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A CHAVE PARA O MILAGRE
“Ouvindo isto, admirou-se Jesus, e disse aos que o seguiam: Em verdade vos afirmo que nem mesmo em Israel achei fé como esta”. (Mt 8:10)
O que levou Jesus a expressar sua admiração a um homem que ocupava a posição de capitão do exército romano? Jesus não só destacou-o, como atendeu ao seu pedido curando o servo daquele homem.
Gostaríamos de destacar 3 aspectos importantes do encontro que o centurião romano teve com Jesus, desencadeando assim, o milagre.
O primeiro destaque que queremos chamar a sua atenção está no fato de que o centurião mostrou-se respeitoso e rogou, implorando pela cura do seu criado. O que podemos ressaltar é que o centurião reconheceu a autoridade de Jesus e respeitosamente tratou-o com reverencia, em honra, acatando sua autoridade. Essa atitude agradou a Jesus, o que podemos concluir que o temor, a honra, o respeito à autoridade, precedem a petição. Isso é algo do qual devemos nos lembrar sempre!
No Evangelho de Lucas 7, temos a mesma passagem, que nos conta que o centurião pediu ajuda a alguns judeus para que intercedessem diante de Jesus, pela sua petição e que Jesus foi com eles em direção da casa do centurião, já no Evangelho de Mateus temos a narração desse encontro, em que o próprio centurião se apresenta pessoalmente e pede pela cura.
“Senhor, o meu criado jaz em casa de cama, paralitico, sofrendo horrivelmente”.
O centurião demonstrou compaixão pelo sofrimento do servo e não pediu nada além do que a sua cura, ao que Jesus lhe disse: “Eu irei curá-lo”.
A petição foi atendida prontamente, desencadeando o milagre na vida daquele servo.
Em segundo lugar, podemos destacar que o centurião romano mostrou-se humilde diante do Senhor quando disse: “Senhor, não sou digno de que entres em minha casa;…”
A humildade de coração, também agrada ao Senhor e podemos dizer que também é um fator imprescindível que antecede à petição.
Em terceiro lugar, o centurião demonstrou que tinha fé suficiente para pedir a cura imediata.
“…mas apenas manda com uma palavra, e o meu rapaz será curado”.
Em outra ocasião, um outro homem, chamado Pedro, discípulo de Jesus, ao vê-lo vindo e andando sobre as águas (MT.14), disse:
“Se és tu, Senhor, manda-me ir ter contigo por sobre as águas. E ele disse: Vem”.
Pedro desceu do barco andou por sobre as águas ao encontro de Jesus, mas ao soprar do vento, ele teve medo e começou a afundar e clamou: “Salva-me, Senhor”. Prontamente Jesus estendeu a mão, tomou-o e lhe disse:
“Homem de pequena fé, por que duvidaste? Subindo ambos para o barco, cessou o vento”.
Em ambos os casos, uma só palavra da boca de Jesus foi suficiente para que provassem do poder sobrenatural e vissem o impossível acontecer. Jesus ficou admirado afirmando que nem mesmo em Israel, encontrou uma fé como a do centurião!
Quando o centurião disse “… mas apenas manda com uma palavra”…acrescentou em seguida:
“Pois, também eu sou sujeito à autoridade, tenho soldados às minhas ordens, e digo a este: Vai, e ele vai; e a outro: Vem, e ele vem; e ao meu servo: Faze isto, e ele o faz”.
Este homem tinha anos de disciplina militar, sabia e respondia aos princípios de autoridade, fôra treinado e instruído respeitando as hierarquias da qual se submetia. Era acostumado a receber ordens e a obedecer, era acostumado a dar ordens e ser obedecido. A palavra disciplina vem do latim e significa: instrução, treinamento. Instrução no hebraico significa correção, que acompanha recompensa ou punição, servindo como direção para guiar o povo no caminho.
A palavra discípulo (aprendiz) está relacionada à disciplina (treinamento, instrução, correção), ser disciplinado é corrigir as áreas da nossa vida que estão fora de ordem, que prejudicam a nós mesmos e na convivência com os outros. Podemos dizer que a vida cristã é uma disciplina, onde o povo se reúne, desfrutam da companhia uns dos outros, fazem a obra, acatam a autoridade, etc.
O centurião também estava acostumado à prontidão e à vigilância, convivia com os companheiros igualmente habilitados, era amigo dos judeus e amava Israel, era caridoso e cria no poder sobrenatural do Deus de Israel e a Jesus como mensageiro do Reino.
Quem era Jesus? A autoridade e o Filho de Deus. Quem era o centurião? A autoridade de Roma. Quem são os lideres? A autoridade da igreja. Quem são os Pastores? As autoridades e mensageiros de Deus, Quem é o marido? A autoridade e líder da família. Quem é a esposa? A autoridade e auxiliadora do seu marido. Quem são os filhos? A herança de Deus na terra. Quem sãos os professores? A autoridade para ensinar. Quem é o patrão? A autoridade no trabalho; e assim por diante.
Onde está o respeito? A honra? O reconhecimento? A humildade para pedir? A fé? A um passo do milagre!
Provoque a admiração de Jesus!
No Amor de Cristo,
O NOIVO ESTÁ CHEGANDO
“Alegrai-vos sempre no Senhor; outra vez digo, alegrai-vos. Seja a vossa moderação conhecida de todos os homens. Perto está o Senhor”. (Fp 4:4-5)
O apóstolo Paulo exorta-nos a andarmos em harmonia com a nossa vocação celestial, pois é no Senhor que encontramos a verdadeira alegria, que não muda pelas circunstâncias que atravessamos. A Alegria em Cristo é imutável e perfeita, quanto mais e melhor O conhecermos, mais provaremos do seu amor e da sua alegria. O apóstolo exorta a todos os cristãos para “regozijarem-se!” Pois o testemunho do valor que Cristo representa em sua vida, é a verdadeira porção.
Quatro anos de prisão, acorrentado a um soldado, não impediram Paulo de alegrar-se e nem de exortar a outros que, sem dúvida, se encontravam em circunstâncias bem mais favoráveis que a dele, a “alegrarem-se no Senhor”.
Quando nos alegramos em Cristo, todas as demais coisas por quem os homens se agitam cederá o lugar Àquele cuja presença enche os corações e refreia a vontade(ou antes, põe-na de lado). Enquanto esperamos que “Ele venha”, não nos inquietemos com as coisas deste mundo, aliás, a vinda de Cristo está próxima!
