Archive for março 10th, 2010
JESUS NÃO ESTAVA MAIS COM ELES…
“Disse-lhes Simão Pedro: Vou pescar. Disseram-lhe os outros: Também nós vamos contigo. Saíram e entraram no barco, e naquela noite nada apanharam.” (Jo.21:3)
Após a morte de Jesus na cruz do Calvário e de Seu sepultamento, os discípulos de Jesus não entenderam o porque dos fatos, o porque das coisas acontecerem da forma como aconteceram. Ainda que Jesus tenha falado sobre sua morte e ressurreição, os seus discípulos tinham os olhos do entendimento fechados para a revelação do que viria. E como se não houvesse mais esperança, todos voltaram às suas atividades anteriores, pois estavam abatidos, frustrados e amargurados pelos acontecimentos, afinal, Jesus já não estava mais com eles.
Quando veio a perseguição, a prisão seguida de condenação e morte do nosso SENHOR, tudo o que podiam ver era a derrota, a vergonha, a injustiça, etc. Tudo parecia acabado, tudo havia desmoronado. É esse o pensamento que satanás quer incutir também em nós, ele quer que apenas o sofrimento fique presente e seja maior que tudo e que acreditemos que “Jesus está morto”.
O que Simão Pedro e os demais discípulos não sabiam é que Jesus havia ressuscitado dentre os mortos, como havia prometido a todos eles, e inesperadamente, Jesus após sua ressurreição vem ao encontro deles:
“Filhos, tendes aí alguma cousa de comer? Responderam-lhe: Não.”
Então Jesus lhes disse:
“Lançai a rede à direita do barco, e achareis. Assim fizeram, e já não podiam puxar a rede, tão grande era a quantidade de peixes.”
Jesus perguntou se tinham algo para comer, afinal trabalharam a noite inteira e a resposta foi “não”. Jesus já tinha preparado o alimento, os peixes já estavam sobre as brasas e o pão à espera deles. Que podemos aprender? Em primeiro lugar, a cruz não foi em vão, Deus permitiu a morte para que houvesse ressurreição! Cristo não nos deixou órfãos, Ele continua VIVO e cuidando de nós!
Ele é a nossa provisão, o socorro bem presente, a nossa esperança, pois depois da morte, vem a ressurreição! Não aceitamos e não nos conformamos com a morte, porque não nascemos para morrer, o plano de Deus para nós é a vida eterna. Mas há muita morte presente, há muitas formas de morrer, quer seja na área emocional, intelectual, familiar, profissional, etc., às quais nos acostumamos e olhamos como os discípulos de Jesus olharam, não tem solução, não tem mais saída! Só não se esqueça do principal: Cristo vive! Se tem jeito para morte, tem jeito para você e para mim!
Diante da mulher samaritana, Jesus pediu por água, quando só Ele era capaz de fornecer “água viva” do Espírito Santo que sacia toda a sede; Ele pediu por comida, quando só Ele poderia matar a fome de todos.
A mulher samaritana O reconheceu e recebeu da “água”, Simão Pedro e os demais O reconheceram, foram alimentados e deram de comer.
Em Jo.4:34, Jesus respondeu aos seus discípulos, ao insistirem que comesse:
“A minha comida consiste em fazer a vontade daquele que me enviou e realizar a sua obra.”
Qual é a comida que Jesus se referia? “Fazer a vontade do Pai”
Certamente esta deveria ser a preocupação do coração deles, fazer a vontade do Pai e não voltar atrás, mas perseguir o caminho proposto por Cristo.
Então Jesus aborda qual é a vontade de Deus e pergunta a Simão Pedro:
“Simão, filho de João, amas-me mais do que estes outros? Ele respondeu: Sim, Senhor, tu sabes que te amo. Ele lhe disse: Apascenta os meus cordeiros.”
Dois diferentes verbos gregos foram usados para “amar”. Nos dois primeiros exemplos quando Jesus fez a pergunta a Pedro, usou o verbo agapao, referindo-se ao amor divino, ao amor incondicional e profundo, mas Pedro lembrando-se de que havia negado o Senhor três vezes e consciente agora de sua própria fraqueza, não se atreveu a responder com uma palavra tão forte e então respondeu com a palavra “phileo”, gostar de, um amor de grau inferior, como o amor entre amigos. Quando o Senhor o inquiriu pela terceira vez: “Amas-me?”, Jesus usou a palavra menos forte “phileo”, e novamente o discípulo humildemente respondeu:
“Senhor tu sabes todas as cousas, tu sabes que eu te amo (phileo).”
Jesus se mostra condescendente com a auto-avaliação de Pedro, dizendo: “Ainda que você não confie em sua próprias emoções, para dizer que me ama, mesmo assim, você deve apascentar minhas ovelhas.” Esta é a vontade de Cristo, é a vontade do Pai. Não devemos confiar na força dos nossos sentimentos, mas na força do que Jesus é e fez por nós.
“Lançai a rede à direita do barco, e achareis…”