JESUS NÃO ESTAVA MAIS COM ELES…
“Disse-lhes Simão Pedro: Vou pescar. Disseram-lhe os outros: Também nós vamos contigo. Saíram e entraram no barco, e naquela noite nada apanharam.” (Jo.21:3)
Após a morte de Jesus na cruz do Calvário e de Seu sepultamento, os discípulos de Jesus não entenderam o porque dos fatos, o porque das coisas acontecerem da forma como aconteceram. Ainda que Jesus tenha falado sobre sua morte e ressurreição, os seus discípulos tinham os olhos do entendimento fechados para a revelação do que viria. E como se não houvesse mais esperança, todos voltaram às suas atividades anteriores, pois estavam abatidos, frustrados e amargurados pelos acontecimentos, afinal, Jesus já não estava mais com eles.
Quando veio a perseguição, a prisão seguida de condenação e morte do nosso SENHOR, tudo o que podiam ver era a derrota, a vergonha, a injustiça, etc. Tudo parecia acabado, tudo havia desmoronado. É esse o pensamento que satanás quer incutir também em nós, ele quer que apenas o sofrimento fique presente e seja maior que tudo e que acreditemos que “Jesus está morto”.
O que Simão Pedro e os demais discípulos não sabiam é que Jesus havia ressuscitado dentre os mortos, como havia prometido a todos eles, e inesperadamente, Jesus após sua ressurreição vem ao encontro deles:
“Filhos, tendes aí alguma cousa de comer? Responderam-lhe: Não.”
Então Jesus lhes disse:
“Lançai a rede à direita do barco, e achareis. Assim fizeram, e já não podiam puxar a rede, tão grande era a quantidade de peixes.”
Jesus perguntou se tinham algo para comer, afinal trabalharam a noite inteira e a resposta foi “não”. Jesus já tinha preparado o alimento, os peixes já estavam sobre as brasas e o pão à espera deles. Que podemos aprender? Em primeiro lugar, a cruz não foi em vão, Deus permitiu a morte para que houvesse ressurreição! Cristo não nos deixou órfãos, Ele continua VIVO e cuidando de nós!
Ele é a nossa provisão, o socorro bem presente, a nossa esperança, pois depois da morte, vem a ressurreição! Não aceitamos e não nos conformamos com a morte, porque não nascemos para morrer, o plano de Deus para nós é a vida eterna. Mas há muita morte presente, há muitas formas de morrer, quer seja na área emocional, intelectual, familiar, profissional, etc., às quais nos acostumamos e olhamos como os discípulos de Jesus olharam, não tem solução, não tem mais saída! Só não se esqueça do principal: Cristo vive! Se tem jeito para morte, tem jeito para você e para mim!
Diante da mulher samaritana, Jesus pediu por água, quando só Ele era capaz de fornecer “água viva” do Espírito Santo que sacia toda a sede; Ele pediu por comida, quando só Ele poderia matar a fome de todos.
A mulher samaritana O reconheceu e recebeu da “água”, Simão Pedro e os demais O reconheceram, foram alimentados e deram de comer.
Em Jo.4:34, Jesus respondeu aos seus discípulos, ao insistirem que comesse:
“A minha comida consiste em fazer a vontade daquele que me enviou e realizar a sua obra.”
Qual é a comida que Jesus se referia? “Fazer a vontade do Pai”
Certamente esta deveria ser a preocupação do coração deles, fazer a vontade do Pai e não voltar atrás, mas perseguir o caminho proposto por Cristo.
Então Jesus aborda qual é a vontade de Deus e pergunta a Simão Pedro:
“Simão, filho de João, amas-me mais do que estes outros? Ele respondeu: Sim, Senhor, tu sabes que te amo. Ele lhe disse: Apascenta os meus cordeiros.”
Dois diferentes verbos gregos foram usados para “amar”. Nos dois primeiros exemplos quando Jesus fez a pergunta a Pedro, usou o verbo agapao, referindo-se ao amor divino, ao amor incondicional e profundo, mas Pedro lembrando-se de que havia negado o Senhor três vezes e consciente agora de sua própria fraqueza, não se atreveu a responder com uma palavra tão forte e então respondeu com a palavra “phileo”, gostar de, um amor de grau inferior, como o amor entre amigos. Quando o Senhor o inquiriu pela terceira vez: “Amas-me?”, Jesus usou a palavra menos forte “phileo”, e novamente o discípulo humildemente respondeu:
“Senhor tu sabes todas as cousas, tu sabes que eu te amo (phileo).”
Jesus se mostra condescendente com a auto-avaliação de Pedro, dizendo: “Ainda que você não confie em sua próprias emoções, para dizer que me ama, mesmo assim, você deve apascentar minhas ovelhas.” Esta é a vontade de Cristo, é a vontade do Pai. Não devemos confiar na força dos nossos sentimentos, mas na força do que Jesus é e fez por nós.
“Lançai a rede à direita do barco, e achareis…”
O CÂNTARO VAZIO
“Replicou-lhe Jesus: Se conheceras o dom de Deus e quem é que te pede: Dá-me de beber, tu lhe pedirias e ele te daria água viva.” (Jo.4:10)
Que encontro inesperado foi esse? Certamente foi inesperado para aquela mulher que não podia imaginar que sua vida nunca mais seria a mesma.
Havia um conflito político e uma rivalidade religiosa de muitos anos entre os judeus e os samaritanos. Jesus dirige-se ao poço de Jacó e fala a uma mulher samaritana? A mulher foi surpreendida e reagiu:
“…Como sendo tu judeu, pedes de beber a mim que sou mulher samaritana?”
Os discípulos de Jesus, que tinham ido buscar alimentos na cidade, ao voltarem também ficaram admirados que Jesus estivesse conversando com uma mulher.
Jesus quebrou ali, tabus, conceitos e preconceitos, orgulho, inimizades e muito mais. Se pudermos entender, Jesus quer quebrar muitos argumentos em nossas vidas, que nos impedem de provar a revelação de quem Ele realmente é.
Quem dirigiu a palavra em primeiro lugar e humildemente, foi Jesus, pois ao encontrá-la, Ele não olhou a raça, a pessoa, mas a alma desamparada e sem rumo na vida, e Ele decidiu guiá-la na direção de uma genuína salvação.
