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COMO DETER A CORRUPÇÃO MORAL, SOCIAL, POLÍTICA E RELIGIOSA?

“Vós sois o sal da terra; ora, se o sal vier a ser insípido, como lhe restaurar o sabor? Para nada mais presta, senão para, lançado fora, ser pisado pelos homens.” (MT.5:13)

Primeiramente temos que observar as propriedades do sal para o alimento, sabemos que na dosagem certa, ele dá sabor para que se possa desfrutar do alimento. A carne por exemplo, mesmo antes de se aplicar o sal, o seu processo de decomposição já está operando. O sal não pode impedir sua deteriorização, mas pode retardar seus efeitos para que a carne seja consumida a tempo, do contrario seria impossível aproveitá-la.

De forma similar, assim Jesus Cristo nos chama à atenção quanto a nossa atuação neste mundo. A nossa presença, como o sal desta terra, faz com que ela se torne aceitável, por um período determinado, mudando o seu panorama, para que a graça e a misericórdia de Deus sejam atraídas.

Um exemplo claro nas Escrituras, é a intercessão de Abraão por seu sobrinho Ló, diante do juízo de Deus contra Sodoma. Ele não se calou, tornou conhecida diante de Deus a sua petição, e fez toda a diferença diante do juízo que já estava proposto, trazendo salvação e livramento.

(Gn.18:26) “Então disse o SENHOR: Se eu achar em Sodoma cinqüenta justos dentro da cidade, pouparei a cidade toda por amor deles.”

A conversa de Abraão com o SENHOR se estende mais adiante, e de cinqüenta, vai para quarenta e cinco justos, depois para quarenta, depois para trinta, vinte e finalmente dez justos, e respondeu o SENHOR:“Não a destruirei por amor dos dez. Tendo cessado de falar a Abraão, retirou-se o SENHOR; e Abraão voltou para o seu lugar.” (v.32b,33). O juízo alcançou toda a cidade, pois apenas Ló com sua esposa e suas duas filhas foram salvas e Abraão obteve a vitória sobre o alvo da sua petição.

Algo muito importante precisa ser entendido aqui, se somos feitos justos pela fé em Cristo, se levamos uma vida verdadeira conforme a nossa fé, nunca sofreremos o juízo de Deus que está reservado contra o injusto (o que procede do pecado). A perseguição contra a justiça procede do mal contra o justo e o juízo procede de Deus (que é justo), contra o injusto. MT.5:10 “Bem-aventurados os perseguidos por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus”.

Sofrer perseguição por causa da nossa fé e do nosso modo de vida é um privilégio para todo cristão.

1Co.11:32 “Mas, quando julgados, somos disciplinados pelo SENHOR, para não sermos condenados com o mundo.”

O que podemos observar é que há uma diferença no trato de Deus entre seu povo e o restante do mundo. No salmo 91:7-8 temos: “Caiam mil a teu lado, e dez mil à tua direita; tu não serás atingido. Somente com os teus olhos contemplarás e verás o castigo do ímpio.”

Na passagem do Êxodo, capítulo 11:7 diz: “porém contra nenhum dos filhos de Israel, desde os homens até os animais, nem ainda um cão rosnará, para que saibais que o SENHOR fez distinção entre os egípcios e os israelitas.”

Em uma mesma linguagem, o Apostolo Paulo diz que somos embaixadores em nome de Cristo, enviados oficialmente pelo reino de Deus, para representá-Lo nesta terra. Essa autoridade não se mede pela capacidade pessoal de nenhum de nós, mas está proporcionalmente ligada à autoridade do governo, o qual representa.

Como cidadãos do céu, não temos autoridade para agir por conta própria, antes, temos que obedecer com diligencia as instruções do nosso governo, para sermos respaldados e obtermos autoridade e poder do céu.

O processo de corrupção pelo pecado continua operando nas questões morais, sociais, políticas e religiosas, não há como impedi-las, mas podemos frear esse processo, se cada um de nós, dentro do “Corpo de Cristo” contribuir para que a graça e a misericórdia de Deus alcance seu tempo determinado nesta terra.

Como está escrito: “…se o sal vier a ser insípido, como lhe restaurar o sabor? Para nada mais presta senão para, lançado fora, ser pisado pelos homens.”

Esta é a condição de uma igreja apóstata, que perdeu o sabor e a sua função neste mundo; esta é uma condenação terrível, portanto, se fracassarmos em “salgar”, em deter as forças do mal, o nosso juízo consistirá em sermos entregues à essas mesmas forças.

SEJA VENCEDOR EM CRISTO JESUS! VENÇA O MAL COM O BEM!

FÉ, PERDÃO E GRAÇA

Contudo Jesus dizia: Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem.”(Lc.23:34 a)

 Neste relato sobre a crucificação de Jesus, temos a surpreendente oração que trouxe à tona o propósito divino, “o perdão para os nossos pecados”.