Há um texto no Livro de Apocalipse que nos ensina sobre a importância da palavra de testemunho daqueles que não só creram na Palavra de Deus, mas proclamaram a Palavra segundo o sacrifício e o poder do sangue de Jesus em suas vidas:
“Eles, pois, o venceram por causa do sangue do Cordeiro e por causa da palavra do testemunho que deram, e, mesmo em face da morte, não amaram a própria vida”.(AP 12:11)
Jesus ao anunciar a Sua volta, nos fala de todos os sinais que indicariam esses dias finais (Lc 21:33-36), e a esse “tempo do fim” coisas espantosas aconteceriam. Pelos noticiários em todo o mundo podemos ver que o palco mundial já está montado, conforme Jesus anunciou. Mais do que nunca, a palavra do testemunho de quem é Jesus, torna-se emergente em nossos dias. Se há algo que permanecerá para sempre é a Palavra de Deus, que figura como fonte inesgotável de toda Verdade, pelo seu cumprimento, não só na terra, como nos céus!
Sabemos que a maldade é crescente em nossos dias, e que o diabo tem intensificado sua influência demoníaca como “o acusador de nossos irmãos, o mesmo que os acusa de dia e de noite, diante do nosso Deus”.
O acusador observa tudo o que fazemos ou deixamos de fazer e sua tática é fazer-nos pecar e dificultar o máximo, o perdão, para que fique inalcançável e o mais distante possível de cada um de nós. Daí, as acusações mútuas não pararem e serem disseminadas contra esse ou aquele, incansavelmente, até que cause divisão, contenda, quebra de aliança, inimizade e tudo o mais. E, se, essa armadilha ainda não for eficaz, há ainda mais uma arma mortal que é a “auto-acusação” de que eu não sou digno, de que não sou capaz, etc. Os sintomas da alma contaminada por esses demônios se manifestam da seguinte maneira: ficamos cansados, desanimados, entra a tal “depressão”, a melancolia, a irritação, até ficarmos expostos a uma prestes “resignação”, que nos leva a renunciarmos a tudo ou a aceitarmos o sofrimento e a injustiça.
A vitória contra a maldade crescente dos tempos finais se apóia primeiramente no “poder do sangue”. O diabo foi vencido na cruz do Calvário, pois Jesus cancelou todo o escrito de dívida que era contra nós, perdoando todo o pecado. Em segundo lugar, o acusador de nossas almas pode ser vencido “pela palavra do testemunho”, do quanto o sacrifício de Jesus é eficaz e tem poder sobre nossas vidas e quando reivindicamos o poder da Palavra de Deus, o sangue de Jesus torna-se eficaz. E em terceiro lugar, o acusador pode ser vencido, “pois em face da morte, não amaram a própria vida”. O maior dos empecilhos para o Senhor é o “amor a nós mesmos”, isso explica as contendas, as disputas, a intolerância, a falta de perdão, etc. Mas, a vitória está na disposição de morrer para si mesmo e cumprir a vontade de Deus, que é boa, agradável e perfeita.
“Sujeitai-vos, portanto, a Deus; mas resisti ao diabo, e ele fugirá de vós”. (Tg.4:7)
Maranata!
EXPRESSÃO DE AMOR
“Meu filho, não despreze a disciplina do SENHOR, nem se magoe com a sua repreensão, pois o SENHOR disciplina a quem ama, assim como o pai faz ao filho de quem deseja o bem”. (Pv 3:11,12)
Estamos diante de um Pai amoroso que não desiste de seus filhos, por isso os corrige e os disciplina para que não se percam. Há um descrença generalizada de que não vale a pena lutar, que já é tarde demais para mudanças e principalmente quando se trata da questão familiar.
É bem verdade que nos dias em que vivemos o homem natural é profundamente egoísta e tem por parâmetro o que pensa, vê, sente ou o que acha, assim vai abrindo caminhos, sem volta, debaixo de seus pés.
“Na mesma ocasião os israelitas saíram daquele local e voltaram para as suas tribos e para os seus clãs, cada um para a sua própria herança. Naquela época não havia rei em Israel; cada um fazia o que lhe parecia certo”. (Jz.21:24,25)
Nessa citação do Livro de Juízes, vemos que, quando um povo ou uma família não têm quem os governe, quem os dirija ou quem os proteja, acabam ficando fragilizados e enfraquecidos ao decidirem-se, como bem lhes parece, o seu próprio caminho. Temos aqui uma questão conhecida e atual: um povo sem “rei”, uma família sem “líder”, ambos sem expectativas futuras. O que devemos esperar? Vale a pena lutar?
Temos na Bíblia um exemplo oportuno sobre a vida de um pai cujo nome era Eli e seus dois filhos, Hofni e Finéias.
Eli liderou Israel durante 40 anos como sacerdote e juiz. Tornou-se um homem respeitado e cumpriu cabalmente seu ofício sacerdotal, bem como, o de juiz, mas como pai, foi um fracasso e pôs a perder todo o plano de Deus para sua vida e família.
“Era, porém, Eli já muito velho, e ouvia tudo quanto seus filhos faziam a todo Israel, e de como se deitaram com as mulheres que serviam à porta da tenda da congregação” (1Sm 2:22)
Os filhos de Eli eram incrédulos, rebeldes, irreverentes e imorais, trouxeram vergonha ao sacerdócio e foram reprovados por Deus. Quanto ao pai Eli, temos uma única repreensão aos filhos, com palavras brandas e nada mais.
“…Entretanto não ouviram a voz de seu pai, porque o SENHOR os queria matar”.
Por duas vezes Deus falou a Eli sem resultado e pela última vez usa o profeta Samuel confirmando todo o juízo sobre Eli e sua descendência, e disse Eli:
“É o SENHOR, faça o que bem lhe aprouver”.
Que oportunidade foi essa que Deus deu a Eli pela terceira vez? No entanto a resposta de Eli revelou sua passividade e complacência e um coração endurecido sem nenhum quebrantamento. Eli abriu mão de seus filhos, de sua família e colheu morte e destruição. Eli priorizou o ser sacerdote e juiz e negligenciou a sua paternidade.