Ao fazer um pedido à mulher: “Dá-me de beber” Ele aceitou que a mulher lhe servisse! Um paradigma tem que ser quebrado, Jesus não faz acepção de ninguém, Ele veio para salvar o perdido. Um dia, todos nós estávamos nesta condição, debaixo do jugo do pecado e do diabo e Jesus nos encontrou, como encontrou a mulher samaritana, e fomos salvos!
O que nos chama à atenção, é o fato de nos encontrarmos em muitos aspectos, apesar de “conhecermos” a Jesus, como esta mulher, diante da fonte com um cântaro vazio. Sedentos, sendo humilhados, nos sentindo sozinhos, envergonhados, injustiçados, discriminados, etc., buscando sempre de um lado para o outro um pouquinho da água para saciar, ainda que seja momentaneamente, a nossa sede. Que tristeza de vida e de fé! (ó vida, ó céus!)
“Se conheceras o dom de Deus…”
Enquanto não entendermos quem Ele é e o que Ele fez por nós na Cruz do Calvário, entregando-se completa e totalmente por nós, nunca haverá água suficiente. Nunca o casamento será perfeito; nunca a rejeição nos deixará; nunca a alegria será permanente; nunca a paz governará; nunca a dignidade será conquistada; nunca, nunca…
“Afirmou-lhe Jesus: Quem beber desta água tornará a ter sede; aquele, porém, que beber da água que eu lhe der, nunca mais terá sede, para sempre; pelo contrário, a água que eu lhe der será nele uma fonte à jorrar para a vida eterna.” (v.13,14)
A mulher samaritana respondeu:
“Senhor, dá-me dessa água para que eu não mais tenha sede, nem precise vir aqui buscá-la.”
Ela tomou a maior decisão da sua vida, e desejou ser saciada e não ter mais que ser humilhada, julgada e rejeitada. A salvação é pessoal, e ao mesmo tempo abrange à toda descendência, pois Deus ama a família e quer alcançar toda a nossa casa. Então, Jesus disse à mulher:
“Vai, chama teu marido e vem cá.”
A grande questão muitas vezes é: Eu quero a benção de Deus, mas não quero mudança de vida. Jesus tocou na ferida emocional daquela mulher, ao que ela respondeu:
“Bem disseste, não tenho marido.” E disse ainda: Vejo que tu és profeta.”
A necessidade existe e é real, mas enquanto não houver a tomada de decisão e o desejo de beber da “água viva”, não haverá arrependimento e nem mudança de vida e a benção nunca será completa. Religiosamente, a mulher ia tirar água do poço. O alento, a esperança e a solução de vida, não virá por meio da religião, “continuará a ter sede”, não virá por meio do marido (esposa), “continuará a ter sede”, nem pelos filhos, “continuará a ter sede”, nem pelo trabalho, amigos, líder, discípulo, “continuará a ter sede”.
“Quanto à mulher, deixou o seu cântaro, foi à cidade e disse àqueles homens: Vinde comigo…” (vs.28 e 29)
Ela não precisava mais do cântaro, ele foi deixado à beira da fonte, pois agora levava consigo, por onde fosse, um rio que jorrava do seu interior, o Espírito Santo é quem a guiaria a um caminho eterno, dado por Jesus.
Deixe seu cântaro, sua pouca capacidade, seu esforço, renda-se e deixe-o diante Dele, e reconheça-O como o “dom de Deus”, o favor, o presente de Deus pra você. Jesus Cristo, teu Senhor e Salvador! E que a água do Espírito Santo faça trasbordar a vida de Cristo em você! Fale como os homens falaram àquela mulher:
“Já agora não é pelo que disseste que nós cremos; mas porque nós mesmos temos ouvido e sabemos que este é verdadeiramente o Salvador do mundo.”
Deus te abençoe grandemente!
COROA DE AUTORIDADE PARA GOVERNAR
“Os soldados, tendo tecido uma coroa de espinhos, puseram-lha na cabeça e vestiram-no com um manto de púrpura.” (Jo. 19:2)
Para entendermos porque Jesus precisou passar por tudo isso, temos que voltar ao principio de tudo, no livro do Gênesis, quando Deus criou o homem à sua imagem e semelhança.
“Deus os abençoou e lhes disse: Sede fecundos, multiplicai-vos, enchei a terra e sujeitai-a; dominai sobre os peixes do mar, sobre as aves dos Ceus, e sobre todo animal que rasteja pela terra.” (Gn.1:28)
Deus os abençoou, dando-lhes autoridade para governar a terra e desfrutar de tudo o que Deus criou, com apenas uma restrição:
“mas da árvore do conhecimento do bem e do mal não comerás; porque no dia em que dela comeres certamente morrerás.” (Gn.2:17)
Alguém já havia posto os olhos sobre o casal e se propôs a neutralizá-los, a fim de impedi-los de tomar o governo. Satanás enganou e seduziu a mulher a comer do fruto e como conseqüência, ela deu também ao seu marido, para que ele comesse. Homem e mulher, desobedeceram à Palavra de Deus e decidiram seguir seu próprio caminho. Com a entrada do pecado, veio a queda e a morte e Satanás então, tomou para si a coroa de autoridade, dada por Deus ao homem, em contra-partida, a maldição e o jugo do diabo fazem do homem seu escravo.
“E a Adão disse: Visto que atendeste a voz de tua mulher, e comeste da árvore que eu te ordenara não comesses; maldita é a terra por tua causa; em fadigas obterás dela o sustento durante os dias de tua vida. Ela produzirá também cardos e abrolhos, e tu comerás a erva do campo.” (Gn.3:17-18)
Cardos são plantas espinhosas, consideradas como praga na lavoura, portanto, a benção foi roubada e a maldição instaurada no lugar da benção, e à partir de então, começou a vigorar a aflição, a miséria, a dor e a morte. Homem e mulher foram expulsos do paraíso, perdendo todos os privilégios, não só eles, mas todos os seus descendentes.
Deus preparou diante de tudo, um plano perfeito de redenção, escolhendo seu próprio Filho, Jesus, para morrer na Cruz por todos nós, cancelando todo o argumento do diabo contra os descendentes de Adão. Em Cristo Jesus, uma nova linhagem é estabelecida na terra para todo aquele que crê no Seu Nome!
Jesus na Cruz, absorveu toda forma de rebeldia, absorveu todo o pecado, opressão, enfermidade, pobreza, amargura, morte, ou seja, toda a maldição.