A crucificação de Jesus revela o que o mundo é: “o povo estava ali e a tudo observava” com insensível indiferença; os governantes, que queriam a religião sem um Cristo divino crucificado por seus pecados, zombavam (Mt.27:41); os malfeitores blasfemavam e o injuriavam; o pecador consciente, orava; os cobiçosos assentaram-se diante da cruz e jogaram um jogo sórdido. A cruz foi e é o julgamento deste mundo e tendo Jesus sofrido em nosso lugar, nos deixou o exemplo para que pudéssemos seguir os seus passos. Estas mesmas palavras: “Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem”, ressoou nos lábios de Estevam, diante da morte, à exemplo de Jesus, expressou rendição e a fé diante do Pai, confiando-Lhe todo o julgamento; que maravilhosa demonstração de fé!

o qual não cometeu pecado, nem dolo algum se achou em sua boca, pois ele, quando foi ultrajado não revidava com ultraje, quando maltratado não fazia ameaças, mas entregava-se àquele que julga retamente.” (1Pe.2:22,23)

 Perdoar é um ato de fé em Deus, é entregar o julgamento ao Pai, como reto juiz. Quando confio em Seu julgamento, manifesto a minha fé e sou capaz de perdoar como Cristo me perdoou. O perdão é exercido em fé.

 “De fato, sem fé é impossível agradar a Deus, porquanto é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe e que se torna galardoador dos que o buscam.” (Hb.11:6)

Há uma mentira que herdamos com a queda de Adão e Eva, que é a de tomarmos o lugar de Deus e quando não perdôo, tomo o julgamento nas minhas mãos, é como se quisesse me igualar a Deus, ocupando o Seu lugar; diria que é um sentimento “luciferiano” que não entendemos e nos deixamos aprisionar.

Jesus Cristo diante dos seus discípulos, em Mateus no capitulo 18, fala com propriedade a respeito do perdão (v.15) e transcorre dizendo:

 “Em verdade vos digo que tudo o que ligardes na terra terá sido ligado nos céus, e tudo o que desligardes na terra terá sido desligado nos céus.” E acrescenta:

 “Porque, onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, ali estou no meio deles.”

Jesus estava querendo dizer: Prestem atenção a tudo que se diz, pois estou presente e testifico às suas obras neste mundo. Você tem prestado atenção às palavras da sua boca? Ao que tem sido ligado ou desligado na terra que consequentemente está sendo ligado ou desligado nos céus? Por que será que muitas respostas nunca chegam?

Quanto a questão de quantas vezes se deve perdoar, Jesus olhou para Pedro e respondeu:

Não te digo que até sete vezes, mas setenta vezes sete.”

É como se Jesus dissesse: “Pedro, se você está procurando um número, que tal quatrocentos e noventa!” Jesus, certamente estava dizendo que, quanto ao perdão, não há limites. E do versículo 23 em diante, acrescentou a parábola do credor incompassivo, dizendo: 

Por isso, o reino dos céus é semelhante a um rei que resolveu ajustar contas com os seus servos.”

Trouxeram diante do rei, um que lhe devia 10.000 talentos. Um talento correspondia a 6.000 denários na moeda da época. Este montante em dinheiro correspondia a uma dívida impagável, e ordenou o senhor que fosse vendido ele, a mulher, os filhos e tudo quanto possuía e que a divida fosse paga. O devedor prostrou-se e rogou dizendo: “Sê paciente para comigo e tudo te pagarei.  Ele pediu um prazo que não estava ao seu alcance, portanto, o senhor daquele servo, compadecendo-se, mandou-o embora, e perdoou-lhe a dívida.

Saindo, porém aquele servo, encontrou um dos seus conservos que lhe devia cem denários; e, agarrando-o, o sufocava, dizendo: Paga-me o que me deves. Então o seu conservo, caindo-lhe aos pés, lhe implorava: Sê paciente comigo, e te pagarei. Ele, entretanto, não quis; antes, indo-se, o lançou na prisão, até que saldasse a dívida.”

 Vendo os seus companheiros o que se havia passado, relataram ao seu senhor, que o chamou de volta e lhe disse:Servo malvado, perdoei-te aquela dívida toda porque me suplicaste; não devias tu, igualmente, compadecer-te do teu conservo, como também eu me compadeci de ti?

E indignando-se, o seu senhor o entregou aos verdugos, até que lhe pagasse toda a dívida.”

E complementa Jesus:

Assim também meu Pai celeste vos fará, se do íntimo não perdoardes cada um a seu irmão.”

Vale salientar que esta Palavra refere-se a alguém que provou o favor e o perdão do Senhor, mas pela sua insensibilidade e crueldade, negou o perdão ao seu conservo, cancelando o pagamento da sua própria dívida. De credor, voltou a ser devedor e foi lançado à prisão. O verdugo tem direito legal e é liberado para reclamar os bens, a vida e a família daquele que não perdoou. Esta questão é capaz de definir quem somos diante de Deus e diante dos homens; fomos chamados a ser perdoadores, já que provamos o perdão de Deus através da Cruz. Ao olharmos na direção de Deus, que é Santo, que não peca, a nossa dívida é enorme, impagável e necessitamos da graça revelada por meio de Jesus Cristo, para saúda-la, mas ao olharmos em direção ao outro, vemos que somos todos, devedores. Então, não deveríamos perdoar? Um traço marcante sobre a vida daquele que não perdoa, é ser implacável com qualquer um que lhe desagrade, por isso, que o Espírito Santo traga revelação ao coração daquele que crê em Jesus, se há questões de dívidas que necessitem ser perdoadas,  para que a benção de Deus seja liberada.

