expressar em palavras!
Assim como o SENHOR chamou a Abraão e lhe fez promessas, assim o SENHOR nosso Deus, nos trouxe essa Palavra Rhema que citamos acima e ela atingiu o nosso coração como uma explosão. A Convenção Nacional G12 tem esse poder de nos impulsionar a “erguer os olhos”, a olhar adiante, para o norte, para o sul, para o ocidente e para o oriente, ou seja, em todas as direções. A Convenção nos tira do lugar comum, do cotidiano espiritual e também do contexto individual e pessoal. Ela tem poder de nos batizar num só corpo, visível e ajustado para a Glória de Deus!
Ao “olhar” veja a “terra” que o SENHOR te dá, Brasil! A ti e à tua descendência!
Há uma descendência que está sendo gerada pelo Espírito Santo, a cada mover, a cada Convenção, a cada ajuntar. A unidade produz força, dá animo e acrescenta fé para vencer os obstáculos; “levanta-te” fique de pé, permaneça com os teus pés firmados na promessa e então caminhe; “percorre” e tome a terra por possessão, na medida que avançar.
Abraão mudou suas tendas e foi habitar nos carvalhais de Manre. O carvalho é um símbolo universal de força e durabilidade, portanto, cremos que é este o lugar que Cristo tem preparado para a sua Igreja, que há de habitar em segurança, num lugar cujo altar possa ser erguido ao SENHOR.
Vivemos um momento inesquecível quando o Pastor Cesar Castellanos nos ministrava sobre o “valor da oferta” referindo-se a passagem bíblica de Genesis sobre Caim e Abel. De forma sobrenatural desencadeou-se um grande avivamento, como nunca tínhamos visto antes! E uma das frases que mais nos marcaram foi: que Deus quando recebe a oferta, Ele também recebe aquele que deu a oferta.
A Palavra que Deus entregou-nos no domingo anterior ao da Convenção, foi da oferta da viúva pobre, que deu tudo o que tinha como oferta, no templo, ou seja, duas pequenas moedas, sem grande valor, e Jesus observava a todos os que depositavam suas ofertas e destacou a oferta da viúva pobre dizendo:
“Eu afirmo a vocês que isto é verdade: esta viúva pobre deu mais do que todos. Porque os outros deram do que estava sobrando. Porém ela, que é tão pobre, deu tudo o que tinha para viver”. (Mc.12:43,44)
Agradecemos a Deus, pois esta Palavra se cumpriu em nossas vidas, quando vimos um pouco mais de seiscentos discípulos partindo de São Paulo em direção à Goiânia, vencendo a distancia, o cansaço, as finanças, e muitos outros obstáculos. Famílias inteiras, crianças e idosos, uma pessoa com enfermidade grave, não quis ficar de fora e fez questão de participar da caravana e outro que saiu de uma cirurgia de apendicite três dias antes da viagem e junto com toda a sua família, seguiram rumo a Goiânia com grande alegria. Um outro discípulo, desbravou de moto os mil quilômetros de estrada e tantos outros testemunhos de grande doação de vida foram entregues para que nenhuma oferta ao SENHOR ficasse retida.
Nos perguntamos: Será que o SENHOR se agradou da nossa oferta?
A resposta veio no encerramento da Convenção quando o Pastor César declarou com voz profética ao apóstolo Delmir: Vocês coordenaram a 11a. Convenção no ano passado no Ibirapuera e com o mesmo empenho e com o mesmo coração trouxeram seus discípulos, vencendo a distância e os osbtáculos para participarem dessa Convenção, e acrescentou: Vocês serão a igreja de maior crescimento e multiplicação!
O SENHOR não só recebeu a oferta, mas se agradou de cada um de nós!
PARABÉNS IAPP! Pela voluntariedade, liberalidade e alegria em ofertar o próprio coração ao SENHOR.
DEUS SEJA LOUVADO!
JESUS DO LADO DE FORA DA PORTA
“Eis que estou à porta, e bato; se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta, entrarei em sua casa, e cearei com ele e ele comigo”. (Ap.3:20)
A primeira idéia que nos chega quando lemos essa passagem bíblica, é que a mensagem foi endereçada ao mundo incrédulo e o que nos surpreende é que na verdade foi endereçada à Igreja de Laodicéia, à aqueles que professavam a Cristo.
Jesus se acha do lado de fora e não de dentro. Quão surpreendente é esta mensagem! Quantas vezes seguimos pelo caminho, em plena confissão de fé, agimos e reagimos, tomamos decisões e realizamos muitas coisas, mas será que o Senhor está do lado de dentro da porta, ou do lado de fora dela? Será que paramos para analisar se estamos sós ou não? Pelos resultados podemos avaliar parte desta reflexão.
O Cristo ressurreto e glorificado se revela a João na ilha de Patmos e ele registra as mensagens do nosso Senhor às sete igrejas na Ásia romana, “as que são”. A primeira mensagem é entregue à Igreja de Éfeso, a igreja do fim da era apostólica. Queremos destacar o versículo 4:
“Tenho porém contra ti que abandonaste teu primeiro amor “.
Jesus inicia sua primeira advertência mencionando o abandono ao primeiro amor, e encerra na sétima carta a advertência que é ainda mais lamentável, pois comprova a terrível condição espiritual da Igreja, a apostasia daqueles que abandonaram a fé, consequentemente, abandonaram ao Senhor.