“Saiu, pois Jesus trazendo a coroa de espinhos e o manto de púrpura…”(Jo.19:5)
Jesus como homem, levou sobre sua cabeça a coroa de espinhos, que o diabo colocou na cabeça da humanidade. Ela foi cravada em Jesus, mas essa coroa não era dele, e sim nossa. Ao olharmos de longe, podemos até nos sentir penalizados com Jesus: “coitado”. Será que somos incapazes de entender, que essa coroa, são os espinhos e toda a maldição da terra que provocamos com o pecado? Aqui está a grande mensagem da Cruz, Jesus levou consigo a maldição da terra e reverteu em bênçãos a todos nós!
Satanás escarneceu e ridicularizou a Jesus dizendo: “Este é o que os governará?”
Os soldados, com varas golpeavam a cabeça de Jesus, e o que ninguém contava, é que o mais precioso e puro sangue, sem nenhuma contaminação, começaria a jorrar, e a tocar a terra. O poder do sangue de Jesus, redimiu a terra de toda a maldição e a coroa de autoridade e governo foi trazida de volta para as mãos de Jesus e, Ele por sua vez, confia à Sua Igreja, à essa nova geração de homens e mulheres, comprados pelo Seu sangue!
Antes de entregar o Seu espírito, Jesus disse: “Está consumado”.
A missão foi cumprida com pleno êxito!
Reconheça a quem pertencia a coroa de espinhos e o que Jesus fez por você!
Aproprie-se em oração, da coroa de autoridade e governo e reine com Jesus!
CONQUISTANDO ATRAVÉS DA ORAÇÃO
Jesus e seus discípulos foram ao Getsêmani, e ao chegar ali, Jesus disse:
“Assentai-vos aqui enquanto eu vou orar. E, levando consigo a Pedro, Tiago e João, começou a sentir-se tomado de pavor e de angustia. E lhe disse: A minha alma esta profundamente triste até à morte; ficai aqui e vigiai.”(Mc.14:32-34)
Temos aqui registrado um dos momentos de maior decisão, onde Jesus poderia optar em morrer ou não na cruz do Calvário. Jesus estava em agonia diante do que viria, cremos que não seria pelo fato de ter que enfrentar a morte de cruz, nem pelo confronto com as trevas, pois seria levado ao Hades, mas acima de tudo, porque estaria longe do Pai, e foi nessa hora, que Jesus clamou em alta voz:
“Eloi, Eloi, lamá sabactâni? Que quer dizer: Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste? (Mc.15:34)
Jesus ficou só, e como um cordeiro (Cordeiro de Deus), foi imolado, sacrificado e o seu sangue derramado como oferta pelos nossos pecados. Mas antes disso:
“E, adiantando-se um pouco, prostrou-se em terra; e orava para que, se possível, lhe fosse poupada aquela hora.” (v.35)
Jesus nos ensina que a oração é o modo que Deus escolheu para nos comunicarmos com Ele, e é em momentos difíceis, como aos que Jesus passou, que devemos nos prostrar e buscar a Deus em oração. Muitos são incapazes de perceber que quanto mais somos afligidos, mais temos que persistir em oração, pois a tendência do homem pecador, é reagir a dor, ao sofrimento, e é onde entra a murmuração, o desanimo e a desistência.
“E estando em agonia, orava mais intensamente. E aconteceu que o seu suor se tornou como gotas de sangue caindo sobre a terra.” (Lc.22:44)
Jesus insitiu e repetiu a oração por três vezes.
“E dizia: Aba, Pai, tudo te é possível; passa de mim este cálice; contudo, não seja o que eu quero e, sim, o que tu queres.” (v.36)
Ao termino de cada oração, Jesus voltou por três vezes e encontrou seus discípulos dormindo. Na primeira delas, Jesus disse a Pedro:
“Simão, tu dormes? Não pudeste vigiar nem uma hora?”
Queremos crer, que Jesus buscou que seus discípulos estivessem unidos a Ele, em oração. Que desalento, saber que estava sozinho! Muitas vezes, nos momentos em que mais precisamos, parece que não podemos contar com ninguém! Todos nós temos o nosso lugar de “dor” o nosso Getsemani, onde as decisões de âmbito eterno, precisam ser tomadas e não está na mão de ninguém, a não ser na nossa própria mão; mas como é bom olhar e ver à nossa volta pessoas com as quais podemos estar unidos, no mesmo propósito!
Jesus não podia contar com ninguém! Será que hoje Ele pode contar com você?
Esperamos que sim, pois os discípulos de Jesus eram homens escolhidos por Deus para expandirem o Reino e influenciarem as nações da terra, homens que seriam levantados como apóstolos de Jesus, homens de grandes conquistas! Mas estavam dormindo!
Nós também somos homens e mulheres de Deus destinados e chamados à grandes conquistas para o Reino, e podemos, espiritualmente, também estarmos dormindo!
Curiosamente testificamos que Jesus dirigiu a sua palavra a Pedro, para despertá-lo, dizendo:
“Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; o espírito, na verdade, está pronto, mas a carne é fraca.”(v.38)
As três vezes em que Jesus estava em oração diante da decisão que mudaria o mundo, Pedro estava dormindo, e eu te pergunto: Quantas vezes Jesus orou? Três vezes, é a resposta. E te pergunto, quantas vezes Pedro negou a Jesus? Exatamente três vezes. Se Pedro estivesse em oração, não teria caído em tentação e não teria dado as costas a Jesus. Nos consideramos conhecedores da verdade, e no controle das circunstancias, mas só uma vida de oração, de humilhação, de entrega da própria alma, derramada aos pés do SENHOR, pode fazer a grande diferença diante de qualquer conquista.
Precisamos aprender a confiar no SENHOR, como Jesus confiou ao orar em aramaico, na sua língua de infância, demonstrando que a sua confiança, ainda era a mesma.
“E dizia: Aba, Pai, tudo te é possível; passa de mim este cálice; contudo, não seja o que eu quero, e, sim, o que tu queres.” (v.36)
No momento de maior angustia, Jesus se prostrou e entregou sua alma em oração e ao terminar, recuperou suas forças e em paz, pode cumprir o propósito de Deus para a humanidade: morreu na cruz, foi sepultado e ao terceiro dia ressuscitou dentre os mortos e ascendeu aos céus e está assentado à direita de Deus Pai, no seu trono, aguardando o momento em que irá reinar sobre a terra.