“E vós pais não provoqueis vossos filhos à ira, mas criai-os na disciplina e na admoestação do SENHOR”. (Ef 6:4)
A palavra “pais” é “pater” que se refere ao homem, portanto, a Bíblia coloca a responsabilidade de educar os filhos aos homens. O pai estabelece a disciplina e a mãe viabiliza o cumprimento junto ao filho. Eli como pai era ausente, a mãe nem é citada, se tivesse morrido as Escrituras teriam mencionado, portanto cremos que não era digna de nota e também ausente; concluindo Hofni e Finéias foram filhos criados sem um referencial de autoridade dentro da própria casa. O resultado é conhecido:
“O mensageiro respondeu: Israel fugiu dos filisteus, e houve uma grande matança entre os soldados. Também os seus dois filhos, Hofni e Finéias, estão mortos, e a arca de Deus foi tomada… Eli caiu da cadeira para trás, ao lado do portão, quebrou o pescoço, e morreu, …”. (1Sm 4:17,18)
O que podemos aprender com toda essa história? Há um Deus que é Pai de todos nós e que expressou Seu amor por meio do Seu Filho Jesus Cristo, enviando-O a esse mundo como homem para morrer na cruz por nós. Deus não poupou Seu próprio filho, para que Nele você e eu não perecêssemos mas tivéssemos a vida eterna.
Uma coisa é receber a novidade de vida pelo novo nascimento, e outra é aplicá-la estendendo-a às demais gerações. Valorize as prioridades em sua vida e família, não aceite a passividade de Eli e nem a tolerância com o pecado nas questões familiares. Dê ouvidos à todas as advertências e correções do SENHOR e faça uso delas. Custe o que custar diga “não” à complacência, para consigo mesmo e para com os seus. Seja “firme” como o nosso Pai celestial é “firme” e estabeleça uma descendência para Deus na terra!
No Amor de Cristo,
NÃO FIQUE DE FORA DA FESTA
“O pai, porém, disse aos seus servos: Trazei depressa a melhor roupa, vesti-o, ponde-lhe um anel no dedo e sandálias nos pés; trazei também e matai o novilho cevado. Comamos e regozijemo-nos”. (Lc.15:22,23)
No capitulo 15, Jesus discorre acerca de três Parábolas. Na primeira, Ele trata da ovelha perdida que foi achada pelo seu dono, na segunda Parábola, Ele destaca a dracma perdida e que também foi encontrada, e na terceira temos a Parábola do filho perdido. Em todas elas houve grande alegria e celebração após o resgate da ovelha, da dracma e também do filho perdido.
A ênfase está no fato de que “de igual modo, há júbilo diante dos anjos de Deus por um pecador que se arrepende”. O arrependimento tem o poder de desencadear o júbilo e a alegria, tanto no céu quanto na terra.
Na Parábola do filho perdido, encontramos um homem que tinha dois filhos:
“Passados não muitos dias, o filho mais moço, ajuntando tudo o que era seu, partiu para uma terra distante e lá dissipou todos os seus bens, vivendo dissolutamente”.
“Depois de ter consumido tudo, sobreveio àquele país uma grande fome, e ele começou a passar necessidade. Então ele foi e se agregou a um dos cidadãos daquela terra, e este o mandou para os seus campos a guardar porcos”.
Dentro da cultura judaica, o porco é considerado um animal imundo e nada seria mais degradante ou desprezível do que ter que se prestar a esse serviço.
Assim muitas das vezes, somos surpreendidos com algumas adversidades em nossa vida, e porque deixamos a “casa do Pai” nos vemos obrigados a aceitar caminhos que nos distanciam mais e mais do nosso lar e do propósito de Deus. À principio, para o filho mais moço não deve ter sido nada fácil ocupar essa posição, mas o que vemos é que com o passar do tempo, ele acabou se acostumando e até mesmo desejando comer da comida que os porcos comiam! O cheiro do chiqueiro, a sujeira, a lama, o rosnar dos porcos, passaram a fazer parte da vida daquele jovem. Que lamentável é a condição daqueles que abandonam o “Pai” e consequentemente a “casa do Pai”, e, se esquecem que são “filhos”.
Assim como o pai não tolerou os pecados do filho, nem minimizou ou interferiu, mas, esperou pacientemente pelo arrependimento do filho; o SENHOR o nosso Deus e Pai é longânimo e espera pacientemente pelos seus filhos, até que haja um genuíno arrependimento.
“Levantar-me-ei e irei ter com meu pai e lhe direi: Pai, pequei contra o céu e diante de ti; já não sou digno de ser chamado teu filho…Vinha ele ainda longe, quando seu pai o avistou e, compadecido dele, correndo, o abraçou e o beijou”.
O filho pródigo que esbanjou e jogou fora tudo o que havia recebido do pai e que desprezara o próprio pai, descobriu que era amado sem merecer e que só esteve perdido porque escolheu estar longe.
“…este meu filho estava morto e reviveu, estava perdido e foi achado. E começaram a regozijar-se”.
Imediatamente o pai mandou que trouxessem para o seu filho, a melhor roupa, colocou também um anel no seu dedo e sandálias nos seus pés. Mandou que matassem um novilho cevado para que comessem e se regozijassem; o coração do pai estava alegre e ele queria celebrar juntamente com todos.
Mas o que nos chama a atenção é a atitude do filho mais velho, que ao chegar em casa, ouviu a musica e as danças e ao se certificar com um dos criados o que estava acontecendo, indignou-se e não quis entrar. O pai, no entanto, procurou conciliá-lo.
Vemos que o filho mais velho, apesar de sempre estar presente na casa do pai, era moralmente, mais afastado do que o jovem fugitivo, pois não tinha no coração a graça que espera, que deseja, que recebe, que abençoa o pródigo e também se regozija com a sua volta. Demonstrou interesse de celebrar junto aos amigos e não com o seu pai e ainda, que estava demasiadamente interessado na bondade própria.
O pai sabia que havia perdido os dois filhos e que os dois relacionamentos, igualmente, haviam se deteriorado. O mais jovem se perdeu com suas paixões e pecados e o mais velho, com suas obrigações e compromissos. No entanto, o “amor do pai” não desistiu nem de um e nem do outro!
O filho mais velho respondeu a seu pai:
“Há tantos anos que te sirvo sem jamais transgredir uma ordem tua, e nunca me deste um cabrito sequer para alegrar-me com os meus amigos;”
E revela mais um agravante, dizendo:
“vindo, porém, esse teu filho, …”
Observe que o pai prontamente responde e começa dizendo:
“Meu filho …”.