A Igreja de Laodicéia, como as demais que receberam suas respectivas cartas, também apontam profeticamente a sete períodos que marcariam a travessia da Igreja de Jesus. Laodicéia corresponde ao período que antecede a volta de Cristo, que é quando a Igreja estará na fase de maior corrupção. Espiritualmente, entendemos que estamos dentro desse período que caracteriza o estado final de apostasia.
“Conheço as tuas obras que nem és frio nem quente. Quem dera, fosses frio ou quente! Assim, porque és morno, e nem és quente nem frio, estou a ponto de vomitar-te da minha boca”. (vs.15,16)
O morno é aquele que encontrou satisfação que não no Senhor. Pode ser qualquer um de nós, qualquer denominação ou igreja, aqueles que apostataram de Cristo e abandonaram a fé. Como Cristo falou à Igreja, podemos presumir que esse estado de apostasia pode se dar de forma imperceptível, com grande sutileza a ponto de não percebermos.
Normalmente deixamos transparecer a nossa profissão de fé por meio de palavras confessadas, mas, também expressamos com nossas atitudes, na pratica diária. Nem sempre o que falo, é o que faço, por isso poderíamos dizer que há muitos cristãos professos, que abraçaram a fé em Jesus publicamente, mas podem ser vistos como “ateus práticos” que agem no seu dia a dia, como se Deus não existisse. No seu credo, Deus está presente, mas nas decisões e atitudes diárias, é como se Deus não existisse, esses são os filhos de Laodicéia.
“pois dizes: Estou rico e abastado e não preciso de coisa alguma, e nem sabes que tu és infeliz, sim, miserável, pobre, cego e nu”. (v.17)
Será que existe condição pior que a indiferença e a frieza espiritual?
Laodicéia representa ainda mais, representa a apostasia, ela perdeu o poder de perceber e de fazer distinções morais e espirituais, perdeu o sentido da Palavra de Deus. Como disse certo autor: é como aqueles que têm uma bandeira, mas não têm um país. Literalmente, são cidadãos sem pátria, que perderam a terra do espírito e que precisam recuperar a pátria, o lar da alma.
A alma está numa posição trágica: miserável, pobre, cega e nu. A consciência da Verdade de Deus deixou de existir, mas: “Eis que estou à porta e bato…”
O Amor de Deus e a Graça de Jesus Cristo só chegará no nosso espírito mediante a presença do Espírito Santo. Não o deixe do lado de fora, do seu coração nem da sua vida. Reconheça-O como Deus presente na Igreja e em você; receba-O com disposição e deseje com sinceridade depender Dele e se submeter aos Seus ensinos e orientação.
“Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas”.
Ter comunhão com o Espírito de Deus é trabalhar em parceria e confiar plenamente, pois afinal:
SÓ O SENHOR É DEUS!
Deus te abençoe grandemente!
NÃO TENS PARTE COMIGO
“Disse-lhe Pedro: Nunca me lavarás os pés. Respondeu-lhe Jesus: Se eu não te lavar não tens parte comigo”. (Jo13:8)
É importante observar o contexto dessa passagem bíblica, pois Jesus praticou o ato da lavagem dos pés dos seus discípulos para expressar uma verdade muito mais profunda do que um simples exemplo de humildade.
Jesus reconhecendo tudo o que o Pai lhe confiara nas mãos e que era chegado o tempo de voltar para o Pai, como prova do seu amor e cumprimento da sua missão, surpreende a Pedro e a todos os outros discípulos com sua atitude e a chave está no versículo acima quando Jesus mesmo afirma:
“Se eu não te lavar não tens parte comigo”.
Durante os três anos dos seu ministério, Jesus tinha tido parte com os seus discípulos em todas as circunstancias da vida diária: comeu, dormiu, partilharam grandes momentos, varias circunstancias, agora o panorama teria que mudar e um outro “asseio” espiritualmente falando, era necessário.
“levantou-se da ceia, tirou a vestimenta de cima e, tomando uma toalha, cingiu-se com ela. Depois deitou água na bacia e passou a lavar os pés aos discípulos e a enxugar-lhos com a toalha com que estava cingido”.
O serviço necessário era o de purificação e não de expiação. A purificação da contaminação inevitável que resulta do trânsito pelo mundo, que seria uma ocorrência incidental e não do pecado lavado com sangue para regeneração (1Jo1:7; Tt3:5). A lavagem com água refere-se à lavagem pela Palavra de forma freqüente onde o próprio Cristo se empenha neste serviço.
Lavar os pés era um costume antigo transmitido pelos primeiros patriarcas como sinal de hospitalidade e afeto e também de humildade, praticado pelos escravos. Dentro da literatura rabínica, era um sinal de reverência um discípulo lavar os pés do seu mestre, portanto era inconcebível e nem jamais se cogitou a possibilidade do Mestre lavar os pés dos seus discípulos! Imagine o impacto que essa atitude de Jesus causou e porque Pedro negou!
Jesus tomou o lugar de um mero escravo, do menor e mais insignificante sendo Ele o maior, moralmente, espiritualmente e em todos os sentidos. O que ficou manifesto neste ensino é que a verdadeira grandeza é o Mestre que serve e não o que é servido.
“Antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens e reconhecido em figura humana, a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até a morte e morte de cruz”. (Fp 2:7-8)
A humildade no servir nasce do “Amor”; o que ama, serve com alegria de forma incondicional, é incansável e não desiste nunca. O mundo está cansado de ouvir que Deus pode mudar a vida das pessoas, as circunstancias e tudo o mais, está na hora de poder ver o “poder transformador” na vida de todos aqueles que crêem.