Aprofunde-se ainda mais em oração, lute, não se acovarde diante da opressão maligna, reaja em oração, em súplica, em clamor, insista como Jesus insistiu até que suas forças sejam recobradas e receba a paz para seguir adiante, dentro da vontade de Deus.
Conquiste a sua vitória, pois sempre haverá uma resposta à oração que é feita em nome de Jesus!
DEIXAR DE SER MENINO…
“até que todos cheguemos à unidade da fé e do pleno conhecimento do Filho de Deus, à perfeita varonilidade, à medida da estatura da plenitude de Cristo.(Ef.4:13)
Assim como vimos no texto anterior, intitulado “Um Novo Ciclo”, em que Zaqueu não pode ver a Jesus em virtude de sua baixa estatura, hoje o Espírito Santo nos chama a alcançarmos uma estatura perfeita, uma maturidade espiritual, deixando as cousas de menino para trás.
O Apóstolo Paulo, insiste dizendo em 1 Co.13:11:
“Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, pensava como menino; quando cheguei a ser homem, desisti das cousas próprias de menino.”
Falava, sentia e pensava como menino. A fala de um menino, não tem nada de eloqüente, as frases são incompletas, faltam vocabulário, etc., os sentimentos são indecifráveis, são alegres e tristes ao mesmo tempo, os pensamentos mudam de direção à todo momento! Quando é que, espiritualmente, emocionalmente, intelectualmente, financeiramente, etc. deixaremos de ser meninos? Quem suporta viver a vida inteira, sempre como menino?
Em nada diferindo, Paulo ainda acrescenta em Gl.4:1-5, dizendo:
“Digo, pois, que durante o tempo em que o herdeiro é menor, em nada difere de escravo, posto que é ele senhor de tudo. Mas está sob tutores e curadores até ao tempo predeterminado pelo pai. Assim também nós, quando éramos menores, estávamos servilmente sujeitos aos rudimentos do mundo…”
É chegado o tempo de Deus para a Igreja de Cristo, a Noiva do Cordeiro, que alcançou maturidade para desposar o Noivo. Duas cousas nos chamam a atenção no texto de Gl.4:13:
A primeira, a “unidade da fé”, que de forma simples pode ser representada por um circulo de cristãos de mãos dadas, que se esforçam para caminhar todos para o mesmo lado, é claro que só segurar pela mão, muitas vezes as mãos se soltam, um tropeça, e se cai, não se consegue segurar e nem impedir a queda, sempre uns vão mais depressa, outros devagar, sempre alguém precisa ser puxado, quando não, é deixado para trás, o círculo nunca fica perfeito, harmônico ou completo! Esse é o retrato da igreja “menina”, imatura, que não se compromete uns com os outros, nem com Cristo. Mas há também o círculo que caminha de braços dados, você já ouviu falar na “chave de braço” como sendo um golpe estratégico de defesa? É exatamente essa a posição de alerta da Igreja que alcançou a estatura perfeita, uma Igreja onde um sustenta o outro, dá o braço em unidade, onde dificilmente alguém se tropeçar, cai, uma Igreja forte, que edifica o Corpo, que conta com a justa operação de cada parte do Corpo, que caminha na mesma direção, que oferece proteção e amparo, vê a Cristo e uns aos outros, têm maturidade e estatura perfeita!
A segunda é o pleno conhecimento de Cristo, o pleno conhecimento da Palavra (do Verbo). No grego temos dois vocábulos para expressar “palavra”, um deles é “logos”, que se refere à palavra escrita, no sentido geral, à todas as pessoas. Outra, é a palavra “rhema”, que se refere a uma palavra específica, para que seja aplicada numa situação especifica.
Muitas vezes nos projetamos, fazendo planos e executando-os, sem o respaldo ou a aprovação de Deus. Pensamos que Deus conhece a intenção dos nossos corações, e portanto, deveria nos abençoar sempre. Sabemos que não é bem assim e que Deus não se deixa conduzir por nossos caprichos e muito menos, pelos nossos enganos. O que realmente nos falta, é essa maturidade e revelação da Palavra de Deus, para ouvir a “rhema” que Ele nos dá.
Um exemplo que gostaríamos de trocar com você, é a respeito do Pr. Choo, que construiu um templo para mais de dez mil pessoas, sem nenhum recurso financeiro. Como? Por uma palavra “rhema” que Deus lhe deu e ele mesmo disse: Eu só obedeci ao “rhema” que o Senhor me deu.
Cremos que aqui está a resposta para tantos projetos de vida, fracassados e frustrados. É preciso saber ouvir a Deus, e obedecer à Sua vontade, que é boa, perfeita e agradável.
Precisamos deixar de ser meninos na presença de Deus, precisamos tomar a decisão de crescer, de chegar a ser homem, e como disse o Apostolo Paulo, desistir das cousas de menino!
Se crescermos na revelação do “Verbo” de Deus, deixaremos as cousas de menino, portanto, não desperdice todas as oportunidades que o SENHOR te dá, cresça na obediência, participe das Escolas de Líderes, Ministerial, de Formação, de Mestres, aplique-se nos devocionais diários, treine sua alma a ouvir a voz do espírito.
Em segundo lugar, cresça na Oração: a oração é um diálogo perfeito entre você e Deus. Em qualquer relacionamento o diálogo tem que estar presente e ser constante, quando acaba o diálogo, acabam-se os casamentos, os negócios, os contratos… e em todas as outras áreas da nossa vida, acontece o mesmo. Até mesmo, quando dois países rompem o diálogo, tornam-se inimigos e desencadeiam-se as guerras.
Porque não valorizamos o nosso diálogo com Deus? A oração é a oportunidade de estabelecermos um relacionamento pessoal com Ele. Ainda que, saiba todas as coisas, e conheça cada um dos nossos pensamentos, Ele quer que saia da nossa boca, ou melhor, do nosso coração. Ele gosta de ouvir que é o nosso Pai, sabemos que há filhos que não falam com seus pais, mas o nosso Pai celestial, está sempre pronto para nos ouvir. Dependendo de como o filho pronuncia e chama “Pai”, o pai já sabe, o que está acontecendo, ou, o que está por vir. Você já chamou pelo “PAI” hoje?