Filhinhos meus, estas cousas vos escrevo para que não pequeis. Se todavia, alguém pecar, temos Advogado junto ao Pai, Jesus Cristo, o justo; e ele é a propiciação pelos nossos pecados, e não somente pelos nossos próprios, mas ainda pelos do mundo inteiro.” (1Jo.2:1 e 2)

O TEMOR A DEUS

Não te precipites com a tua boca, nem o teu coração se apresse a pronunciar palavra alguma diante de Deus; porque Deus está nos céus, e tu, na terra; portanto, sejam poucas as tuas palavras.” (Ec.5:2)

 

Há vários conselhos práticos sobre o procedimento na casa de oração, como guardar os pés, ou seja, andar prudentemente, com respeito e temor; convém chegar para ouvir o que Deus tem para entregar; não abrir a boca precipitadamente, lembrando que, aquilo que se fala, fala-se diante de Deus. “…sejam poucas as tuas palavras.” Porque Deus não se agrada de pessoas falantes, que falam demais.

Neste contexto fica uma forte advertência de que práticas religiosas não satisfazem e que o temor a Deus, como nos ensina o Salmo111:10, “é o principio da sabedoria; revelam prudência todos os que praticam. O seu louvor permanece para sempre.”

Há algumas questões que se apresentam com uma abordagem atraente que sem percebermos nos levam a pecar contra o plano de Deus. Precisamos prestar atenção no caminho em que temos andado, para não sermos roubados ou afastados do alvo e o temor a Deus nos guardará a observarmos a Sua perfeita vontade.

Sabemos que diante de Deus,  a instituição mais importante sobre a terra é a Família, pois é a base de toda a sociedade. Para a própria sociedade, no entanto, há outros valores em ascensão como a carreira profissional, os rendimentos, a produção, a iniciativa, a intelectualidade, a conquista de bens materiais, etc., que são destacados veementemente em nossos dias, sobrepondo o real valor do indivíduo, esquecendo-se de que esta pessoa está inserida em família. Aceitamos tais parâmetros e deixamos que passe a ser a principal motivação, ainda que implique em sacrificar a própria família.

Nesta reflexão, o Espírito de Deus nos pergunta: aonde queremos chegar com tudo isso? Há uma Palavra no Livro de Provérbios 23, que nos exorta a não esgotar as nossas forças em busca de riquezas e a não gastarmos a nossa inteligência nisso.

O Espírito te pergunta: Qual tem sido a sua maior riqueza neste mundo? Qual é a  herança, que Deus te confiou? Poderia te responder com convicção: É a sua família!

É muito importante ser bem sucedido profissionalmente, mas, mais importante ainda é ser bem sucedido como marido (esposa), pai (mãe), e como filho (filha). Desta forma somos inseridos no Projeto de Deus.

Com o temor a Deus, a sabedoria do alto se manifestará e você saberá aplicar o “bom tesouro”, investindo no maior fundo rentável, que é a sua casa.

Uma sociedade forte é constituída de famílias fortes, fundamentadas no temor a Deus e no cuidado ao estabelecer as prioridades da vida.

Se o homem for capaz de se aproximar de Deus Pai, como filho, ele entenderá o quanto ele é próspero e abençoado com a família que Deus lhe confiou e poderá realizar o sonho de Deus.

Jesus como Filho de Deus, veio com uma missão, fazer a vontade do Pai e esse compromisso assumido com Deus, o fez permanecer firme, centrado, não na sua humanidade, mas na vontade de Deus e nada o desviou do alvo. Jesus enfrentou todos os contra-tempos de sua época, posicionou-se contra os costumes e advogou o caminho e os princípios do Reino para que as pessoas soubessem que era possível viver uma vida valorosa e abundante neste mundo, em seu precioso Nome.

Jesus com forte convicção de Sua missão, aliada a uma auto-imagem equilibrada, confrontou a tradição e a religião formal em várias ocasiões. Lembre-se, só praticas religiosas não satisfazem e, o temor ao SENHOR é o principio da sabedoria. Não conheça, apenas o plano de Deus, não ouça somente a Palavra, reaja em fé e responda em atitudes, em decisão de vida e viva a vida que Deus projetou para você como marido (esposa), pai (mãe) e filho (filha), não fique alheio ao seu papel dentro da família. Construa um lar aconchegante e que se torne um porto seguro, onde Cristo habita e governa. Faça do seu lar, o melhor lugar para se viver neste mundo e certamente você será a pessoa mais bem sucedida sobre esta terra.

 

Deus te abençoe!

 

 

 

 

 

  

 

DEUS É AMOR

Respondeu-lhe Jesus: Amarás ao SENHOR, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento. Este é o grande mandamento.”

(Mt.22: 37,38)

 

Deus é Amor. Você já ouviu esta afirmação antes? Pois bem, o Amor de Deus é o solo onde a semente da fé é plantada e se desenvolve gerando a Vida do próprio Deus em cada um de nós, podemos dizer que é a fonte de toda espiritualidade.

O versículo acima, nos fala do Amor “a” Deus, referindo-se a manifestação do Amor recebido, como resposta do homem para com Deus. Este é o grande mandamento.

Só que esta expressão do Amor a Deus é provada no cumprimento da segunda parte do mandamento:

 

O segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo.” (Mt.22:39)

 

Neste versículo está o lado prático da vida de quem Ama “a” Deus, e é no dia a dia que o Amor “de” Deus (em nós), se tornará visível e o mandamento estará completo.