“Ora, se eu, sendo o Senhor e o Mestre, vos lavei os pés, também vós deveis lavar os pés uns dos outros. Porque eu vos dei o exemplo, para que como eu fiz, façais vós também. (vs.14 e 15)
A repetição do ato de “lavar os pés” compete a nós. Podemos e devemos lavar espiritualmente os pés uns dos outros, pela exortação aplicando as verdades da Palavra na vida diária.
“Respondeu -lhe Jesus: O que eu faço não o sabes agora, compreendê-lo-ás depois”.
Jesus dá um sentido profundamente espiritual que Pedro só entenderia mais tarde, pois ainda que o milagre possa chamar a atenção do mundo, só o Amor de Deus pode atraí-los!
“Seja limpo pela água da Palavra de Deus e então: SIRVA AO SENHOR COM ALEGRIA”.
Deus te abençõe!
A BOA SEMENTE
1Pe.1:23
“Pois fostes regenerados, não de semente corruptível, mas de incorruptível, mediante a palavra de Deus, a qual vive e é permanente”.
Há dois tipos de semente a corruptível, aquela que se deixa subornar, corromper e a semente incorruptível que não se deixa contaminar. A semente corruptível foi semeada no coração de Adão e o fruto do pecado foi colhido também por toda a humanidade. Quanto a semente incorruptível, foi semeada por Cristo trazendo salvação e vida eterna com Deus. Por meio dessa semente, que é a Palavra de Deus em nós, fomos regenerados e provamos o novo nascimento.
*Em Cristo, temos parte na Glória que ele possue e somos segundo sua maneira de ser.
JO.5:26
“Porque assim como o Pai tem vida em si mesmo, também concedeu ao Filho ter vida em si mesmo”.
Toda semente tem poder de vida e reprodução: ela germina, nasce, cresce e por fim dá frutos. Algo importante de se dizer, é que cada semente produz segundo a sua própria espécie. Exemplo: maça produz maça; abacate produz abacate etc.
E outra coisa muito importante que temos que observar é que a semente uma vez plantada, não nasce imediatamente. Ela entra no processo de germinação, e leva tempo para que possa nascer.
Semeamos palavras, pensamentos, sentimentos, atitudes que nem sempre nos trazem a colheita esperada! Nos esquecemos de escolher as melhores sementes e desprezamos a colheita, mas certamente ela virá, boa ou má.
Is.55:10,11
“Porque, assim como descem a chuva e a neve dos céus, e para lá não tornam, sem que primeiro reguem a terra e a fecundem e a façam brotar, para dar semente ao semeador e pão ao que come, assim será a palavra que sair da minha boca; não voltará vazia, mas fará o que me apraz, e prosperará naquilo para que a designei.”
A semente da Palavra de Deus produz exatamente aquilo que ela diz.
EF 1:22-23
“E pôs todas as cousas debaixo dos seus pés e, para ser o cabeça sobre todas as cousas, o deu à igreja, a qual é o seu corpo, a plenitude daquele que a tudo enche em todas as cousas.”
A Igreja é um organismo vivo, que se move pois tem um papel ativo. Mas há uma imagem que não corresponde ao modelo que Cristo deixou pela sua Palavra. Como essa Igreja ou “corpo” de Cristo é visto?
Somos identificados como a Igreja do Pastor tal, que é o líder principal, responsável pelos cultos, pelas almas, pelo ensino, pelos aconselhamentos, que responde diante da sociedade, paga as contas, administra todos os interesses da Igreja, que serve integralmente e de preferência 24 horas do dia. Se algo sair errado, ele é o culpado por tudo, etc. Ao seu redor ele conta com alguns poucos colaboradores, mas tem diante de si uma multidão de pessoas leigas, sedentas e com muitas necessidades. Temos aqui uma Igreja fragmentada entre poucos os que servem e muitos os que são servidos.
Esse modelo de Igreja, não apresenta cada membro do “corpo” como servo. É uma Igreja que tem um papel ativo e passivo.
EF 4:11-12/15-16
“E ele mesmo concedeu uns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas, e outros para pastores e mestres, com vistas ao aperfeiçoamento dos santos para o desempenho do seu serviço, para a edificação do corpo de Cristo.” (15 e 16)Mas, seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é o cabeça, Cristo, de quem todo o corpo, bem ajustado e consolidado, pelo auxilio de toda junta, segundo a justa cooperação de cada parte, efetua o seu próprio aumento para a edificação de si mesmo em amor.”
O modelo que temos pela Palavra, é uma Igreja ou “corpo” que tem a participação de TODOS. Cada crente é um sacerdote (ministro), onde todos se reúnem dirigindo sua atenção uns aos outros e não para um ministro solitário. Cada um está pronto a DAR e a RECEBER.
Esse é o modelo que reflete a função Bíblica e promove a proximidade uns dos outros.
O “corpo Local” é um grupo unido que ministra, que se dedica ao ensino da Palavra; é um corpo onde não há leigos e cada crente é um ministro; ele não só é discipulado como também deve discipular, é servido e também deve servir.
MT 20:25-28
“Então Jesus, chamando-os, disse: Sabeis que os governadores dos povos os dominam e que os maiorais exercem autoridade sobre eles. Não é assim entre vós; pelo contrário, quem quiser tornar-se grande entre vós, será esse o que vos sirva; e quem quiser ser o primeiro entre vós, será vosso servo; tal como o Filho do homem, que não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos.”
* A CHAVE ESTÁ NA LIDERANÇA QUE SERVE.