O Apóstolo Paulo ordenou: “Orai sem cessar”. É um estilo de vida, vinte e quatro horas do dia, ajustando os pensamentos, sentimentos, diante DELE, quer por palavras ou em pensamentos. Ser DELE e estar com ELE, atrai o milagre! Posicione-se também em oração decretando a vitória do SENHOR Jesus sobre sua vida, família, ministério, etc.
Todo decreto é uma ordem revestida de autoridade, portanto deixamos aqui um decreto que nos foi dado pelo SENHOR, como “rhema” para este novo ciclo que iniciamos nesse ano de 2010, proclame-o todos os dias:
“ESSE NOVO CICLO SERÁ (É) O MELHOR DA MINHA VIDA”
(COMO PESSOA, FAMÍLIA, MINISTRO, E IGREJA)
UM NOVO CICLO
Entendemos que Deus é onipresente, portanto é atemporal e SENHOR do tempo. Nesses primeiros dez dias desse novo ano, entendemos que algo grandioso e harmonioso Deus quer completar em nós através da Sua Palavra, portanto, chamamos a sua atenção para esse texto:
“Eis que um homem, chamado Zaqueu, maioral dos publicanos, e rico, procurava ver quem era Jesus, mas não podia, por causa da multidão, por ser ele de pequena estatura.” (Lc.19:2-3)
O que impedia Zaqueu de ver a Jesus, em meio à multidão?
A sua pequena estatura, é a resposta. Ele não tinha a mesma visão dos demais, não conseguia se aproximar para ver a Jesus! Provavelmente, a sua estatura não diferenciava muito à de um menino, podendo até mesmo ser confundido como tal e talvez por esse motivo, as pessoas não lhe deram atenção, afinal, Jesus estava passando…
A Bíblia nos ensina sobre a importância de alcançarmos a estatura da plenitude de Cristo, para que não sejamos mais como meninos (Ef.4:13).
Espiritualmente, podemos estar na mesma condição de Zaqueu, enquanto meninos espirituais. Não crescemos, não atingimos a maturidade cristã necessária para uma vida vitoriosa, nossa visão é restrita, distante e incompleta. Caminhamos a passos lentos, em terrenos perigosos, cheios de altos e baixos, com muitos argumentos, dúvidas, ficamos sempre para trás, não ouvimos direito, não entendemos, não enxergamos direito, e há uma distância enorme até Jesus. A pequena estatura espiritual, faz com que a multidão não nos dê lugar e nem crédito algum.
Onde está a questão?
Zaqueu correu adiante e subiu em uma árvore para ver a Jesus. Imaginem o que foi para Zaqueu tomar essa atitude em meio à uma grande multidão! A Bíblia não está referindo-se a um menino ou um jovem que subiu em um árvore, mas sim a um homem rico e, presumi-se que, muito conhecido. Esse tipo de atitude não é considerada comum, mas foi surpreendente!
No capítulo anterior, em Lucas 18:9, Jesus propôs a parábola do “fariseu e o publicano”, e destacou as atitudes próprias e as impróprias referente à oração e no caso do publicano, vemos um pecador justificado pela graça, pois não merecia a misericórdia que pediu. Essa parábola abre caminho na direção de Zaqueu, e é o que vimos ocorrer, quando na verdade Zaqueu procurava por Aquele, que o tinha procurado primeiro.
“Eis que um homem, chamado Zaqueu, maioral dos publicanos, e rico, procurava ver quem era Jesus…”
Os publicanos eram homens ricos, geralmente romanos, que pagavam pelo privilegio de fazer a cobrança de impostos e taxas , em certas localidades. Os publicanos empregavam os serviços de judeus locais para fazerem o trabalho real de recolhimento de impostos, em lugar deles. Zaqueu sendo judeu, como coletor de impostos, pertencia a essa classe profissional desprezível, pois estava à serviço dos publicanos. Era hostilizado e odiado pelos seus compatriotas, não só porque enriquecia às custas do seu próprio povo, sendo considerado ladrão, mas também porque representava a dominação Romana.
Preste atenção, Jesus escolheu um coletor de impostos chamado Mateus, para ser um dos seus doze. As atitudes de Jesus respaldam seus ensinos, não é mesmo?
“Porque o Filho do homem veio buscar e salvar o perdido.” (v.10)
Pondere:
1) O Salvador sentiu a necessidade de visitar a casa de Zaqueu:
“Quando Jesus chegou àquele lugar, olhando para cima, disse-lhe: Zaqueu desce depressa, pois me convém ficar hoje em tua casa.”(v.5)
Jesus sentiu urgente necessidade de que um pecador aceitasse Sua misericórdia; que uma pessoa de má reputação e de mau caráter pudesse glorificar o Seu Nome; que um hospedeiro O recebesse com alegria; Jesus queria servir: “me convém ficar hoje em tua casa”, para que Sua graça e misericórdia alcançassem a outros através de Zaqueu.
2) Zaqueu responde prontamente:
“Ele desceu a toda pressa e o recebeu com alegria.”(v.6)
Apesar das criticas e das murmurações ao seu redor, Zaqueu recebeu a Jesus com alegria e como SENHOR da sua vida e da sua casa. Arrependeu-se e colocou seus bens para que o Nome de Jesus fosse glorificado.
Se entendermos que essa Palavra é oportuna, algumas atitudes e decisões de vida precisam ser tomadas enquanto é tempo, para que haja salvação. Não importa a oposição que se apresente para te impedir de correr, Jesus tem pressa, e o que importa é ouvir Seu convite, que diz:
“me convém ficar HOJE em tua casa”
Tire tudo que está no caminho, que desagrada o coração de Deus, limpe a casa, remova os obstáculos, não entristeça mais o Espírito Santo em seus relacionamentos, aceite a Jesus com alegria e permita-Lhe alcançar a todos que estão ao seu redor e que Seu governo seja estabelecido INTEIRAMENTE, COMPLETAMENTE em sua vida e em sua casa.
Assim como Zaqueu não se importou com nada, não olhou para os lados e correu, apressando-se para ver a Jesus, saia do lugar comum, creia que é chegado o tempo de abrir os olhos do entendimento e correr na direção de Cristo. Seja um instrumento em Suas mãos. O nome Zaqueu significa “puro” ou “limpo”, portanto, não desperdice a oportunidade que o SENHOR te dá, afinal, Jesus está passando, e quer te erguer como um “gigante espiritual”.