O Amor “a” Deus se constrói com atitudes, primeiramente na direção do próprio Deus e consequentemente, de uns para com os outros. O mais interessante, é que este Amor ao ser direcionado, não escolhe a quem deva ser expressado; curiosamente ele se manifesta, muitas vezes, quando menos esperamos! Quanto às pessoas que amamos, as quais seria lógico expressarmos espontaneamente, muitas vezes não acontece como deveria, poderia até mesmo afirmar, que nos negamos a expressar este Amor. Que estranho!

Como dizem alguns, o ser humano é mesmo uma caixinha de surpresas!

Mas o importante é que você reflita sobre esta verdade e tenha a oportunidade não só de cumprir, mas de vivenciar este grande mandamento e consequentemente agradar a  Deus.

Deus é Amor, porque Ele Ama incondicionalmente, sem restrições, sem condição alguma, é absoluto. É o Amor agapao, que vem de Deus e está exemplificado em 1Co.13:1-8, como presente de Deus:

 

Ainda que eu fale as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver amor, serei como o bronze  que soa ou como o símbalo que retine. Ainda que eu tenha o dom de profetizar e conheça todos os mistérios e toda a ciência; ainda que eu tenha tamanha fé, a ponto de transportar montes, se não tiver amor, nada serei. E ainda que eu distribua todos os meus bens entre os pobres e ainda que entregue o meu corpo para ser queimado, se não tiver amor, nada disso me aproveitará. O amor é paciente, é benigno; o amor não arde em ciúmes, não se ufana, não se ensoberbece, não se conduz inconvenientemente, não procura os seus interesses, não se exaspera, não se ressente do mal; não se alegra com a injustiça, mas regozija-se com a verdade; tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. O amor jamais acaba;…”

 

Este amor foi expressado na Cruz de Jesus Cristo, em Seu sacrifício e Sua morte, e com os braços abertos declarou o Amor de Deus ao mundo, expressando-o com a própria vida.

 

Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.” (Jo.3:16)

 

Deus amou o mundo desde o princípio, desde a criação do primeiro casal, do surgimento da primeira família. Este Amor torna possível uma vida em união, traz cura às feridas, nos leva à decisão de perdoarmos, de aborrecermos o mal, de demonstrar amor e afeto, de sermos quem somos, filhos de um Deus que é Amor.

 

Acima de tudo, porém, tende amor intenso uns para com os outros, porque o amor cobre multidão de pecados.” (1Pe.4:8)

 

A excelência da união fraternal está descrita no Salmo 133 e assim como Israel se reunia uma vez ao ano como povo de Deus, como uma só família diante Dele, essa mesma união fraternal pode ser vivenciada diariamente, enquanto povo de Deus que somos em Cristo Jesus.  Como família escolhida e separada por Deus, como igreja e como nação, quer seja por parentesco natural ou espiritual a unção será derramada e Deus ordenará a sua benção para sempre. Obrigue-se a desfrutar desse Amor, ah! E não se esqueça “Jesus te ama” e porque não acrescentar: e eu também!

ESCOLHIDO NO VENTRE

Os teus olhos me viram a substancia ainda informe, e no teu livro foram escritos todos os meus dias, cada um deles escrito e determinado, quando nem um deles havia ainda.” (Sl.139:16)

 

Este Salmo nos fala da onisciência, da onipresença e da onipotência de Deus, que esta sempre presente, pois conhece tudo a nosso respeito e mais ainda, nos escolheu e nos separou para Ele.

No Livro de Juízes 13, temos o exemplo de Sansão que foi escolhido desde o ventre de sua mãe e consagrado a Deus.

 

Havia um homem de Zorá, da linhagem d Dã, chamado Manoá, cuja mulher era estéril, e não tinha filhos. Apareceu o Anjo do SENHOR a esta mulher, e lhe disse: Eis que és estéril, e nunca tiveste filho; porém conceberás, e darás à luz um filho. Agora, pois guarda-te, não bebas vinho, ou bebida forte, nem comas cousa imunda; porque eis que tu conceberás e darás à luz um filho sobre cuja cabeça não passará navalha; porquanto o menino será nazireu consagrado a Deus desde o ventre de sua mãe: e ele começará a livrar a Israel do poder dos filisteus.” (vs.2-5)

 

A forma mais correta da palavra nazireu é nazireado. A palavra portuguesa vem do hebraico “nazir”, derivada de “nazar”, separar, consagrar, abster-se. Consideremos também o termo “nezer”, diadema, coroa de Deus, aplicado à cabeleira não-tosquiada dos nazireus, cujos cabelos compridos serviam de emblema de sua separação ao serviço do SENHOR, reputados como a coroa de glória deles.

O voto do nazireado envolve a consagração especial de pessoas ou coisas a Deus (Gn.49:26; Dt.33:16).

Os nazireus precisavam abster-se de vinho, de todas as bebidas alcoólicas, de vinagre e até de uvas e passas de uvas. Não podiam também tocar em coisas imundas, como um cadáver, mesmo que se tratasse de um parente próximo. Assim como os sacerdotes de Israel que não podiam se contaminar desse modo.

Um nazireu também não podia cortar os cabelos durante todo o tempo que perdurasse a sua consagração.