No mundo secular a hierarquia é exercida de cima para baixo (uma só via), mas na Igreja de Cristo, “não é assim entre vós”. A proposta é “um contra-modelo”:
O LÍDER NÃO ESTÁ ACIMA, MAS “ENTRE” NÃO RECEBEM MAS DÃO.
Estamos nivelados e todos participam do dar e do receber (serviço mútuo).
Js.24:15
“Porém, se vos parece mal servir ao Senhor, escolhei, hoje, a quem sirvais…eu e a minha casa serviremos ao Senhor.”
DEUS SONHA, PROJETA E EXECUTA
“porque aguardava a cidade que tem fundamentos, da qual Deus é o arquiteto e edificador.” (Hb.11:10)
Abraão e Sara tinham uma aliança com Deus e pela fé, foram justificados. Pela fé Abraão obedeceu e foi para um lugar que deveria receber por herança, e partiu sem saber aonde ia; pela fé peregrinou em terra alheia com Isaque e Jacó, porque aguardava a cidade que tem fundamentos; pela fé também Sara recebeu poder para ser mãe, não obstante o avançado de sua idade; pela fé Abraão quando posto à prova, ofereceu Isaque.
Um homem de fé tem mais certeza das coisas que ele percebe espiritualmente do que aquelas que seus olhos enxergam, e é o que vemos em Abraão. Ele cria e via a Deus como arquiteto e construtor, sua visão e seus sonhos foram ampliados, ativados pela fé e fez dele um homem vitorioso e muito além de qualquer comparação, foi chamado “amigo de Deus”.
O mundo espiritual, por meio da fé, se torna real e nos faz ver como Deus vê, nos faz pensar, sentir e sonhar como Deus pensa, sente e sonha. Não foi para isso que o nosso Senhor nos escolheu? Para realizarmos neste mundo, sonhos que nunca sonhamos mas que Deus sonhou e nos fez conhecê-los e como um grande arquiteto projetou em nosso coração passo a passo?
Como corpo de Cristo e Igreja do Senhor na terra, trazemos os sonhos de Deus em nós? Vivenciamos e somos a esperança da glória?
Enfrentamos diariamente um opositor voraz que quer roubar a fé para que não provemos as promessas de Deus na nossa vida, que não é um estado emocional, mas é um espírito: o medo.
“Porque Deus não nos tem dado espírito de covardia, mas de poder, de amor e de moderação.” (2Tm.1:7)
O nosso corpo é morada e templo do Espírito Santo e não há lugar para dois senhores, como a Bíblia nos ensina, ninguém pode servir a dois senhores, porque ou há de aborrecer-se de um, e amar ao outro, ou se devotará a um e desprezará ao outro. O medo quando entra na vida de alguém, ele entra como “senhor” e se é agasalhado no coração, ele fica.
O grande problema é que as pessoas não vêem o medo como pecado e nós sabemos que é algo diabólico, é como um mensageiro que bate à sua porta para pregar uma mensagem de ameaça: seu marido não te ama; seus filhos vão se perder; você não vai conseguir pagar as dividas; etc. Então, abrimos a porta para receber tal mensageiro e ouvir tudo o que ele tem para nos contar. É surpreendente a nossa falta de discernimento!
No Livro do profeta Samuel temos a história de Saul, rei de Israel e homem de bela aparência, de boa estatura e porte físico, admirado e escolhido por todo o povo para ser rei. O único que não se via como um grande homem, era ele mesmo e quando Deus lhe confiou a missão de destruir o rei Agague e toda a descendência dos amalequitas, Saul tomou dos despojos o melhor do gado e poupou a vida do rei. Quando o profeta perguntou-lhe o que fizera, Saul respondeu: “Porque eu temi o povo e dei ouvidos a sua voz.” (1Sm15:24)
Saul teve medo do povo, medo dos seus inimigos, medo de Golias, medo de perder o trono, medo de Davi e dos seus exércitos, etc. Sua vida foi marcada pelo medo e morreu implorando a um amalequita que lhe tirasse a vida. Ele não destruiu o rei de Amaleque, mas foi destruído pelo menor dos amalequitas.
O medo de formar a equipe de Doze; o medo de evangelizar, de pregar a Palavra de Deus; de não ser aceito pelas pessoas; o medo de passar fome, vergonha, etc. Não podem mais reinar, esse rei maligno têm que ser deposto, destruído, arrancado para sempre das nossas vidas.
“No amor não existe medo; antes o perfeito amor lança fora o medo…” (1Jo.4:18)
O perfeito amor do Pai está manifesto em Jesus que concebeu a visão e o sonho de Deus de redimir a humanidade e pagar um alto preço para perdão dos nossos pecados. Jesus pediu ao Pai que se não houvesse outra solução, que fosse feita a vontade de Deus e não a sua vontade. Após sua oração Jesus se ergueu fortalecido em Deus e cumpriu o propósito: morreu na Cruz e ressuscitou dentre os mortos ao terceiro dia.
Os apóstolos Pedro e Paulo também entenderam a missão que Jesus deixou à sua Igreja e tinham o mesmo coração, a mesma visão e os mesmos sonhos de seu Mestre, e abalaram todo o Império Romano, um império pagão, ditatorial e implacável, que lançava os cristão às feras e não tinham temor a Deus. Pedro pregou aos judeus e Paulo aos gentios e foi a ocasião em que o Cristianismo mais floresceu e cresceu. Nós como Igreja, podemos dizer que entendemos a nossa missão e que essa “paixão” e “compaixão” é o que nos move em fé? Temos abalado as estruturas da maldade? Como? Quando? Quantas gerações estão sendo silenciadas pelo diabo? Temos sido insensíveis à Palavra? Apáticos?