No amor do SENHOR,
FELIZ 2010
Vivemos dias memoráveis nesse final de ano com os 14 anos do Ministério e encerramos o ano fazendo uma retrospectiva de tudo o que o SENHOR falou e realizou em nossa vidas, em 2009. Mais uma vez queremos deixar o nosso tributo ao Deus Trino, que nos agraciou com muitos milagres e com a sua fidelidade nos fazendo lembrar que ELE é o “DEUS DA ALIANÇA”.
Uma das Palavras que Deus nos entregou através da Apostola Valnice Milhomens, e que nos fez despertar tremendamente, foi sobre o propósito de Deus através dos ciclos que se encerram e os que começam em nossa vidas. Essa Palavra foi grandiosa e queremos partilhar com todos, uma parte dela.
Em primeiro lugar, precisamos entender que Deus trabalha por ciclos, e por não sabermos o modo e o agir de Deus, deixamos escapar os Seus feitos e muitas vezes perdemos a direção dos Seus propósitos.
Nossa vida é formada por ciclos, e o mais comum é o ciclo de 7 anos, o ciclo perfeito. Em seis dias Deus criou o mundo e no sétimo descansou. Há também o ciclo de 10 anos; o do jubileu de 7 anos de 7; quando alguém se casa começa um novo ciclo; quando entra em uma universidade; num novo trabalho, também representa um novo ciclo; um dia é um ciclo, que se fecha e outro começa; uma semana é um ciclo, um mês, um ano. A cada ciclo há um marco, um impacto, e coisas novas sendo estabelecidas.
Em 2010, estamos vivendo um novo ciclo dentro do calendário hebraico, o ano de 5770, e nos próximos 10 anos estaremos entrando no ciclo de “cavar novos poços”, de romper com o solo duro, abrindo caminhos para alcançar águas profundas. A possessão de poços, na antiguidade era tão importante que havia até mesmo conflitos armados e desavenças por causa deles. Em Deuteronômio 6:11, os poços são arrolados entre outros itens de grande valor econômico , juntamente com os vinhedos e os bosques de oliveiras, plantações essas de crescimento lento e dispendioso. O valor dos poços também pode ser percebido no fato de que eram dados a eles nomes específicos (ver Gn.26:2-22). As cidades, por muitas vezes, tomavam o nome com base em algum poço famoso que houvesse nas proximidades, como foi o caso de Berseba. Os poços também desempenhavam um papel estratégico preponderante quando havia guerras de invasão e foi por esse motivo que Ezequias, rei de Judá, mandou escavar o túnel de Siloé, que trazia água daquele poço até o interior da cidade de Jerusalém, a fim de que pudesse resistir melhor ao assedio das tropas assírias.
Nos lugares onde a chuva é escassa, o calor é intenso, e há desertos nas proximidades, a preservação da água ou de alguns poucos mananciais, é muito importante, portanto, no âmbito espiritual, “cavar novos poços” deverá ser nosso projeto de vida ministerial, pois as águas do Espírito Santo deverão fluir através das células, como um manancial, com muito mais profundidade e abundância. Assim como em Israel, a preservação da água é uma importante questão nacional, cremos que para o Brasil, espiritualmente falando, também é!
A IAPP fecha dois ciclos de 7 anos, para viver um novo ciclo profético, coincidindo com o novo ciclo do calendário bíblico. Deus nos chama a prestar atenção para a mudança de ênfase e a entrar dentro do plano redentivo da nossa nação, para implantar os valores do Reino na Pátria Brasileira.
Hoje é um novo dia! Um novo ano! Um novo ciclo! Faça parte do mover de restauração no G12, no resgate das células, da arte, da adoração, das famílias, do ministério feminino, etc. Participe do mover de santidade, pois o pecado da Igreja atrai perseguição (a maldição sem causa não se cumpre), carregue as marcas de Jesus como Igreja santa, sem mácula e sem mancha!
O Espírito Santo é dinâmico e é importante abrir os ouvidos espirituais para o que está à frente. Nós somos a geração que Deus levantou, da qual não haverá limites para o nível de influência na nossa sociedade!
Com votos de bênçãos, saudamos a todos, de coração!
O ARREBATAMENTO…
“Indo eles andando e falando, eis que um carro de fogo, com cavalos de fogo, os separou um do outro; e Elias subiu ao céu num redemoinho.” (IIRs.2:11)
Deus levou Elias para si, sem ver a morte, e esse arrebatamento nos apresenta uma figura das multidões de remidos que, um dia, subirão ao encontro do SENHOR nos ares.
Os discípulos dos profetas que estavam em Betel, saíram ao encontro de Eliseu, dizendo: “Sabes que o SENHOR hoje tomará o teu senhor, elevando-o por sobre a tua cabeça? Respondeu ele: Também eu o sei; calai-vos.” (v.3)
Elias, o precursor dos profetas, sabia o dia em que Deus o tomaria para si e insistiu por três vezes para que Eliseu não o acompanhasse, primeiramente, quando foi enviado a Betel, depois a Jericó e por último quando foi enviado para o Jordão. Por três vezes, Eliseu reafirmou o seu propósito de aliança em não se afastar do seu líder, dizendo:
“… Tão certo como vive o SENHOR e vive a tua alma, não te deixarei…” (II Rs.2:2)
Enquanto Deus deu a conhecer aos seus profetas, o arrebatamento de Elias, nós, como igreja, nos encontramos diante do nosso próprio arrebatamento, só que com um agravante, não sabemos o dia e nem a hora! (MT.24:37) Portanto precisamos considerar o caminho que Elias trilhou na direção do arrebatamento, tendo ao seu lado, o discípulo fiel, Eliseu.
1O.) Foram até Betel: ficava ao norte de Jerusalém e no hebraico quer dizer “casa de Deus”.
2O.) Foram para Jericó: considerada uma espécie de primícias da conquista contra os inimigos, para posse da terra.
3O.) Foram na direção do rio Jordão: lugar de milagres e de grandes conquistas. Tanto Josué como Elias e posteriormente, Eliseu, atravessaram o rio a seco; Naamã, foi limpo da lepra quando se banhou por sete vezes; um marco no ministério público de Jesus, bem como, o lugar de Seu batismo.
Eliseu era conhecido como servo de Elias e demonstrou-se fiel, humilde e perseverante em todas as circunstancias, então Elias o desafia a fazer um último pedido, antes de ser tomado por Deus.