Estes votos apontam para algumas realidades espirituais:

 

1)    Não comer nem beber nada da uva: o vinho simboliza a alegria e o prazer(obras da carne), portanto, para o cristão consagrado, o seu prazer e deleite estão no fruto do Espírito. No Novo Testamento, o Apóstolo Paulo disse:

 

Não vos embriagueis com vinho, no qual há dissolução, mas enchei-vos do Espírito.” (Ef.5:18)

 

2)    Não podia cortar os cabelos: esta era a marca visível de consagração a Deus. Todo cristão traz consigo marcas de consagração que fazem dele conhecido e respeitado diante dos outros: a submissão a Deus é visível no poder da oração, do jejum, da Palavra, e do Devocional diário.

3)    Não tocar em cadáver: não ter nenhum contato com a morte, não se contaminar. A morte é o salário do pecado, e quantas vezes ela nos persegue, insiste e persiste em nos alcançar. O inimigo não desiste em querer quebrar a nossa consagração e continua falando da mesma forma como falou com Sansão: “Passear na vinha pode, só não pode provar da uva”. Uma vida consagrada é uma vida em santidade.

 

A consagração a Deus trás “Unção”(para ser forte) e a Unção trás Poder. Estes são os três atributos presentes na vida de Sansão durante a sua consagração. A força de Sansão não se evidenciava pela sua estrutura física, tanto é que os filisteus queriam descobrir qual seria o segredo, pois olhavam e não entendiam: Como pode um homem normal ter tanta força assim? Da mesma maneira o mundo olha para os discípulos de Jesus e perguntam: Como eles conseguem dizer não para o pecado? Como conseguem praticar a justiça?…

Quando a consagração de Sansão foi quebrada, entrou a queda, a ruína e a morte. O inimigo tentou seduzi-lo nas vinhas, depois com o favo de mel e finalmente encontrou uma mulher para cortar os cabelos de Sansão. Imediatamente, perdeu a força, foi aprisionado pelo inimigo e ficou cego. Perdeu toda a sensibilidade e discernimento espiritual.

Quantas vezes ouvimos as expressões: não sinto nada, não entendo nada, o que é alegria do Espírito? Perdemos o rumo e nem imaginamos que estamos assim como Sansão, presos a roda de moinho, dando voltas, uma apos outra, totalmente cegos.

Uma vida de consagração é banhada pela Unção do Espírito, que quando explode no coração, sabemos para onde estamos indo, fazemos o que os outros não fazem, vemos o que os outros não vêm e chagamos onde poucos chegam.

No capítulo 16, Sansão clamou e gritou ao céu por uma segunda chance, se submetendo a Deus e obteve vitória na morte. Cristo morreu a nossa morte e nos deu a vitória! Todos nós tivemos uma segunda chance, mas permanecer em consagração e viver o plano de Deus nesta terra é uma decisão.

Sansão, foi enterrado entre Zorá e Estaol, lugar onde o Espírito Santo começou a obra na vida dele e ali ele foi restituído à sua posição original. Em Cristo Jesus, como filhos de Deus, antes de provar a Sua glória precisamos passar pela Cruz, então a Unção virá e o Poder de Deus se manifestará em nós maravilhosamente!

 

 

 

 

 

 

 

 

TRAGÉDIA MORTAL

Com efeito o clamor de Sodoma e Gomorra tem se multiplicado e o seu pecado se tem agravado muito. Descerei e verei se de fato o que têm praticado, corresponde a esse clamor que é vindo até mim;…” (Gn.19:20,21)

 

Esta Palavra foi dada por Deus ao servo e amigo Abraão, pois em Sodoma morava Ló, o sobrinho de Abraão. Podemos dizer que Sodoma figura o mundo e sua sensualidade e Ló um tipo de cristão mundano, que embora consiga para si a salvação poderá pagar um preço alto e por em risco a própria família.

 

Não se ponham em jugo desigual com descrentes. Pois o que têm em comum a justiça e a maldade?Ou que comunhão pode ter a luz com as trevas? (2Co.6:14)

 

Em Sodoma, Ló ganhou muita tristeza e atraiu para si tribulações pela vida dissoluta que estava ao seu redor. Foi desprezado por aqueles a quem queria conciliar e não conseguiu evitar a ruína.

 

se a obra de alguém se queimar, sofrerá ele dano; mas esse mesmo será salvo, todavia, como que através do fogo.” (1Co.3:15)

 

O testemunho de Ló aos genros se tornou nulo, não deram nenhum crédito e este é o maior perigo em tempo de contenda e até mesmo de catástrofe, a inutilidade e o descrédito com a Palavra de Deus. O que foi motivo de “riso” acabou em tragédia mortal.

Desde então, a humanidade não mudou e a atitude interior é a mesma de milhares de anos atrás. A fé na Bíblia ainda é ridicularizada e muitos zombam da Palavra infalível de Deus, desprezando as advertências.

Ló foi quase expulso, acusado de ser estrangeiro e de não fazer parte do lugar:

 

Eles, porém, disseram: Retira-te daí. E acrescentaram: Só ele é estrangeiro, veio morar entre nós, e pretende ser juiz em tudo? A ti, pois faremos pior do que a eles. E arremessaram-se contra o homem, contra Ló, e se chegaram para arrombar a porta.” (v.9)

 

O estrangeiro pode ser identificado muito facilmente pelo seu idioma, modo de comportar-se, maneira de vestir e outros costumes mais. Espiritualmente, sabemos que somos peregrinos neste mundo e que trazemos traços fortíssimos que nos identificam como filhos de Deus e que há muitos contextos que não nos encaixamos mais, e como vimos com Ló, mais cedo ou mais tarde a cobrança ou o acerto virá.