“Conheço as tuas obras…Tenho porém contra ti que abandonaste o teu primeiro amor.”
Como se diz: o primeiro amor ninguém esquece, marca para sempre. Onde está a paixão do passado? Onde estão a fé e os sonhos de Deus? Já não tenho mais tempo; sou movido de forma automática; já não tenho o mesmo compromisso; o êxito me subiu à cabeça…
“Lembra-te, pois, de onde caíste, arrepende-te, e volta à prática das primeiras obras; e se não, venho a ti e moverei do seu lugar o teu candeeiro.” (Ap.2:5)
Que a “Graça” e o “Amor” do nosso Deus e Pai te alcancem em Cristo Jesus!
A NATUREZA DO CORPO
“O mesmo Deus da paz vos santifique em tudo, e o vosso espírito, alma e corpo, sejam conservados íntegros e irrepreensíveis na vinda de nosso Senhor Jesus Cristo.” (1Ts.5:23)
O homem é um ser trino, espírito, alma e corpo (1Ts.5:23), portanto é importante compreender de forma específica a importância e a participação do corpo (carnal) dentro do plano original.
Partindo do principio de que a natureza humana (do corpo) é terrena (Gn.2:7), vejamos o que podemos ou não esperar dela. Podemos formular algumas questões como: O corpo tem salvação? Pode ser restaurado? Ou ainda: Qual sua função para o homem? E para Deus? Temos nos preocupado com o destino reservado ao corpo? O domínio e a satisfação do corpo são benignos ao homem? Sabemos que a Bíblia nos oferece todas as respostas e para visualizarmos melhor a questão terrena, vamos nos utilizar da analogia que a própria Bíblia nos sugere, comparando a vida natural do homem terreno como a de uma árvore frutífera, que tem raízes profundas, um tronco forte que sustenta muitos galhos, folhas, flores e frutos.
“Ou fazei a árvore boa e o seu fruto bom, ou a árvore má e o seu fruto mau; porque pelo fruto se conhece a árvore.” (MT.12:33)
Vamos ilustrar o homem natural com todos os seus frutos, desenhando o perfil correspondente conforme está no Livro de Gálatas 5:19-21, onde o apóstolo Paulo coloca com muita propriedade, características marcantes que identificam a natureza humana.
“Ora as obras da carne, são conhecidas e são: prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçarias, inimizades, porfias, ciúmes, iras, discórdias, dissensões, facções, invejas, bebedices, glutonarias, e cousas semelhantes a estas, a respeito das quais eu vos declaro, como já outrora vos preveni que não herdarão o reino de Deus os que tais cousas praticam.”
Somos gerados no ventre de mulher, nascemos, crescemos nos desenvolvemos, damos frutos perpetuando nossa descendência, semelhantemente cumprimos um propósito natural e terreno, como uma grande árvore frutífera.
Diante de um pomar, ao olharmos podemos diferenciar uma árvore da outra, reconhecer sua espécie, mas só saberemos se a árvore é boa, ou má, se provarmos primeiramente do seu fruto. Os frutos descritos de Gálatas 5, aparentemente são normais e fazem parte da natureza humana, como o apóstolo Paulo mesmo disse, são conhecidas, mas será que paramos para avaliar se tais frutos são nocivos e o quanto nos fazem mal e contribuem para nos afastar da vida que Deus nos reservou em Cristo? Se a árvore é boa, seus frutos são bons; a árvore boa não produz frutos maus (velha natureza).
Embora sejamos espirituais, habitamos num corpo terreno e corruptível, preso ao pecado. Carnalmente, lutamos contra o Espírito negando-lhe submissão, pois um é divino e o outro é terreno.
A carne não se submete voluntariamente ao Espírito, pois é terreno e advoga contra as coisas de Deus (espirituais); oponde-se constantemente até que sua vontade prevaleça e seja satisfeita. Quanto mais alimentamos a carne, mais alimentamos o diabo, quanto mais terreno e pecador formos, melhor, isso do ponto de vista das trevas, é claro!
“Não vos enganeis: de Deus não se zomba; pois aquilo que o homem semear, isso também ceifará. Porque o que semeia para a sua própria carne, da carne colherá corrupção; mas o que semeia para o Espírito, do Espírito colherá vida eterna.” (Gl.6:7,8)
A palavra chave para designar a (velha) natureza da carne é corrupção, portanto, a colheita é o alvo daquele que semeia; se a árvore produz frutos, quanto mais frutificar, mais frutos ela dará. Humanamente falando, no tocante as obras da carne, temos visto a sua força pecaminosa e o quanto é capaz de reproduzir-se espontaneamente em seu curso natural. Um abismo chama outro abismo, e há quem diga que “a carne é fraca”, eu diria, só é fraca no que tange à fazer a vontade de Deus, pois quanto ao pecado, ela mostra-se forte e irredutível.
Você já ouviu falar que não há diferença entre “pecadinho” e “pecadão”? Que o pecado tem nome e uma vez cometido, tem poder de levar o pecador à morte eterna?
Olhando para a descrição do capitulo 5 de Gálatas, fica claro que tanto a prostituição, o ciúmes, a glutonaria etc. são todos frutos de uma mesma árvore! E que todos são frutos maus e nocivos a vida do homem, pois advêm de uma mesma raiz. Se a raiz está contaminada, toda a árvore conseqüentemente, também estará.