E de forma maravilhosa acrescenta:
“…porque esse teu irmão …”
Aqui fica claro a preocupação do pai em aproximar o coração do filho que já não se via mais como parte da própria família; já não olhava mais para seu “pai” como filho e sim como servo (empregado), e muito menos para o seu irmão, como irmão.
A celebração, a festa, a refeição conjunta e a comunhão fazem parte do alvo do coração de Deus, ou melhor da justiça divina de um “Pai” que não desiste e que não rejeita o filho pródigo que está longe, nem trata o mais velho como se fosse um simples empregado, mas sim, como filho legitimo.
“…tudo o que é meu é teu”.
As vestes, o anel, as sandálias, o novilho, a festa, o regozijo e tudo o mais pertencem aos filhos, tanto ao mais moço, quanto ao mais velho. Não perca tempo e aprenda a olhar para o Pai com os olhos de filho, sabendo que Ele te olha com os olhos de Pai, e então, desfrute do melhor que Ele tem para sua vida!
A justiça de Deus está estendida como um manto e busca abrigar todos os filhos que se encontram perdidos e reivindica para Si um a um, tantos quanto estão longe quanto os que estão na “casa do Pai” e um dia, reivindicará toda a Sua criação!
“Digo-vos que assim haverá maior júbilo no céu por um pecador que se arrepende, do que por noventa e nove justos que não necessita de arrependimento”. (v.7)
Não sejamos parte dos noventa e nove que não tem mais motivos para celebrar porque não necessitam de arrependimento! A cada ministração e Palavra o Pai nos convida a fazer parte da “festa”! Não fique de fora…
No Amor de Cristo,
ERGUE OS OLHOS, LEVANTA-TE E PERCORRE ESSA TERRA…
“Disse o SENHOR…Ergue os olhos e olha desde onde estás para o norte, para o sul, para o oriente e para o ocidente; porque toda essa terra que vês, eu ta darei, a ti e à tua descendência, para sempre.” (Gn 13:14,15)
Neste final de semana tivemos o privilegio de participar da 12a. Convenção G12 atendendo a uma convocação nacional à todas as igrejas irmanadas em célula dentro do Governo dos 12 e foi excepcional, se é que podemos expressar em palavras!
Assim como o SENHOR chamou a Abraão e lhe fez promessas, assim o SENHOR nosso Deus, nos trouxe essa Palavra Rhema que citamos acima e ela atingiu o nosso coração como uma explosão. A Convenção Nacional G12 tem esse poder de nos impulsionar a “erguer os olhos”, a olhar adiante, para o norte, para o sul, para o ocidente e para o oriente, ou seja, em todas as direções. A Convenção nos tira do lugar comum, do cotidiano espiritual e também do contexto individual e pessoal. Ela tem poder de nos batizar num só corpo, visível e ajustado para a Glória de Deus!
Ao “olhar” veja a “terra” que o SENHOR te dá, Brasil! A ti e à tua descendência!
Há uma descendência que está sendo gerada pelo Espírito Santo, a cada mover, a cada Convenção, a cada ajuntar. A unidade produz força, dá animo e acrescenta fé para vencer os obstáculos; “levanta-te” fique de pé, permaneça com os teus pés firmados na promessa e então caminhe; “percorre” e tome a terra por possessão, na medida que avançar.
Abraão mudou suas tendas e foi habitar nos carvalhais de Manre. O carvalho é um símbolo universal de força e durabilidade, portanto, cremos que é este o lugar que Cristo tem preparado para a sua Igreja, que há de habitar em segurança, num lugar cujo altar possa ser erguido ao SENHOR.
Vivemos um momento inesquecível quando o Pastor Cesar Castellanos nos ministrava sobre o “valor da oferta” referindo-se a passagem bíblica de Genesis sobre Caim e Abel. De forma sobrenatural desencadeou-se um grande avivamento, como nunca tínhamos visto antes! E uma das frases que mais nos marcaram foi: que Deus quando recebe a oferta, Ele também recebe aquele que deu a oferta.
A Palavra que Deus entregou-nos no domingo anterior ao da Convenção, foi da oferta da viúva pobre, que deu tudo o que tinha como oferta, no templo, ou seja, duas pequenas moedas, sem grande valor, e Jesus observava a todos os que depositavam suas ofertas e destacou a oferta da viúva pobre dizendo:
“Eu afirmo a vocês que isto é verdade: esta viúva pobre deu mais do que todos. Porque os outros deram do que estava sobrando. Porém ela, que é tão pobre, deu tudo o que tinha para viver”. (Mc.12:43,44)
Agradecemos a Deus, pois esta Palavra se cumpriu em nossas vidas, quando vimos um pouco mais de seiscentos discípulos partindo de São Paulo em direção à Goiânia, vencendo a distancia, o cansaço, as finanças, e muitos outros obstáculos. Famílias inteiras, crianças e idosos, uma pessoa com enfermidade grave, não quis ficar de fora e fez questão de participar da caravana e outro que saiu de uma cirurgia de apendicite três dias antes da viagem e junto com toda a sua família, seguiram rumo a Goiânia com grande alegria. Um outro discípulo, desbravou de moto os mil quilômetros de estrada e tantos outros testemunhos de grande doação de vida foram entregues para que nenhuma oferta ao SENHOR ficasse retida.
Nos perguntamos: Será que o SENHOR se agradou da nossa oferta?
A resposta veio no encerramento da Convenção quando o Pastor César declarou com voz profética ao apóstolo Delmir: Vocês coordenaram a 11a. Convenção no ano passado no Ibirapuera e com o mesmo empenho e com o mesmo coração trouxeram seus discípulos, vencendo a distância e os osbtáculos para participarem dessa Convenção, e acrescentou: Vocês serão a igreja de maior crescimento e multiplicação!
O SENHOR não só recebeu a oferta, mas se agradou de cada um de nós!
PARABÉNS IAPP! Pela voluntariedade, liberalidade e alegria em ofertar o próprio coração ao SENHOR.
DEUS SEJA LOUVADO!
JESUS DO LADO DE FORA DA PORTA
“Eis que estou à porta, e bato; se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta, entrarei em sua casa, e cearei com ele e ele comigo”. (Ap.3:20)
A primeira idéia que nos chega quando lemos essa passagem bíblica, é que a mensagem foi endereçada ao mundo incrédulo e o que nos surpreende é que na verdade foi endereçada à Igreja de Laodicéia, à aqueles que professavam a Cristo.