Se não fosse o favor de Deus, Ló teria sucumbido com toda a sua casa. Para este mundo, a igreja atrapalha, estraga prazeres, e tudo que hoje é tão normal, classificam como pecado, etc. O mundo continua querendo arrombar as portas do cristianismo e assim como se opuseram a Ló e foram cegados e se viram na escuridão, a situação tem se repetido:

 

o entendimento dos incrédulos é cegado”.(2Co.4:4)

 

O apóstolo Paulo fala sobre um tempo futuro, onde o mundo seduzido e espiritualmente cego, acreditará mais na mentira (Anticristo), do que na verdade de Deus. (2Ts.2:9-12)

Ló foi protegido e arrancado da cidade antes que a tragédia mortal chegasse, sabemos que Deus não chega atrasado nunca e que a realidade física e espiritual de nossos dias são aterradoras, mas antes que venha o pior a “noiva” será arrebatada nos ares para os braços do “noivo” e será juízo sobre a terra e justiça para com aqueles que são Dele.

 

Este é o tempo em que Deus está separando aqueles que Lhe pertencem. Vivemos dias decisivos de vida e de fé. Quem tem ouvidos, que ouça!

 

Deus te abençõe.

NEM OLHOS VIRAM…

Porque os meus pensamentos não são os vossos pensamentos, nem os vossos caminhos os meus caminhos, diz o SENHOR, porque, assim como os céus são mais altos do que a terra, assim são os meus caminhos mais altos do que os vossos caminhos, e os meus pensamentos mais altos do que os vossos pensamentos.” (Is.55:8-9)

 

 

O que Deus tem sonhado para nós, ainda está por ser revelado ao coração humano. Vivemos dias únicos sobre a Terra e a Igreja é o alvo do coração de Deus para que Seu poder seja manifesto e conhecido. Há uma grande expectação da criação que aguarda a revelação dos filhos de Deus.

Ao olharmos na direção da libertação do povo de Israel do Egito, fica claro que Moisés tinha diante de seus próprios olhos, o desafio de tirar o povo da escravidão que os afligia, mas, muito mais que libertá-los das garras do Faraó, o sonho do coração de Deus era muito maior, pois queria fazer daquele povo, o mais proeminente na terra. Deus queria exaltar a nação de Israel, como nação santa e poderosa. 

No Livro do Êxodo temos os detalhes destes acontecimentos, e o povo, ao saírem do Egito se depararam com uma situação inusitada, diante deles havia o Mar Vermelho intransponível e atrás deles, a perseguição do poderoso exército do Faraó. Eles se desesperaram diante da ameaça, porque não conheciam o plano de Deus e nem podiam imaginar que aquele era o momento onde o nome do SENHOR seria glorificado.

O líder Moisés se ergueu diante do povo e disse:

“Não temais: aquietai-vos e vede o livramento do SENHOR que hoje vos fará; porque aos egípicios, que hoje vedes, nunca mais os tornareis a ver.” (Ex.14:13)

O poder da palavra triunfou diante da incredulidade e da ameaça. Assim como o profeta anunciou, Deus responde a Moisés:

Porque clamas a mim? Dize aos filhos de Israel que marchem. E tu, levanta a tua vara, estende a mão sobre o mar e divide-o, para que os filhos de Israel passem pelo meio do mar em seco.” (vs.15,16)

As águas se abriram, o povo atravessou o mar a seco e em segurança, e o exército do Faraó foi destruído.

A palavra da fé, fez com que Moisés visse o livramento e a vitória e ao ser proclamada atraiu o poder miraculoso.

mas, como esta escrito: Nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais penetrou em coração humano o que Deus tem preparado para aqueles que o amam.” (1Co.2:9)

Se Deus tivesse revelado que não só os libertaria do Egito, mas que também enfrentariam o Mar Vermelho e o exército mais poderoso da terra, será que o povo teria saído do Egito?

Qual é o plano de Deus para cada um de nós? Quantos por muito menos, dão as costas a Deus, porque não querem atravessar as adversidades? Perdem a oportunidade de provarem o “grande milagre” de suas vidas, porque não entendem o plano de Deus, e desistem de ir adiante em conquista de Suas promessas. Por falta de revelação e conhecimento da Verdade, acabam se levantando contra seus líderes, com murmuração e apontes. Cremos que assim como o povo de Israel não podia sequer imaginar, que aquele momento de grande aflição e ameaça  se transformaria na maior de todas as oportunidades que definiria seu destino, muitos de nós  têm decidido permanecer na escravidão, debaixo do jugo do diabo, do que crer e caminhar, vencendo a cada dia os obstáculos e desafios que nada mais são, do que a nossa grande oportunidade de provar o favor e o poder de Deus, através de Jesus Cristo.

Chegou a nossa vez, de chamar as coisas que não são, como se fossem. Chegou a nossa vez de avançar na direção da promessa, de buscar os sinais de “maravilha” em nossa vida e ministério. “Diga ao povo que marche”

E quanto a você, onde está a tua vara? Levanta-a e estende a sua mão na direção do mar, dividindo-o para que você e o seu povo atravesse em segurança. Busque ver e ouvir para os nossos dias o que Deus tem preparado para aqueles que o amam!