Uma mentira por mais inocente que pareça, pode contaminar todo o resto; assim como uma “mentirinha”, no diminuitivo, pode até dar a entender que não é tão grave assim! Mas sabemos que ela não deixará de ser o que é, ainda que venhamos mascarar ou maquiar um pouco a palavra, a ação do mal é igualmente, mortífera ao homem. Bem como o homicídio, a glutonaria, são todos frutos da carne, quando se colhe algum deles, a tendência natural é atrair outro fruto e logo a colheita será abundante e sairá fora do controle. A raiz desta árvore, foi contaminada pelo pecado desde o início, conforme o Livro do Gênesis e no capítulo 3:14, Deus amaldiçoou a serpente para que rastejasse sobre seu próprio ventre e comesse do pó da terra todos os seus dias. Serpentes não se alimentam do pó da terra e esta é uma analogia do homem que Deus formou do pó da terra. Entendo que Satanás foi revestido de autoridade para tocar no homem pecador, que foi expulso do Paraíso.
“Porquanto o que fora impossível à lei, no que estava enferma pela carne, isso fez Deus enviando o seu próprio Filho em semelhança de carne pecaminosa e no tocante ao pecado; e com efeito, condenou Deus, na carne, o pecado.” (Rm.8:3)
A Raiz contaminada precisa ser arrancada pois não tem como dar “bons frutos”! Para isso Jesus Cristo veio como homem e venceu o mundo, o pecado e a morte, não venceu como Deus, mas como homem. Jesus disse “não” para o pecado, negando-se a si mesmo por amor a cada um de nós em absoluta obediência ao Pai. Vencer o pecado, e optar por uma vida de santidade para com Deus, crucificar a carne, também é uma questão de escolha e de decisão!
“e cousas semelhantes a estas, a respeito das quais eu vos declaro, como já outrora vos preveni que não herdarão o reino de Deus os que tais cousas praticam.”
Que a vida do espírito prevaleça e governe a sua vida em Cristo Jesus!
“Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio. Contra estas coisas não há lei.” (Gl.5:22,23)
Deus te abençoe grandemente!
ABUNDANTE GRAÇA PARA REINAR
“Se pela ofensa de um, e por meio de um só, reinou a morte, muito mais os que recebem a abundância da graça e o dom da justiça, reinarão em vida por meio de um só, a saber Jesus Cristo.” (Rm.5:17)
Num mundo de escolhas e decisões, podemos ser surpreendidos ou até mesmo, surpreender, com os critérios usados na nossa sociedade. A escolha pode estar relacionada ao nascimento, instrução, educação, ou ainda, depende do que as pessoas são em si mesmas: se são boas, promissoras, bem sucedidas, etc. Mas o que queremos chamar à sua atenção é para o fato de que os critérios e a escolha divina, são bem diferentes.
“Bendito o Deus e Pai do nosso Senhor Jesus Cristo, que nos tem abençoado com toda sorte de bênçãos espirituais nas regiões celestiais em Cristo, assim como nos escolheu nele antes da fundação do mundo,…” (Ef1:3,4)
Podemos ilustrar essa verdade, observando a passagem bíblica que está no Livro do Gênesis 25: 19-26 sobre o nascimento de Esaú e Jacó. Os filhos lutavam no ventre de Rebeca, que perguntou ao SENHOR:
“Se é assim porque vivo eu? Respondeu-lhe o SENHOR: Duas nações há no teu ventre, dois povos, nascidos de ti, se dividirão; um povo será mais forte que o outro, e o mais velho servirá ao mais moço.” (v.23)
Antes mesmo do nascimento dos irmãos gêmeos, antes de realizarem algo bom ou mal, Deus escolheu e decidiu que o mais velho (aquele que nasceria primeiro) seria Esaú, e ele serviria ao seu irmão mais moço (aquele que nasceria depois) Jacó. Deus determinou que sua escolha não seria por obras e sim por um propósito divino; Jacó seria o patriarca da nação de Israel e antes mesmo de nascer, foi escolhido no ventre de sua mãe.
Jacó lutou com o seu irmão Esaú ainda no ventre de sua mãe para ser o primeiro a nascer, mas não conseguiu, a Palavra de Deus revelada à Rebeca prevaleceu, embora Jacó tenha nascido segurando o calcanhar do seu irmão.
Somos como Jacó, lutamos para ser o primeiro desde que nascemos, pois somos ensinados desde pequenos a lutar para termos êxitos por nós mesmos. Apesar de falharmos sempre, continuamos lutando! O nome Jacó quer dizer “enganador”, suplantador”, o que seria de Jacó se tivesse tido êxito pelo seu esforço, pela sua determinação? Estaria fora do propósito de Deus, portanto graças a Deus, que não nos permite sair sempre vencedores!
Deus predestinou Jacó para ser o segundo, e não o primeiro. Como segundo, ele ocuparia a primazia sobre Israel, e por não entender o propósito divino, durante muito tempo Jacó lutou por uma eleição que já estava determinada por Deus.
“…e em amor nos predestinou para ele, para a adoção de filhos, por meio de Jesus Cristo, …” (Ef.1:5)
Antes que o universo viesse a existir, Deus nos escolheu e nos predestinou para sua filiação por meio de Jesus Cristo, se cremos nas Escrituras Sagradas, entenderemos que o valor dessa escolha divina significa “graça”.