Jesus se acha do lado de fora e não de dentro. Quão surpreendente é esta mensagem! Quantas vezes seguimos pelo caminho, em plena confissão de fé, agimos e reagimos, tomamos decisões e realizamos muitas coisas, mas será que o Senhor está do lado de dentro da porta, ou do lado de fora dela? Será que paramos para analisar se estamos sós ou não? Pelos resultados podemos avaliar parte desta reflexão.
O Cristo ressurreto e glorificado se revela a João na ilha de Patmos e ele registra as mensagens do nosso Senhor às sete igrejas na Ásia romana, “as que são”. A primeira mensagem é entregue à Igreja de Éfeso, a igreja do fim da era apostólica. Queremos destacar o versículo 4:
“Tenho porém contra ti que abandonaste teu primeiro amor “.
Jesus inicia sua primeira advertência mencionando o abandono ao primeiro amor, e encerra na sétima carta a advertência que é ainda mais lamentável, pois comprova a terrível condição espiritual da Igreja, a apostasia daqueles que abandonaram a fé, consequentemente, abandonaram ao Senhor.
A Igreja de Laodicéia, como as demais que receberam suas respectivas cartas, também apontam profeticamente a sete períodos que marcariam a travessia da Igreja de Jesus. Laodicéia corresponde ao período que antecede a volta de Cristo, que é quando a Igreja estará na fase de maior corrupção. Espiritualmente, entendemos que estamos dentro desse período que caracteriza o estado final de apostasia.
“Conheço as tuas obras que nem és frio nem quente. Quem dera, fosses frio ou quente! Assim, porque és morno, e nem és quente nem frio, estou a ponto de vomitar-te da minha boca”. (vs.15,16)
O morno é aquele que encontrou satisfação que não no Senhor. Pode ser qualquer um de nós, qualquer denominação ou igreja, aqueles que apostataram de Cristo e abandonaram a fé. Como Cristo falou à Igreja, podemos presumir que esse estado de apostasia pode se dar de forma imperceptível, com grande sutileza a ponto de não percebermos.
Normalmente deixamos transparecer a nossa profissão de fé por meio de palavras confessadas, mas, também expressamos com nossas atitudes, na pratica diária. Nem sempre o que falo, é o que faço, por isso poderíamos dizer que há muitos cristãos professos, que abraçaram a fé em Jesus publicamente, mas podem ser vistos como “ateus práticos” que agem no seu dia a dia, como se Deus não existisse. No seu credo, Deus está presente, mas nas decisões e atitudes diárias, é como se Deus não existisse, esses são os filhos de Laodicéia.
“pois dizes: Estou rico e abastado e não preciso de coisa alguma, e nem sabes que tu és infeliz, sim, miserável, pobre, cego e nu”. (v.17)
Será que existe condição pior que a indiferença e a frieza espiritual?
Laodicéia representa ainda mais, representa a apostasia, ela perdeu o poder de perceber e de fazer distinções morais e espirituais, perdeu o sentido da Palavra de Deus. Como disse certo autor: é como aqueles que têm uma bandeira, mas não têm um país. Literalmente, são cidadãos sem pátria, que perderam a terra do espírito e que precisam recuperar a pátria, o lar da alma.
A alma está numa posição trágica: miserável, pobre, cega e nu. A consciência da Verdade de Deus deixou de existir, mas: “Eis que estou à porta e bato…”
O Amor de Deus e a Graça de Jesus Cristo só chegará no nosso espírito mediante a presença do Espírito Santo. Não o deixe do lado de fora, do seu coração nem da sua vida. Reconheça-O como Deus presente na Igreja e em você; receba-O com disposição e deseje com sinceridade depender Dele e se submeter aos Seus ensinos e orientação.
“Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas”.
Ter comunhão com o Espírito de Deus é trabalhar em parceria e confiar plenamente, pois afinal:
SÓ O SENHOR É DEUS!
Deus te abençoe grandemente!
NÃO TENS PARTE COMIGO
“Disse-lhe Pedro: Nunca me lavarás os pés. Respondeu-lhe Jesus: Se eu não te lavar não tens parte comigo”. (Jo13:8)
É importante observar o contexto dessa passagem bíblica, pois Jesus praticou o ato da lavagem dos pés dos seus discípulos para expressar uma verdade muito mais profunda do que um simples exemplo de humildade.
Jesus reconhecendo tudo o que o Pai lhe confiara nas mãos e que era chegado o tempo de voltar para o Pai, como prova do seu amor e cumprimento da sua missão, surpreende a Pedro e a todos os outros discípulos com sua atitude e a chave está no versículo acima quando Jesus mesmo afirma:
“Se eu não te lavar não tens parte comigo”.
Durante os três anos dos seu ministério, Jesus tinha tido parte com os seus discípulos em todas as circunstancias da vida diária: comeu, dormiu, partilharam grandes momentos, varias circunstancias, agora o panorama teria que mudar e um outro “asseio” espiritualmente falando, era necessário.
“levantou-se da ceia, tirou a vestimenta de cima e, tomando uma toalha, cingiu-se com ela. Depois deitou água na bacia e passou a lavar os pés aos discípulos e a enxugar-lhos com a toalha com que estava cingido”.
O serviço necessário era o de purificação e não de expiação. A purificação da contaminação inevitável que resulta do trânsito pelo mundo, que seria uma ocorrência incidental e não do pecado lavado com sangue para regeneração (1Jo1:7; Tt3:5). A lavagem com água refere-se à lavagem pela Palavra de forma freqüente onde o próprio Cristo se empenha neste serviço.
Lavar os pés era um costume antigo transmitido pelos primeiros patriarcas como sinal de hospitalidade e afeto e também de humildade, praticado pelos escravos. Dentro da literatura rabínica, era um sinal de reverência um discípulo lavar os pés do seu mestre, portanto era inconcebível e nem jamais se cogitou a possibilidade do Mestre lavar os pés dos seus discípulos! Imagine o impacto que essa atitude de Jesus causou e porque Pedro negou!
Jesus tomou o lugar de um mero escravo, do menor e mais insignificante sendo Ele o maior, moralmente, espiritualmente e em todos os sentidos. O que ficou manifesto neste ensino é que a verdadeira grandeza é o Mestre que serve e não o que é servido.
“Antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens e reconhecido em figura humana, a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até a morte e morte de cruz”. (Fp 2:7-8)
A humildade no servir nasce do “Amor”; o que ama, serve com alegria de forma incondicional, é incansável e não desiste nunca. O mundo está cansado de ouvir que Deus pode mudar a vida das pessoas, as circunstancias e tudo o mais, está na hora de poder ver o “poder transformador” na vida de todos aqueles que crêem.
“Ora, se eu, sendo o Senhor e o Mestre, vos lavei os pés, também vós deveis lavar os pés uns dos outros. Porque eu vos dei o exemplo, para que como eu fiz, façais vós também. (vs.14 e 15)
A repetição do ato de “lavar os pés” compete a nós. Podemos e devemos lavar espiritualmente os pés uns dos outros, pela exortação aplicando as verdades da Palavra na vida diária.
“Respondeu -lhe Jesus: O que eu faço não o sabes agora, compreendê-lo-ás depois”.
Jesus dá um sentido profundamente espiritual que Pedro só entenderia mais tarde, pois ainda que o milagre possa chamar a atenção do mundo, só o Amor de Deus pode atraí-los!
“Seja limpo pela água da Palavra de Deus e então: SIRVA AO SENHOR COM ALEGRIA”.
Deus te abençõe!
A BOA SEMENTE
1Pe.1:23
“Pois fostes regenerados, não de semente corruptível, mas de incorruptível, mediante a palavra de Deus, a qual vive e é permanente”.
Há dois tipos de semente a corruptível, aquela que se deixa subornar, corromper e a semente incorruptível que não se deixa contaminar. A semente corruptível foi semeada no coração de Adão e o fruto do pecado foi colhido também por toda a humanidade. Quanto a semente incorruptível, foi semeada por Cristo trazendo salvação e vida eterna com Deus. Por meio dessa semente, que é a Palavra de Deus em nós, fomos regenerados e provamos o novo nascimento.
*Em Cristo, temos parte na Glória que ele possue e somos segundo sua maneira de ser.
JO.5:26
“Porque assim como o Pai tem vida em si mesmo, também concedeu ao Filho ter vida em si mesmo”.
Toda semente tem poder de vida e reprodução: ela germina, nasce, cresce e por fim dá frutos. Algo importante de se dizer, é que cada semente produz segundo a sua própria espécie. Exemplo: maça produz maça; abacate produz abacate etc.
E outra coisa muito importante que temos que observar é que a semente uma vez plantada, não nasce imediatamente. Ela entra no processo de germinação, e leva tempo para que possa nascer.
Semeamos palavras, pensamentos, sentimentos, atitudes que nem sempre nos trazem a colheita esperada! Nos esquecemos de escolher as melhores sementes e desprezamos a colheita, mas certamente ela virá, boa ou má.
Is.55:10,11
“Porque, assim como descem a chuva e a neve dos céus, e para lá não tornam, sem que primeiro reguem a terra e a fecundem e a façam brotar, para dar semente ao semeador e pão ao que come, assim será a palavra que sair da minha boca; não voltará vazia, mas fará o que me apraz, e prosperará naquilo para que a designei.”
A semente da Palavra de Deus produz exatamente aquilo que ela diz.
EF 1:22-23
“E pôs todas as cousas debaixo dos seus pés e, para ser o cabeça sobre todas as cousas, o deu à igreja, a qual é o seu corpo, a plenitude daquele que a tudo enche em todas as cousas.”
A Igreja é um organismo vivo, que se move pois tem um papel ativo. Mas há uma imagem que não corresponde ao modelo que Cristo deixou pela sua Palavra. Como essa Igreja ou “corpo” de Cristo é visto?
Somos identificados como a Igreja do Pastor tal, que é o líder principal, responsável pelos cultos, pelas almas, pelo ensino, pelos aconselhamentos, que responde diante da sociedade, paga as contas, administra todos os interesses da Igreja, que serve integralmente e de preferência 24 horas do dia. Se algo sair errado, ele é o culpado por tudo, etc. Ao seu redor ele conta com alguns poucos colaboradores, mas tem diante de si uma multidão de pessoas leigas, sedentas e com muitas necessidades. Temos aqui uma Igreja fragmentada entre poucos os que servem e muitos os que são servidos.
Esse modelo de Igreja, não apresenta cada membro do “corpo” como servo. É uma Igreja que tem um papel ativo e passivo.
EF 4:11-12/15-16
“E ele mesmo concedeu uns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas, e outros para pastores e mestres, com vistas ao aperfeiçoamento dos santos para o desempenho do seu serviço, para a edificação do corpo de Cristo.” (15 e 16)Mas, seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é o cabeça, Cristo, de quem todo o corpo, bem ajustado e consolidado, pelo auxilio de toda junta, segundo a justa cooperação de cada parte, efetua o seu próprio aumento para a edificação de si mesmo em amor.”
O modelo que temos pela Palavra, é uma Igreja ou “corpo” que tem a participação de TODOS. Cada crente é um sacerdote (ministro), onde todos se reúnem dirigindo sua atenção uns aos outros e não para um ministro solitário. Cada um está pronto a DAR e a RECEBER.
Esse é o modelo que reflete a função Bíblica e promove a proximidade uns dos outros.
O “corpo Local” é um grupo unido que ministra, que se dedica ao ensino da Palavra; é um corpo onde não há leigos e cada crente é um ministro; ele não só é discipulado como também deve discipular, é servido e também deve servir.
MT 20:25-28
“Então Jesus, chamando-os, disse: Sabeis que os governadores dos povos os dominam e que os maiorais exercem autoridade sobre eles. Não é assim entre vós; pelo contrário, quem quiser tornar-se grande entre vós, será esse o que vos sirva; e quem quiser ser o primeiro entre vós, será vosso servo; tal como o Filho do homem, que não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos.”
* A CHAVE ESTÁ NA LIDERANÇA QUE SERVE.
No mundo secular a hierarquia é exercida de cima para baixo (uma só via), mas na Igreja de Cristo, “não é assim entre vós”. A proposta é “um contra-modelo”:
O LÍDER NÃO ESTÁ ACIMA, MAS “ENTRE” NÃO RECEBEM MAS DÃO.
Estamos nivelados e todos participam do dar e do receber (serviço mútuo).