ORE, CLAME, PROCLAME, E VEJA O LIVRAMENTO DO SENHOR QUE HOJE VOS FARÁ, E QUANTO AOS VOSSOS INIMIGOS NUNCA MAIS OS TORNAREIS A VER!

SEM PROFECIA O POVO SE CORROMPE

Não havendo profecia o povo se corrompe; mas o que guarda a lei, esse é feliz.”(Pv.29:18)

 

 

A palavra hebraica para “profeta” é nabi, que significa anunciador, declarador, aquele que anuncia as mensagens de Deus. O ofício profético em si, nos dá a idéia de predição do futuro, incluindo acontecimentos nacionais, comunais e individuais, envolvendo as atividades de exortação, ensino, pastoreio e liderança espiritual em geral. Resumidamente, os profetas eram tidos como representantes de Deus, libertadores e interpretes da mensagem divina na questão das revelações e do conhecimento espiritual.

A Bíblia nos ensina que o Espírito Santo é o inspirador dos profetas e que um dos modos de inspiração incluíam sonhos e visões (Nm.12-6; Is.6:1; Ez.1:1; IICo.12).

A Palavra de Deus acolhida em fé, no coração humano, faz nascer a esperança, a visão e os sonhos brotam e tomam vida dentro do homem. Sem a Palavra proclamada, não há vida, não há visão, nem sonhos e nem esperança para o amanhã. Devemos conceber os sonhos e as visões de Deus e então a nossa boca se abrirá, de forma profética a anunciar a vontade e o poder de Deus.

Os sonhos de Deus são aqueles gerados pela Palavra da fé e estão ligados à justiça e esperança no amanhã. Os nossos próprios sonhos por mais bem intencionados que sejam, se não provém de Deus, são apenas “ambição humana”.

Homens de Deus e profetas como Abraão , Moisés, José e tantos outros foram o diferencial, sonharam e realizaram os sonhos de Deus superando muitos obstáculos e mudaram o destino de sua geração, família e nação.

Os sonhos de Deus nascem através da Bíblia, da leitura e do estudo, da meditação, da pregação e da oração.

 

Invoca-me e te responderei; anunciar-te-ei cousas grandes e ocultas, que não sabes.” (Jr.33:3)

 

Deus nos diz que há esperança e afirma que nada é impossível.

No Livro de Ezequiel no capitulo 37, após o SENHOR ter anunciado a restauração da nação, apresenta ao profeta, em visão, o método para a realização da promessa.

 

Veio sobre mim a mão do SENHOR; ele me levou pelo Espírito e me deixou no meio de um vale que estava cheio de ossos…Então me perguntou: Filho do homem, acaso poderão reviver estes ossos? Respondi: SENHOR Deus, tu o sabes.Disse-me ele: Profetiza a estes ossos, e dize-lhes: Ossos secos, ouvi a palavra do SENHOR…”

 

Primeiramente, Deus pergunta ao profeta se acaso aqueles ossos poderiam reviver e o profeta prontamente creu dizendo: “SENHOR Deus tu o sabes”. Então Deus dá a Palavra de ordem a Ezequiel:

 

Profetiza a estes ossos, e dize-lhes: Ossos secos, ouvi a palavra do Senhor.” (v.4)

Então profetizei segundo me fora ordenado; enquanto eu profetizava houve ruído, um barulho de ossos que batiam contra ossos e se ajuntavam, cada osso ao seu osso. Olhei, e eis que havia tendões sobre eles, e cresceram as carnes e se estendeu a pele sobre eles; mas não havia neles o espírito.”(7-8) Profetizei como ele me ordenara, e o espírito entrou neles e viveram e se puseram em pé, um exército sobremodo numeroso.”(v.10)

 

 

A Palavra tem poder de vida, ela é capaz de trazer o que está invisível no plano espiritual e tornar visível no plano físico. Aqui está o valor da Palavra profética, ainda que as circunstâncias deste plano físico digam “não”, para o homem e a mulher de Deus, será sempre “sim”. É tempo de provar os milagres de Deus, é tempo de sonhar, de ler, reler as promessas, de crer, orar e declarar todos os dias, trazendo as coisas que não são, como se fossem.

Sonhe o inimaginável e prepare-se para alcançar os sonhos de Deus.

 

O homem se alegra em dar resposta adequada, e a palavra a seu tempo, quão boa é!” (Pv.15:23)

A VITÓRIA É UMA CONQUISTA

Todo atleta em tudo se domina; aqueles, para alcançar uma coroa corruptível; nós porém, a incorruptível”. (1 Co.9:25)

 

A convicção e a firme decisão do apóstolo Paulo de se tornar cooperador no evangelho, não importando os meios que o levariam a alcançar o alvo, nos diz: “…fiz-me fraco para com os fracos…tudo para todos…com o fim de por todos os modos, salvar alguns…” Com o mesmo empenho de um atleta que entra na competição para vencer e almeja receber o prêmio, assim o apostolo se tornou um ícone do evangelho em todos os tempos.

Ninguém nasce vencedor! A vitória é uma conquista, pois ninguém entra pensando na possibilidade de perder e sim de vencer os obstáculos e desafios para chegar em primeiro lugar. Um só será o vencedor, ainda que hajam muitos atletas, o que obtiver a melhor performance, o melhor preparo, se destacará dos demais.