“Que diremos pois? Há injustiça da parte de Deus? De modo nenhum…Terei misericórdia e compadecer-me-ei de quem me aprouver ter compaixão. Assim, pois, não depende de quem quer, ou de quem corre, mas de usar Deus a sua misericórdia.” (Rm.9:14-16)
Quando recebemos a abundante graça de Deus, permitimos que a graça reine em nós para que possamos reinar em vida. Quando a graça reina, o pecado, a morte e Satanás são subjugados e vencidos e estão debaixo dos nossos pés e nos tornamos reis em graça. Quando a graça reina em nós, reinamos em vida!
A mesma Palavra dada pelo Senhor a Paulo, nos serve de rhema para essa semana:
“A minha graça te basta, porque o poder se aperfeiçoa na fraqueza…” (1Co.12:9)
Que a sua oração seja ardente diante do SENHOR e que você abra seu coração para receber ainda mais Dele, permitindo que todo obstáculo seja removido para que Ele possa te encher completamente com seu Espírito e derramar uma abundante graça para reinar nessa semana e em todas as semanas que ainda virão! Afinal, foi Deus quem te escolheu e te predestinou em amor, para ser seu filho por meio de Jesus Cristo. Pare de lutar com Deus e passe a reinar!
Reine em vida!
O CAMINHO DA VIDA E ALEGRIA
“…que Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras, e que foi sepultado, e ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras.” (1Co.15:3-4)
O apóstolo Paulo se refere às Escrituras Hebraicas e discorre a respeito da ressurreição de Cristo como estando relacionada às profecias judaicas. É importante que se observe que já no Antigo Testamento, Deus anunciou o que haveria de vir.
“…Porquanto foi cortado da terra dos viventes; por causa da transgressão do meu povo foi ele ferido. Designaram-lhe a sepultura com os perversos…quando der ele a sua alma como oferta pelo pecado, verá a sua posteridade e prolongará os seus dias; e a vontade do SENHOR prosperará nas suas mãos.” (Is.53:8-10)
Quem é que não permaneceu na sepultura e viveu para ver sua posteridade, senão Cristo ressuscitado dentre os mortos? Sua ressurreição é o que dá sentido a essa profecia.
Em Oséias 6:2 temos:
“Depois de dois dias nos revigorará; ao terceiro dia nos levantará, e viveremos diante dele.”
Esta profecia se refere a uma restauração futura para Israel e também se refere ao Messias, uma outra passagem bíblica merece destaque que está em Mateus 12:40, onde Jesus mesmo cita o livro de Jonas:
“Porque assim como esteve Jonas três dias e três noites no ventre do grande peixe, assim o Filho do homem estará três dias e três noites no coração da terra.”
Para concluirmos com chave de ouro, temos a passagem de Genesis 3:15, onde após a queda do homem, Deus sentencia o diabo e amaldiçoa a terra:
“Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e o seu descendente. Este te ferirá a cabeça , e tu lhe ferirás o calcanhar.”
Deus demonstra que tem um plano perfeito para destruir as obras do diabo, e anuncia que embora o diabo tenha usado a mulher para que o pecado fosse consumado, Deus reverteria e usaria também a mulher para que por meio dela, seu descendente (Jesus Cristo nascido de mulher), viesse como homem para esmagar a cabeça da serpente. Embora, ferido com a morte, o Cristo ressurreto venceu a morte, o pecado e o diabo. Deus trouxe esperança através de um Redentor prometido desde os primórdios da humanidade, e temos o privilegio de testificar e provar dos benefícios da Sua ressurreição.
Adão e Eva se consideraram como Deus e estabeleceram seus próprios padrões “do bem e do mal” e desde então, com muita tranqüilidade os homens continuam no caminho da morte, fazendo suas próprias opções entre o “certo e o errado”, colocando-se como “deuses” e ditam regras e leis a favor do aborto, casamento homossexual, pena de morte, etc. Ignorando completamente as Escrituras e o temor a Deus. Como está escrito: “Tudo me é licito, mas nem tudo me convém”.
Todos, indiscriminadamente, podem e devem fazer às suas escolhas, e que a Palavra de Deus, possa ser a fonte de toda a verdade para o coração do homem. Adão e Eva fizeram a sua escolha e afetaram o destino da humanidade… pense nisso.
Deus fez uma promessa a Davi, rei de Israel:
“Porem a tua casa e o teu reino serão firmados para sempre diante de ti; teu trono será estabelecido para sempre.” (2Sm.7:16)
Um dos filhos de Davi herdaria seu trono e seu governo jamais terminaria. O reinado Davídico terminou no ano 586 a.C. Como tal promessa poderia ser mantida?
Esse futuro Rei e reinado tem seu cumprimento em Jesus “filho de Davi”, como é chamado e que nasceu da linhagem de Davi, que ressuscitou e vive, pois ascendeu aos céus e está assentado à direita de Deus Pai, o Todo Poderoso. Cristo já governa sobre Sua Igreja e reinará sobre Israel e sobre todas as nações da terra, no seu Reino vindouro.
A única maneira de um rei governar para sempre é se esse rei viver para sempre, portanto, assim como Cristo vive e reina para sempre, que esse poderoso Rei, ocupe Seu lugar de honra em sua vida “para sempre”, dia após dia, circunstância após circunstância, desafio após desafio.
Assim como Moisés, ao manter erguido seus braços em meio à batalha, fez com que seu povo prevalecesse e ganhassem a guerra, se baixarmos os braços, se voltarmos atrás, o inimigo prevalecerá, por isso, o que canta, louve ao SENHOR ainda mais; o que ora, ore ainda mais; o que espera, creia ainda mais; o que profetiza, continue profetizando; o que guerreia, não pare de lutar, porque a Vitória é certa e irrevogável. Declare em toda e qualquer situação e em voz bem alta a derrota do inimigo, pois assim está escrito:
“…que Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras, e que foi sepultado, e ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras.”
