Archive for maio, 2010
DEUS SONHA, PROJETA E EXECUTA
“porque aguardava a cidade que tem fundamentos, da qual Deus é o arquiteto e edificador.” (Hb.11:10)
Abraão e Sara tinham uma aliança com Deus e pela fé, foram justificados. Pela fé Abraão obedeceu e foi para um lugar que deveria receber por herança, e partiu sem saber aonde ia; pela fé peregrinou em terra alheia com Isaque e Jacó, porque aguardava a cidade que tem fundamentos; pela fé também Sara recebeu poder para ser mãe, não obstante o avançado de sua idade; pela fé Abraão quando posto à prova, ofereceu Isaque.
Um homem de fé tem mais certeza das coisas que ele percebe espiritualmente do que aquelas que seus olhos enxergam, e é o que vemos em Abraão. Ele cria e via a Deus como arquiteto e construtor, sua visão e seus sonhos foram ampliados, ativados pela fé e fez dele um homem vitorioso e muito além de qualquer comparação, foi chamado “amigo de Deus”.
O mundo espiritual, por meio da fé, se torna real e nos faz ver como Deus vê, nos faz pensar, sentir e sonhar como Deus pensa, sente e sonha. Não foi para isso que o nosso Senhor nos escolheu? Para realizarmos neste mundo, sonhos que nunca sonhamos mas que Deus sonhou e nos fez conhecê-los e como um grande arquiteto projetou em nosso coração passo a passo?
Como corpo de Cristo e Igreja do Senhor na terra, trazemos os sonhos de Deus em nós? Vivenciamos e somos a esperança da glória?
Enfrentamos diariamente um opositor voraz que quer roubar a fé para que não provemos as promessas de Deus na nossa vida, que não é um estado emocional, mas é um espírito: o medo.
“Porque Deus não nos tem dado espírito de covardia, mas de poder, de amor e de moderação.” (2Tm.1:7)
O nosso corpo é morada e templo do Espírito Santo e não há lugar para dois senhores, como a Bíblia nos ensina, ninguém pode servir a dois senhores, porque ou há de aborrecer-se de um, e amar ao outro, ou se devotará a um e desprezará ao outro. O medo quando entra na vida de alguém, ele entra como “senhor” e se é agasalhado no coração, ele fica.
O grande problema é que as pessoas não vêem o medo como pecado e nós sabemos que é algo diabólico, é como um mensageiro que bate à sua porta para pregar uma mensagem de ameaça: seu marido não te ama; seus filhos vão se perder; você não vai conseguir pagar as dividas; etc. Então, abrimos a porta para receber tal mensageiro e ouvir tudo o que ele tem para nos contar. É surpreendente a nossa falta de discernimento!
No Livro do profeta Samuel temos a história de Saul, rei de Israel e homem de bela aparência, de boa estatura e porte físico, admirado e escolhido por todo o povo para ser rei. O único que não se via como um grande homem, era ele mesmo e quando Deus lhe confiou a missão de destruir o rei Agague e toda a descendência dos amalequitas, Saul tomou dos despojos o melhor do gado e poupou a vida do rei. Quando o profeta perguntou-lhe o que fizera, Saul respondeu: “Porque eu temi o povo e dei ouvidos a sua voz.” (1Sm15:24)
Saul teve medo do povo, medo dos seus inimigos, medo de Golias, medo de perder o trono, medo de Davi e dos seus exércitos, etc. Sua vida foi marcada pelo medo e morreu implorando a um amalequita que lhe tirasse a vida. Ele não destruiu o rei de Amaleque, mas foi destruído pelo menor dos amalequitas.
O medo de formar a equipe de Doze; o medo de evangelizar, de pregar a Palavra de Deus; de não ser aceito pelas pessoas; o medo de passar fome, vergonha, etc. Não podem mais reinar, esse rei maligno têm que ser deposto, destruído, arrancado para sempre das nossas vidas.
“No amor não existe medo; antes o perfeito amor lança fora o medo…” (1Jo.4:18)
O perfeito amor do Pai está manifesto em Jesus que concebeu a visão e o sonho de Deus de redimir a humanidade e pagar um alto preço para perdão dos nossos pecados. Jesus pediu ao Pai que se não houvesse outra solução, que fosse feita a vontade de Deus e não a sua vontade. Após sua oração Jesus se ergueu fortalecido em Deus e cumpriu o propósito: morreu na Cruz e ressuscitou dentre os mortos ao terceiro dia.