“Pede-me o que queres que eu te faça, antes que seja tomado de ti.” (v.9)
Podemos parafrasear o que Elias disse: O que eu posso fazer por você? ou Por favor o que eu posso pedir por você? O que o SENHOR poderia conceder a Eliseu, por intermédio da intercessão de Elias?
A resposta foi imediata: “Peço-te que me toque por herança porção dobrada do teu espírito.”
Como podemos compreender esse pedido? Seria presunção? Mania de grandeza? Ambição? Na verdade, nos tempos antigos, era costume em Israel, que o filho mais velho desfrutasse de uma porção dupla da herança, e também poderia equivaler a ser o sucessor de seu pai.
Eliseu foi o sucessor do seu mestre, e ao fazer seu último pedido, reivindicou a sua herança como filho (discípulo), pois Elias o havia formado para o serviço a Deus, como profeta em Israel. Portanto, Eliseu pediu poder, “porção dobrada”, como herdeiro da missão, pois queria ser como seu mestre.
Em muitas áreas da vida humana, quão bom é, que discípulos, filhos, admirem o caráter, a espiritualidade, de seus pais, e desejem imitá-los em tudo. Vale lembrarmos as palavras do Apostolo Paulo aos Coríntios:
“Sede meus imitadores, como também eu sou de Cristo.”
Elias coloca sua confiança em Deus e lança uma condição, para que fosse atendida a petição de Eliseu:
“Todavia se me vires quando for tomado de ti, assim se te fará.”
Deixou a cargo do próprio Deus, pois se a visão espiritual de Eliseu fosse aberta ao sobrenatural, a sua petição seria atendida e assim se fez, Eliseu presenciou os carros e cavalos de fogo.
“O que vendo Eliseu, clamou: Meu pai, meu pai, carros de Israel, e seus cavaleiros! E nunca mais o viu; e tomando as suas vestes, rasgou-as em duas partes.”
A visão divina é dada pela fé, e só aquele que crê e espera, tem parte na herança, e, é quem pode receber a porção dobrada do poder de Deus, para viver o sobrenatural. Eliseu tomara do manto que Elias deixara cair, feriu as águas e disse: “Onde está o SENHOR, Deus de Elias?…e Eliseu passou.”
Maranata !(ora vem Senhor Jesus) é a oração e o clamor do coração daqueles que amam o seu Mestre e querem ser como Ele . A porção dobrada do Espírito, de Ressurreição e de Vida que temos recebido do SENHOR, é para que o azeite seja multiplicado abundantemente; é para que permaneçamos na “casa de Deus” com alegria; é para que Jericó seja citiada e vencida; é para que não falte fé e decisão em atravessar o Jordão!
Consolai-vos com essa esperança: “…Pois vou prepara-vos lugar. E quando eu for, e vos preparar lugar, voltarei e vos receberei para mim mesmo, para que onde eu estou estejais vós também.” (Jo.14:3)
BENDITA ESPERANÇA!
O PODER DA RESSURREIÇÃO DE CRISTO
“Tudo o que eu quero é conhecer a Cristo e sentir em mim o poder da sua ressurreição. Quero também tomar parte nos seus sofrimentos e me tornar como ele na sua morte, com a esperança de que eu mesmo seja ressuscitado da morte para a vida.” (Fp.3:10-11)
Paulo não está apenas falando sobre o simples conhecimento de fatos históricos relacionados à vida e ao ensino de Jesus, ele chama a atenção para “o poder da sua ressurreição”. No grego a palavra utilizada para poder é dúnamis (dinamite), e insiste que Deus queria demonstrar esse poder e orava para que todos recebessem de Deus o “espírito de sabedoria e de revelação no pleno conhecimento dele” (Ef.1:17).
Paulo está dizendo que a Ressurreição não é apenas um acontecimento histórico do qual nos lembramos com alegria e satisfação, mas acima de tudo, o maior acontecimento da história de todos os tempos, de todo o cosmos, e, por sua vez, o mais difícil de ser entendido. A própria história foi marcada em antes de Cristo e depois de Cristo, poderíamos dizer em antes e depois da Sua Ressurreição.
Paulo nos diz que a Ressurreição é a maior prova do poder de Deus jamais apresentada e uma grandeza que jamais será superada, e era o que ele queria que os efésios experimentassem diariamente. Fica a pergunta: Porque foi necessário poder tão grande para ressuscitar a Cristo dentre os mortos?
“e qual a suprema grandeza do seu poder…o qual exerceu ele em Cristo, ressuscitando-o dentre os mortos, e fazendo-o sentar a sua direita nos lugares celestiais.” (Ef.1:19-20)
Todos quantos Jesus Cristo ressuscitou, a exemplo Lázaro e o filho da viúva, voltaram a morrer e aguardam a ressurreição dos santos, porém, Cristo Vive!
Deus declarou a penalidade contra o pecado que é a morte, ou seja, a eterna separação de Deus, lançando o homem no exílio do Lago de Fogo. Como o doador da vida poderia perder a vida? Fazendo-se homem.
“Ninguém a tira de mim; pelo contrario, eu espontaneamente a dou.”(Jo.10:18)
“Todavia, ao SENHOR agradou moê-lo, fazendo-o enfermar; quando der ele a sua alma como oferta pelo pecado.” (Is.53:10)
Para os que crêem, Deus considera a morte e ressurreição de Cristo como se fosse de cada um deles e milagrosamente o poder de Vida e Ressurreição faz com que cada um se torne o filho que Deus queria que fosse, em Jesus.
Tudo que diz respeito à Cruz, Satanás fica confuso e não consegue entender. Primeiramente inspirou a Pedro para impedir Jesus de ir à Cruz, num segundo momento, inspirou a Judas para entregar a Jesus aos rabinos para ser crucificado, uma coisa é certa a brandura e a aparente fraqueza triunfou sobre o pecado, o inferno e o diabo.
O pecado é uma traição intencional, uma rebelião clara e desafiadora contra o Criador e Governante do Universo, e nos acostumamos e tratamos o pecado com um certo descaso. Podemos citar por exemplo, o pecado de Adão e Eva que não foi só de comer o fruto proibido, mas foi sim, o de desafiar e se rebelar deliberadamente contra o Criador. A questão em si, não diz respeito apenas ao ato, mas contra quem ele é cometido.