Tenha uma semana vitoriosa!
DESTRUA AS FORTALEZAS DA ALMA
“As armas que usamos na nossa luta não são do mundo; são armas poderosas em Deus, capazes de destruir fortalezas. E assim destruímos idéias falsas e também todo orgulho humano que não deixa que as pessoas conheçam a Deus. Dominamos todo pensamento humano e fazemos com que ele obedeça a Cristo.” (2 Co.10:4-5)
Há uma guerra espiritual constante sendo travada no homem interior e muitas vezes não nos apercebemos o quanto esta guerra é real e acabamos reféns do diabo e do pecado.
“Porém vocês, irmãos, foram chamados para serem livres. Mas não deixem que essa liberdade se torne uma desculpa para permitir que a natureza humana domine vocês…” (Gl.5:13)
O apóstolo Paulo adverte a reagirmos contra as fortalezas impostas pelo diabo, derribando-as e anulando os sofismas, que são mentiras, que se apresentam como verdades. É um teorema falso e seu objetivo é que se construam fortalezas na mente e nas emoções, a fim de que, sejamos levados cativos e escravos de todo pensamento. Quando menos se percebe, você já está refém do medo, da ansiedade, da área moral, sexual, familiar, matrimonial, financeira, etc. Olhamos ao redor e só vemos problemas, tragédias, dificuldades, e eu te pergunto: Onde é mesmo que Cristo habita?
“Quem não sabe se controlar é tão sem defesa como uma cidade sem muralhas.” (PV.25:28)
O homem que não domina seus pensamentos e sentimentos se torna vulnerável e facilmente é dominado. Somos como uma cidade fortificada, murada e protegida pelo poder da Palavra de Deus e do Sangue de Jesus.
“Estejam alertas e fiquem vigiando porque o inimigo de vocês, o Diabo, anda por aí como um leão que ruge procurando alguém para devorar.” (1 Pe.5:8)
Como essas fortalezas são estabelecidas?
Por meio do pecado abrimos brechas, buracos nos muros de proteção, por onde o inimigo entra, se estabelece e saqueia toda a cidade.
Em Apocalipse 12, João viu um grande dragão referindo-se à antiga serpente do livro do Genesis, e acrescenta: “que se chama Satanás, o sedutor de todo o mundo…” Podemos dizer que se alimentou tanto, que cresceu e se tornou um grande dragão, assim é com o pecado na vida do homem, basta só uma mentirinha, o primeiro copo de bebida, só um olhar, etc. Começa de forma inocente no plano natural e pouco a pouco passa para o domínio espiritual.
A ira por exemplo, é fruto de uma frustração da carne, pode ser momentânea, casual, mas ela tem que passar. A Palavra nos adverte: “a não colocar o sol sobre a nossa ira”, não dê vazão, nem destaque, para que não se transforme em pecado e gere agressão, violência e morte. Lembre-se o pecado abre a porta para o domínio das trevas.
Jesus Cristo disse: “Já não falarei muito convosco, porque aí vem o príncipe do mundo; e ele nada tem em mim.” (Jo.14:30)
Entendemos que assim como a serpente, instrumento de Satanás, foi amaldiçoada a comer pó, todos os dias da sua vida (Gn.3:14), Jesus não tinha pecado e o inimigo, Dele não se alimentaria. O diabo se alimenta do pecado na vida do homem, e cada vez que você e eu, aceitarmos um só argumento falso, ou uma falácia, um sofisma, o inimigo encontrará uma brecha, para entrar, se fortalecer e estabelecer sua fortaleza.
Pensamentos como: não tem mais jeito para mim, sou assim desde criança: é sofisma; eu não posso: é sofisma; não é pra mim: é sofisma; é difícil demais: é sofisma; falar e não cumprir o que falou, poderá se tornar também uma fortaleza, e se for estabelecida, virá o cativeiro. O inimigo quer estabelecer uma base em sua vida para posteriormente te oprimir.
“Todo aquele, pois, que ouve estas minhas palavras e as pratica, será comparado a um homem prudente, que edificou a sua casa na rocha; e caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e deram com ímpeto contra aquela casa, que não caiu, porque fora edificada sobre a rocha.” (MT.7:24-25)
Todo muro tem seu alicerce, Jesus é a tua rocha, feche as brechas e destrua todas as fortalezas do inimigo, Cristo já te libertou! Você é livre!
Para que um copo seja útil ao seu possuidor, ele primeiramente tem que estar vazio e limpo, não pode estar de cabeça para baixo e sim, na posição certa, para poder se cheio de água; assim é o plano de Deus em sua vida. Estar fora da posição é estar fora do plano de Deus, é não orar mais como antes, não buscar mais a Palavra, não ter mais a alegria de antes, não conseguir mais ouvir a voz do SENHOR.
“O ladrão vem somente para roubar, matar e destruir; eu vim para que tenham vida e a tenham em abundancia.” (Jo.10:10)
Seja radical contra o pecado e o diabo, como Jesus foi na Cruz, Nele está a sua vitória, revista-se do poder do Sangue de Jesus, esvazie-se de todo o pecado, cravando-os na Cruz, arrependa-se de todo o mal e receba o perdão de Jesus.
Seja limpo, redimido, perdoado, justificado e santificado pelo Sangue de Jesus e as águas do Espírito Santo te encherão, para que vivas o plano de Deus na Sua plenitude!
Conquiste a sua vitória em Jesus!