Os apóstolos Pedro e Paulo também entenderam a missão que Jesus deixou à sua Igreja e tinham o mesmo coração, a mesma visão e os mesmos sonhos de seu Mestre, e abalaram todo o Império Romano, um império pagão, ditatorial e implacável, que lançava os cristão às feras e não tinham temor a Deus. Pedro pregou aos judeus e Paulo aos gentios e foi a ocasião em que o Cristianismo mais floresceu e cresceu. Nós como Igreja, podemos dizer que entendemos a nossa missão e que essa “paixão” e “compaixão” é o que nos move em fé? Temos abalado as estruturas da maldade? Como? Quando? Quantas gerações estão sendo silenciadas pelo diabo? Temos sido insensíveis à Palavra? Apáticos?
“Conheço as tuas obras…Tenho porém contra ti que abandonaste o teu primeiro amor.”
Como se diz: o primeiro amor ninguém esquece, marca para sempre. Onde está a paixão do passado? Onde estão a fé e os sonhos de Deus? Já não tenho mais tempo; sou movido de forma automática; já não tenho o mesmo compromisso; o êxito me subiu à cabeça…
“Lembra-te, pois, de onde caíste, arrepende-te, e volta à prática das primeiras obras; e se não, venho a ti e moverei do seu lugar o teu candeeiro.” (Ap.2:5)
Que a “Graça” e o “Amor” do nosso Deus e Pai te alcancem em Cristo Jesus!
A NATUREZA DO CORPO
“O mesmo Deus da paz vos santifique em tudo, e o vosso espírito, alma e corpo, sejam conservados íntegros e irrepreensíveis na vinda de nosso Senhor Jesus Cristo.” (1Ts.5:23)
O homem é um ser trino, espírito, alma e corpo (1Ts.5:23), portanto é importante compreender de forma específica a importância e a participação do corpo (carnal) dentro do plano original.
Partindo do principio de que a natureza humana (do corpo) é terrena (Gn.2:7), vejamos o que podemos ou não esperar dela. Podemos formular algumas questões como: O corpo tem salvação? Pode ser restaurado? Ou ainda: Qual sua função para o homem? E para Deus? Temos nos preocupado com o destino reservado ao corpo? O domínio e a satisfação do corpo são benignos ao homem? Sabemos que a Bíblia nos oferece todas as respostas e para visualizarmos melhor a questão terrena, vamos nos utilizar da analogia que a própria Bíblia nos sugere, comparando a vida natural do homem terreno como a de uma árvore frutífera, que tem raízes profundas, um tronco forte que sustenta muitos galhos, folhas, flores e frutos.
“Ou fazei a árvore boa e o seu fruto bom, ou a árvore má e o seu fruto mau; porque pelo fruto se conhece a árvore.” (MT.12:33)
Vamos ilustrar o homem natural com todos os seus frutos, desenhando o perfil correspondente conforme está no Livro de Gálatas 5:19-21, onde o apóstolo Paulo coloca com muita propriedade, características marcantes que identificam a natureza humana.
“Ora as obras da carne, são conhecidas e são: prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçarias, inimizades, porfias, ciúmes, iras, discórdias, dissensões, facções, invejas, bebedices, glutonarias, e cousas semelhantes a estas, a respeito das quais eu vos declaro, como já outrora vos preveni que não herdarão o reino de Deus os que tais cousas praticam.”
Somos gerados no ventre de mulher, nascemos, crescemos nos desenvolvemos, damos frutos perpetuando nossa descendência, semelhantemente cumprimos um propósito natural e terreno, como uma grande árvore frutífera.
Diante de um pomar, ao olharmos podemos diferenciar uma árvore da outra, reconhecer sua espécie, mas só saberemos se a árvore é boa, ou má, se provarmos primeiramente do seu fruto. Os frutos descritos de Gálatas 5, aparentemente são normais e fazem parte da natureza humana, como o apóstolo Paulo mesmo disse, são conhecidas, mas será que paramos para avaliar se tais frutos são nocivos e o quanto nos fazem mal e contribuem para nos afastar da vida que Deus nos reservou em Cristo? Se a árvore é boa, seus frutos são bons; a árvore boa não produz frutos maus (velha natureza).