Davi pecou e se arrependeu dizendo: “Pequei contra ti, contra ti somente, e fiz o que é mal perante os teus olhos”. (Sl.51:4)
Ainda que alguém confesse os horrores que tem cometido e se arrependa dos seus atos praticados, sua confissão é incompleta, pois temos que ter a consciência que estamos repetindo a traição de Adão e Eva contra o SENHOR DEUS. É contra Ele quem pecamos, mais uma e outra vez!
“Eles, pois, o venceram por causa do sangue do Cordeiro e por causa da palavra do testemunho que deram, e, mesmo em face da morte, não amaram a própria vida”. (Ap.12:11)
Satanás deve achar que, por atuar na mente e no coração do homem, oferecendo riquezas, prazeres, fama, popularidade, drogas, álcool,etc., se sairá vencedor, mas Cristo oferece eternidade em Sua presença, pois ao morrer, matou a morte, derrotou o pecado e colocou todos os inimigos debaixo de seus pés e conquistou de forma definitiva a coroa da vitória.
Seja vencedor fazendo sua escolha por Cristo e prove o “poder da sua ressurreição” todos os dias!
Deus te abençoe grandemente!
O DEUS QUE VÊ ALÉM DAS APARÊNCIAS
“Então o Anjo do SENHOR lhe apareceu e lhe disse: O SENHOR é contigo, homem valente.” (Jz.6:12)
Muitas vezes os problemas do dia a dia nos envolvem de tal maneira, que acabam
deturpando a nossa visão e limitando as nossas perspectivas de vida. Ainda que nos voltemos para Deus, temos dificuldades, pois o desânimo, bem como a falta de entendimento do que está ao nosso redor, podem nos levar à paralisia espiritual.
No texto acima, temos um exemplo muito claro de uma intensa perseguição contra o povo de Israel, culminando numa situação de confinamento e de mêdo.
No verso 11 temos:”…e Gideão, seu filho, estava malhando o trigo no lagar para o pôr a salvo dos midianitas.”
Os israelitas enfrentaram os midianitas quando vagavam pelo deserto, e quase os destruiu completamente (Nm.31:1-20). Agora os papéis se inverteram, e Midiã é quem oprimia a Israel por sete anos.
“Prevalecendo o domínio dos midianitas sobre Israel, fizeram estes para si, por causa dos midianitas, as covas que estão nos montes, e as cavernas e as fortificações.” (v.2)
Cada vez que Israel semeava, seus inimigos vinham contra ele e destruíam os produtos da terra e não deixavam sustento algum, nem ovelhas, nem bois, nem jumentos. Israel ficou muito debilitado e clamavam ao SENHOR. Então Deus envia Seu Anjo(uma aparição pré-encarnada de Jesus Cristo) até Gideão e o saúda: “O SENHOR é contigo, homem valente.”
Será que um homem destemido e corajoso malharia sua colheita num vale às escondidas, ao invés de no topo de uma montanha, como tradicionalmente se fazia? Certamente para Gideão, o SENHOR havia abandonado o seu povo e agora viviam à sombra das ameaças e do mêdo, viviam vergonhosamente em covas e cavernas, deixando-se subjugar pelo inimigo.
“O SENHOR é contigo…”, é a primeira certeza que Gideão deveria ter e saber, que o SENHOR ouvira o clamor e atendera ao seu povo. Esta é a certeza que todos nós temos que ter, independentemente das circusntâncias, pois Deus nunca abandona àqueles que lhe pertencem. Deus não tinha falhado, Israel é que tinha pecado e se afastado dEle, e estava sofrendo as conseqüências. Eles tiveram a oportunidade de destruir seus inimigos anteriormente, mas não o fizeram, assim é a presença do pecado em nossas vidas, quando não o erradicamos, ele sempre tentará nos oprimir para nos fazer sua presa.
Graças a Deus , o SENHOR vê muito mais adiante que nós, e então se dirige a Gideão, identificando-o como “homem valente”. Gideão responde ao SENHOR imediatamente, demonstrando sua incapacidade espiritual de reconhecer com quem falava. Somos muito parecidos com Gideão, no momento das provas culpamos a Deus, achando que Ele nos deixou.
Como se o SENHOR nem o tivesse ouvido, diz a ele:
“Vai nessa tua força, e livra a Israel da mão dos midianitas; porventura não te enviei eu? E ele lhe disse: Ai, senhor meu, com quem livrarei a Israel? Eis que a minha família é a mais pobre em Manasses, e eu o menor na casa de meu pai.”
Novamente e pacientemente:
“Tornou-lhe o SENHOR: Já que eu estou contigo, ferirás os midianitas como se fossem um só homem.”
Apesar da tua cegueira espiritual, da tua miséria de vida, das tuas dificuldades e limitações, uma coisa é certa: “O SENHOR É CONTIGO”, “VAI NESSA TUA FORÇA”, “PORVENTURA NÃO TE ENVIEI EU?”, “JÁ QUE EU ESTOU CONTIGO, FERIRÁS OS MIDIANITAS COMO SE FOSSEM UM SÓ HOMEM.”
Muitas vezes Deus escolhe servos relutantes, como Moisés, Gideão e tantos outros, até mesmo como eu e você, que não nos sentimos preparados, argumentamos colocando obstáculos por causa da família, dinheiro, falta de talento ou algo semelhante, mesmo assim, Ele se apresenta e vem ao nosso encontro, com a mesma mensagem. Gideão usou a palavra Adonai, que descreve um dos nomes de Deus nas escrituras hebraicas, e pode ser traduzido por “Amo” e como todo “Amo”, Ele não pede, ordena e exige obediência absoluta.
Podemos concluir que, por mais que Gideão pudesse argumentar, o SENHOR só queria a obediência absoluta, pois a vitória dependia exclusivamente do “Poder” de Deus que estava à disposição de Gideão e de toda Israel. Prova é que venceram os midianitas de forma sobrenatural, com apenas trezentos homens.
Esse mesmo “Poder” nos é conferido no poderoso Nome de Jesus Cristo, pelo Seu Espírito Santo. O SENHOR não precisa dos nossos recursos, como Ele mesmo disse: “Já que estou contigo…” Vença a paralisia espiritual, pois o pecado já foi vencido na Cruz, aprenda a depender do Poder do Espírito Santo e parta para a conquista!
Passe a olhar e ver como Deus te vê, e como Ele vê todas as cousas com Seu propósito eterno.
Deus te abençoe grandemente!