Js.24:15
“Porém, se vos parece mal servir ao Senhor, escolhei, hoje, a quem sirvais…eu e a minha casa serviremos ao Senhor.”
DEUS SONHA, PROJETA E EXECUTA
“porque aguardava a cidade que tem fundamentos, da qual Deus é o arquiteto e edificador.” (Hb.11:10)
Abraão e Sara tinham uma aliança com Deus e pela fé, foram justificados. Pela fé Abraão obedeceu e foi para um lugar que deveria receber por herança, e partiu sem saber aonde ia; pela fé peregrinou em terra alheia com Isaque e Jacó, porque aguardava a cidade que tem fundamentos; pela fé também Sara recebeu poder para ser mãe, não obstante o avançado de sua idade; pela fé Abraão quando posto à prova, ofereceu Isaque.
Um homem de fé tem mais certeza das coisas que ele percebe espiritualmente do que aquelas que seus olhos enxergam, e é o que vemos em Abraão. Ele cria e via a Deus como arquiteto e construtor, sua visão e seus sonhos foram ampliados, ativados pela fé e fez dele um homem vitorioso e muito além de qualquer comparação, foi chamado “amigo de Deus”.
O mundo espiritual, por meio da fé, se torna real e nos faz ver como Deus vê, nos faz pensar, sentir e sonhar como Deus pensa, sente e sonha. Não foi para isso que o nosso Senhor nos escolheu? Para realizarmos neste mundo, sonhos que nunca sonhamos mas que Deus sonhou e nos fez conhecê-los e como um grande arquiteto projetou em nosso coração passo a passo?
Como corpo de Cristo e Igreja do Senhor na terra, trazemos os sonhos de Deus em nós? Vivenciamos e somos a esperança da glória?
Enfrentamos diariamente um opositor voraz que quer roubar a fé para que não provemos as promessas de Deus na nossa vida, que não é um estado emocional, mas é um espírito: o medo.
“Porque Deus não nos tem dado espírito de covardia, mas de poder, de amor e de moderação.” (2Tm.1:7)
O nosso corpo é morada e templo do Espírito Santo e não há lugar para dois senhores, como a Bíblia nos ensina, ninguém pode servir a dois senhores, porque ou há de aborrecer-se de um, e amar ao outro, ou se devotará a um e desprezará ao outro. O medo quando entra na vida de alguém, ele entra como “senhor” e se é agasalhado no coração, ele fica.
O grande problema é que as pessoas não vêem o medo como pecado e nós sabemos que é algo diabólico, é como um mensageiro que bate à sua porta para pregar uma mensagem de ameaça: seu marido não te ama; seus filhos vão se perder; você não vai conseguir pagar as dividas; etc. Então, abrimos a porta para receber tal mensageiro e ouvir tudo o que ele tem para nos contar. É surpreendente a nossa falta de discernimento!
No Livro do profeta Samuel temos a história de Saul, rei de Israel e homem de bela aparência, de boa estatura e porte físico, admirado e escolhido por todo o povo para ser rei. O único que não se via como um grande homem, era ele mesmo e quando Deus lhe confiou a missão de destruir o rei Agague e toda a descendência dos amalequitas, Saul tomou dos despojos o melhor do gado e poupou a vida do rei. Quando o profeta perguntou-lhe o que fizera, Saul respondeu: “Porque eu temi o povo e dei ouvidos a sua voz.” (1Sm15:24)
Saul teve medo do povo, medo dos seus inimigos, medo de Golias, medo de perder o trono, medo de Davi e dos seus exércitos, etc. Sua vida foi marcada pelo medo e morreu implorando a um amalequita que lhe tirasse a vida. Ele não destruiu o rei de Amaleque, mas foi destruído pelo menor dos amalequitas.
O medo de formar a equipe de Doze; o medo de evangelizar, de pregar a Palavra de Deus; de não ser aceito pelas pessoas; o medo de passar fome, vergonha, etc. Não podem mais reinar, esse rei maligno têm que ser deposto, destruído, arrancado para sempre das nossas vidas.
“No amor não existe medo; antes o perfeito amor lança fora o medo…” (1Jo.4:18)
O perfeito amor do Pai está manifesto em Jesus que concebeu a visão e o sonho de Deus de redimir a humanidade e pagar um alto preço para perdão dos nossos pecados. Jesus pediu ao Pai que se não houvesse outra solução, que fosse feita a vontade de Deus e não a sua vontade. Após sua oração Jesus se ergueu fortalecido em Deus e cumpriu o propósito: morreu na Cruz e ressuscitou dentre os mortos ao terceiro dia.
Os apóstolos Pedro e Paulo também entenderam a missão que Jesus deixou à sua Igreja e tinham o mesmo coração, a mesma visão e os mesmos sonhos de seu Mestre, e abalaram todo o Império Romano, um império pagão, ditatorial e implacável, que lançava os cristão às feras e não tinham temor a Deus. Pedro pregou aos judeus e Paulo aos gentios e foi a ocasião em que o Cristianismo mais floresceu e cresceu. Nós como Igreja, podemos dizer que entendemos a nossa missão e que essa “paixão” e “compaixão” é o que nos move em fé? Temos abalado as estruturas da maldade? Como? Quando? Quantas gerações estão sendo silenciadas pelo diabo? Temos sido insensíveis à Palavra? Apáticos?
“Conheço as tuas obras…Tenho porém contra ti que abandonaste o teu primeiro amor.”
Como se diz: o primeiro amor ninguém esquece, marca para sempre. Onde está a paixão do passado? Onde estão a fé e os sonhos de Deus? Já não tenho mais tempo; sou movido de forma automática; já não tenho o mesmo compromisso; o êxito me subiu à cabeça…
“Lembra-te, pois, de onde caíste, arrepende-te, e volta à prática das primeiras obras; e se não, venho a ti e moverei do seu lugar o teu candeeiro.” (Ap.2:5)
Que a “Graça” e o “Amor” do nosso Deus e Pai te alcancem em Cristo Jesus!
A NATUREZA DO CORPO
“O mesmo Deus da paz vos santifique em tudo, e o vosso espírito, alma e corpo, sejam conservados íntegros e irrepreensíveis na vinda de nosso Senhor Jesus Cristo.” (1Ts.5:23)
O homem é um ser trino, espírito, alma e corpo (1Ts.5:23), portanto é importante compreender de forma específica a importância e a participação do corpo (carnal) dentro do plano original.