Embora sejamos espirituais, habitamos num corpo terreno e corruptível, preso ao pecado. Carnalmente, lutamos contra o Espírito negando-lhe submissão, pois um é divino e o outro é terreno.
A carne não se submete voluntariamente ao Espírito, pois é terreno e advoga contra as coisas de Deus (espirituais); oponde-se constantemente até que sua vontade prevaleça e seja satisfeita. Quanto mais alimentamos a carne, mais alimentamos o diabo, quanto mais terreno e pecador formos, melhor, isso do ponto de vista das trevas, é claro!
“Não vos enganeis: de Deus não se zomba; pois aquilo que o homem semear, isso também ceifará. Porque o que semeia para a sua própria carne, da carne colherá corrupção; mas o que semeia para o Espírito, do Espírito colherá vida eterna.” (Gl.6:7,8)
A palavra chave para designar a (velha) natureza da carne é corrupção, portanto, a colheita é o alvo daquele que semeia; se a árvore produz frutos, quanto mais frutificar, mais frutos ela dará. Humanamente falando, no tocante as obras da carne, temos visto a sua força pecaminosa e o quanto é capaz de reproduzir-se espontaneamente em seu curso natural. Um abismo chama outro abismo, e há quem diga que “a carne é fraca”, eu diria, só é fraca no que tange à fazer a vontade de Deus, pois quanto ao pecado, ela mostra-se forte e irredutível.
Você já ouviu falar que não há diferença entre “pecadinho” e “pecadão”? Que o pecado tem nome e uma vez cometido, tem poder de levar o pecador à morte eterna?
Olhando para a descrição do capitulo 5 de Gálatas, fica claro que tanto a prostituição, o ciúmes, a glutonaria etc. são todos frutos de uma mesma árvore! E que todos são frutos maus e nocivos a vida do homem, pois advêm de uma mesma raiz. Se a raiz está contaminada, toda a árvore conseqüentemente, também estará.
Uma mentira por mais inocente que pareça, pode contaminar todo o resto; assim como uma “mentirinha”, no diminuitivo, pode até dar a entender que não é tão grave assim! Mas sabemos que ela não deixará de ser o que é, ainda que venhamos mascarar ou maquiar um pouco a palavra, a ação do mal é igualmente, mortífera ao homem. Bem como o homicídio, a glutonaria, são todos frutos da carne, quando se colhe algum deles, a tendência natural é atrair outro fruto e logo a colheita será abundante e sairá fora do controle. A raiz desta árvore, foi contaminada pelo pecado desde o início, conforme o Livro do Gênesis e no capítulo 3:14, Deus amaldiçoou a serpente para que rastejasse sobre seu próprio ventre e comesse do pó da terra todos os seus dias. Serpentes não se alimentam do pó da terra e esta é uma analogia do homem que Deus formou do pó da terra. Entendo que Satanás foi revestido de autoridade para tocar no homem pecador, que foi expulso do Paraíso.
“Porquanto o que fora impossível à lei, no que estava enferma pela carne, isso fez Deus enviando o seu próprio Filho em semelhança de carne pecaminosa e no tocante ao pecado; e com efeito, condenou Deus, na carne, o pecado.” (Rm.8:3)
A Raiz contaminada precisa ser arrancada pois não tem como dar “bons frutos”! Para isso Jesus Cristo veio como homem e venceu o mundo, o pecado e a morte, não venceu como Deus, mas como homem. Jesus disse “não” para o pecado, negando-se a si mesmo por amor a cada um de nós em absoluta obediência ao Pai. Vencer o pecado, e optar por uma vida de santidade para com Deus, crucificar a carne, também é uma questão de escolha e de decisão!
“e cousas semelhantes a estas, a respeito das quais eu vos declaro, como já outrora vos preveni que não herdarão o reino de Deus os que tais cousas praticam.”
Que a vida do espírito prevaleça e governe a sua vida em Cristo Jesus!
“Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio. Contra estas coisas não há lei.” (Gl.5:22,23)
Deus te abençoe grandemente!