Toda conquista envolve trabalho, esforço e fé.

Para ser um vencedor, precisamos observar o seguinte:

 

1O. Tenha o alvo bem focado e bem claro: tome uma decisão e caminhe na direção

      que o levará à realização do seu propósito.

 

2o. Observe todas as regras:  cumpra todas as exigências passo a passo. Regras foram

     criadas para serem cumpridas e não para serem quebradas, ou mudadas. Os passos

     da Visão são claros: Ganhar, Consolidar, Treinar e Enviar. Temos que cumprir

     passoa a passo: Pré-Encontro, Encontro, Pós-Encontro, Escola de Lideres,

     Reencontro, Escola de Mestre e Escola Ministerial.

 

3o. Concentração absoluta: não se distraia e não desvie seu olhar do alvo. Não aceite

     ameaças do inimigo.

 

Davi ao enfrentar Golias se concentrou em Deus e o gigante caiu: “Vou contra ti em nome do Senhor dos Exércitos”. Se você se concentrar no gigante, é você quem poderá cair.

Não que eu o tenha já recebido, ou tenha já obtido a perfeição; mas prossigo para conquistar aquilo para o que também fui conquistado por Cristo Jesus. Irmãos, quanto a mim, não julgo havê-lo alcançado; mas uma cousa faço: esquecendo-me das cousas que para trás ficam e avançando para as que diante de mim estão, prossigo para o alvo, para o prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus”. (Fp.3:12-14)

Há uma corrida para a eternidade. Concentre-se no alvo.

Eu sou o pão da vida, o que vem a mim jamais terá fome; e o que crê em mim jamais terá sede”. (Jo.6:35)

 

Eu sou a luz do mundo, quem me segue não andará em trevas…” (Jo.8:12)

 

Eu sou a porta se alguém entrar por mim será salvo…” (Jo.10:9)

 

Quantos já ouviram dizer que uma boa memória faz heróis e que uma péssima memória faz covardes? Concentre-se no alvo, ative sua memória com as promessas de Deus para sua vida, família e nação: “CHEGOU A SUA VEZ”

 

A RENDIÇÃO DA VONTADE

“Adiantando-se um pouco, prostrou-se sobre o seu rosto, orando e dizendo: Meu Pai, se possível, passe de mim este cálice! Todavia, não seja como eu quero, e sim como tu queres”. (Mt.26:39)

 

A alma  é a sede da personalidade inteira, pois todas as características de pessoa, do próprio “eu”, estão contidas na alma humana. A “vontade” é uma das partes que compõe a personalidade, é a sede das nossas decisões, onde reside o livre-arbítrio, ou seja o poder de escolha.

O que nos diferencia de toda a criação de Deus, nesta terra, é exatamente o fato de nos ter constituído um ser tripartido: espírito, alma e corpo. O espírito do homem conhece a Deus, enquanto a alma, tem a percepção de si mesma, que juntamente com o corpo, se aliam para a plena satisfação. A “vontade” pode ser manifesta da seguinte forma: EU quero, EU penso, EU sinto, EU faço… Humanamente falando, sabemos que a alma não abre mão de si mesma facilmente, e, que na maioria das vezes sua vontade é irredutível.

Certamente a vontade de Jesus não deixou de se manifestar e nem foi anulada pela vontade de Deus. A vontade de Jesus era fazer a vontade do Pai e agradá-lo, e para isso, rendeu a sua própria vontade, para morrer na cruz.

Meu Pai, se não é possível passar de mim este cálice sem que eu o beba, faça-se a tua vontade.”

Jesus veio a esse mundo com uma missão clara “redimir a humanidade” com seu próprio sangue e esta era a vontade de Deus e a missão que Jesus teria que cumprir. Quando Jesus orou para que não fosse feita a sua vontade, mas a vontade do Pai, não quiz dizer que não era da vontade de Jesus ir até o fim do sacrifício, e sim que a vontade de Jesus era permanecer diante do Pai, mesmo diante da morte de cruz, o que Cristo não podia suportar era ficar longe da presença do Pai.

 Ao olharmos para o primeiro casal da Bíblia, fica claro a opção de escolha que fizeram, pois puseram a perder tudo para que a vontade do homem fosse satisfeita, ignorando a vontade Deus, mudando assim, o curso da história.

Duas decisões, a de Cristo e a de Adão e Eva, dois caminhos eternos foram traçados, um de vida e outro de morte.

Quantas vezes ouvimos expressões como “eu quero, mas não consigo”.

Quando o homem não exerce seu poder de decisão, ele é roubado e aprisionado pelo diabo, com pensamentos e sentimentos distorcidos.

 

Deus nos chamou à liberdade, quando nos deu o livre-arbítrio para expressarmos a nossa vontade, exercendo o direito de escolha, e mais ainda, em Cristo, nos deu a oportunidade de conhecer a Sua Vontade, dando-nos a oportunidade de orar como Jesus: “não seja feita a minha, mas a tua vontade”.

Render a nossa própria vontade, é escolher o caminho que nos leva à ressurreição e a vida, que nos devolve a plenitude de quem somos e para que viemos a existir, podendo como Cristo, agradar e fazer a Vontade do Pai.