Partindo do principio de que a natureza humana (do corpo) é terrena (Gn.2:7), vejamos o que podemos ou não esperar dela. Podemos formular algumas questões como: O corpo tem salvação? Pode ser restaurado? Ou ainda: Qual sua função para o homem? E para Deus? Temos nos preocupado com o destino reservado ao corpo? O domínio e a satisfação do corpo são benignos ao homem? Sabemos que a Bíblia nos oferece todas as respostas e para visualizarmos melhor a questão terrena, vamos nos utilizar da analogia que a própria Bíblia nos sugere, comparando a vida natural do homem terreno como a de uma árvore frutífera, que tem raízes profundas, um tronco forte que sustenta muitos galhos, folhas, flores e frutos.
“Ou fazei a árvore boa e o seu fruto bom, ou a árvore má e o seu fruto mau; porque pelo fruto se conhece a árvore.” (MT.12:33)
Vamos ilustrar o homem natural com todos os seus frutos, desenhando o perfil correspondente conforme está no Livro de Gálatas 5:19-21, onde o apóstolo Paulo coloca com muita propriedade, características marcantes que identificam a natureza humana.
“Ora as obras da carne, são conhecidas e são: prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçarias, inimizades, porfias, ciúmes, iras, discórdias, dissensões, facções, invejas, bebedices, glutonarias, e cousas semelhantes a estas, a respeito das quais eu vos declaro, como já outrora vos preveni que não herdarão o reino de Deus os que tais cousas praticam.”
Somos gerados no ventre de mulher, nascemos, crescemos nos desenvolvemos, damos frutos perpetuando nossa descendência, semelhantemente cumprimos um propósito natural e terreno, como uma grande árvore frutífera.
Diante de um pomar, ao olharmos podemos diferenciar uma árvore da outra, reconhecer sua espécie, mas só saberemos se a árvore é boa, ou má, se provarmos primeiramente do seu fruto. Os frutos descritos de Gálatas 5, aparentemente são normais e fazem parte da natureza humana, como o apóstolo Paulo mesmo disse, são conhecidas, mas será que paramos para avaliar se tais frutos são nocivos e o quanto nos fazem mal e contribuem para nos afastar da vida que Deus nos reservou em Cristo? Se a árvore é boa, seus frutos são bons; a árvore boa não produz frutos maus (velha natureza).
Embora sejamos espirituais, habitamos num corpo terreno e corruptível, preso ao pecado. Carnalmente, lutamos contra o Espírito negando-lhe submissão, pois um é divino e o outro é terreno.
A carne não se submete voluntariamente ao Espírito, pois é terreno e advoga contra as coisas de Deus (espirituais); oponde-se constantemente até que sua vontade prevaleça e seja satisfeita. Quanto mais alimentamos a carne, mais alimentamos o diabo, quanto mais terreno e pecador formos, melhor, isso do ponto de vista das trevas, é claro!
“Não vos enganeis: de Deus não se zomba; pois aquilo que o homem semear, isso também ceifará. Porque o que semeia para a sua própria carne, da carne colherá corrupção; mas o que semeia para o Espírito, do Espírito colherá vida eterna.” (Gl.6:7,8)
A palavra chave para designar a (velha) natureza da carne é corrupção, portanto, a colheita é o alvo daquele que semeia; se a árvore produz frutos, quanto mais frutificar, mais frutos ela dará. Humanamente falando, no tocante as obras da carne, temos visto a sua força pecaminosa e o quanto é capaz de reproduzir-se espontaneamente em seu curso natural. Um abismo chama outro abismo, e há quem diga que “a carne é fraca”, eu diria, só é fraca no que tange à fazer a vontade de Deus, pois quanto ao pecado, ela mostra-se forte e irredutível.
Você já ouviu falar que não há diferença entre “pecadinho” e “pecadão”? Que o pecado tem nome e uma vez cometido, tem poder de levar o pecador à morte eterna?
Olhando para a descrição do capitulo 5 de Gálatas, fica claro que tanto a prostituição, o ciúmes, a glutonaria etc. são todos frutos de uma mesma árvore! E que todos são frutos maus e nocivos a vida do homem, pois advêm de uma mesma raiz. Se a raiz está contaminada, toda a árvore conseqüentemente, também estará.
Uma mentira por mais inocente que pareça, pode contaminar todo o resto; assim como uma “mentirinha”, no diminuitivo, pode até dar a entender que não é tão grave assim! Mas sabemos que ela não deixará de ser o que é, ainda que venhamos mascarar ou maquiar um pouco a palavra, a ação do mal é igualmente, mortífera ao homem. Bem como o homicídio, a glutonaria, são todos frutos da carne, quando se colhe algum deles, a tendência natural é atrair outro fruto e logo a colheita será abundante e sairá fora do controle. A raiz desta árvore, foi contaminada pelo pecado desde o início, conforme o Livro do Gênesis e no capítulo 3:14, Deus amaldiçoou a serpente para que rastejasse sobre seu próprio ventre e comesse do pó da terra todos os seus dias. Serpentes não se alimentam do pó da terra e esta é uma analogia do homem que Deus formou do pó da terra. Entendo que Satanás foi revestido de autoridade para tocar no homem pecador, que foi expulso do Paraíso.
“Porquanto o que fora impossível à lei, no que estava enferma pela carne, isso fez Deus enviando o seu próprio Filho em semelhança de carne pecaminosa e no tocante ao pecado; e com efeito, condenou Deus, na carne, o pecado.” (Rm.8:3)
A Raiz contaminada precisa ser arrancada pois não tem como dar “bons frutos”! Para isso Jesus Cristo veio como homem e venceu o mundo, o pecado e a morte, não venceu como Deus, mas como homem. Jesus disse “não” para o pecado, negando-se a si mesmo por amor a cada um de nós em absoluta obediência ao Pai. Vencer o pecado, e optar por uma vida de santidade para com Deus, crucificar a carne, também é uma questão de escolha e de decisão!
“e cousas semelhantes a estas, a respeito das quais eu vos declaro, como já outrora vos preveni que não herdarão o reino de Deus os que tais cousas praticam.”
Que a vida do espírito prevaleça e governe a sua vida em Cristo Jesus!
“Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio. Contra estas coisas não há lei.” (Gl.5:22,23)
Deus te abençoe grandemente!