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junho 2010
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NÃO TENS PARTE COMIGO

Disse-lhe Pedro: Nunca me lavarás os pés. Respondeu-lhe Jesus: Se eu não te lavar não tens parte comigo”. (Jo13:8)

É importante observar o contexto dessa passagem bíblica, pois Jesus praticou o ato da lavagem dos pés dos seus discípulos para expressar uma verdade muito mais profunda do que um simples exemplo de humildade.

Jesus reconhecendo tudo o que o Pai lhe confiara nas mãos e que era chegado o tempo de voltar para o Pai, como prova do seu amor e cumprimento da sua missão, surpreende a Pedro e a todos os outros discípulos com sua atitude e a chave está no versículo acima quando Jesus mesmo afirma:

Se eu não te lavar não tens parte comigo”.

Durante os três anos dos seu ministério, Jesus tinha tido parte com os seus discípulos em todas as circunstancias da vida diária: comeu, dormiu, partilharam grandes momentos, varias circunstancias, agora o panorama teria que mudar e um outro “asseio” espiritualmente falando, era necessário.

levantou-se da ceia, tirou a vestimenta de cima e, tomando uma toalha, cingiu-se com ela. Depois deitou água na bacia e passou a lavar os pés aos discípulos e a enxugar-lhos com a toalha com que estava cingido”.

O serviço necessário era o de purificação e não de expiação. A purificação da contaminação inevitável que resulta do trânsito pelo mundo, que seria uma ocorrência incidental e não do pecado lavado com sangue para regeneração (1Jo1:7; Tt3:5). A lavagem com água refere-se à lavagem pela Palavra de forma freqüente onde o próprio Cristo se empenha neste serviço.

Lavar os pés era um costume antigo transmitido pelos primeiros patriarcas como sinal de hospitalidade e afeto e também de humildade, praticado pelos escravos. Dentro da literatura rabínica, era um sinal de reverência um discípulo lavar os pés do seu mestre, portanto era inconcebível e nem jamais se cogitou a possibilidade do Mestre lavar os pés dos seus discípulos! Imagine o impacto que essa atitude de Jesus causou e porque Pedro negou!

Jesus tomou o lugar de um mero escravo, do menor e mais insignificante sendo Ele o maior, moralmente, espiritualmente e em todos os sentidos. O que ficou manifesto neste ensino é que a verdadeira grandeza é o Mestre que serve e não o que é servido.

Antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens e reconhecido em figura humana, a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até a morte e morte de cruz”. (Fp 2:7-8)

A humildade no servir nasce do “Amor”; o que ama, serve com alegria de forma incondicional, é incansável e não desiste nunca. O mundo está cansado de ouvir que Deus pode mudar a vida das pessoas, as circunstancias e tudo o mais, está na hora de poder ver o “poder transformador” na vida de todos aqueles que crêem.

Ora, se eu, sendo o Senhor e o Mestre, vos lavei os pés, também vós deveis lavar os pés uns dos outros. Porque eu vos dei o exemplo, para que como eu fiz, façais vós também. (vs.14 e 15)

A repetição do ato de “lavar os pés” compete a nós. Podemos e devemos lavar espiritualmente os pés uns dos outros, pela exortação aplicando as verdades da Palavra na vida diária.

Respondeu -lhe Jesus: O que eu faço não o sabes agora, compreendê-lo-ás depois”.

Jesus dá um sentido profundamente espiritual que Pedro só entenderia mais tarde, pois ainda que o milagre possa chamar a atenção do mundo, só o Amor de Deus pode atraí-los!

“Seja limpo pela água da Palavra de Deus e então: SIRVA AO SENHOR COM ALEGRIA”.

Deus te abençõe!

A BOA SEMENTE

1Pe.1:23

Pois fostes regenerados, não de semente corruptível, mas de incorruptível, mediante a palavra de Deus, a qual vive e é permanente”.

Há dois tipos de semente a corruptível, aquela que se deixa subornar, corromper e a semente incorruptível que não se deixa contaminar. A semente corruptível foi semeada no coração de Adão e o fruto do pecado foi colhido também por toda a humanidade. Quanto a semente incorruptível, foi semeada por Cristo trazendo salvação e vida eterna com Deus. Por meio dessa semente, que é a Palavra de Deus em nós, fomos regenerados e provamos o novo nascimento.

*Em Cristo, temos parte na Glória que ele possue e somos segundo sua maneira de ser.

JO.5:26

Porque assim como o Pai tem vida em si mesmo, também concedeu ao Filho ter vida em si mesmo”.

Toda semente tem poder de vida e reprodução: ela germina, nasce, cresce e por fim dá frutos. Algo importante de se dizer, é que cada semente produz segundo a sua própria espécie. Exemplo: maça produz maça; abacate produz abacate etc.

E outra coisa muito importante que temos que observar é que a semente uma vez plantada, não nasce imediatamente. Ela entra no processo de germinação, e leva tempo para que possa nascer.

Semeamos palavras, pensamentos, sentimentos, atitudes que nem sempre nos trazem a colheita esperada! Nos esquecemos de escolher as melhores sementes e desprezamos a colheita, mas certamente ela virá, boa ou má.

Is.55:10,11

Porque, assim como descem a chuva e a neve dos céus, e para lá não tornam, sem que primeiro reguem a terra e a fecundem e a façam brotar, para dar semente ao semeador e pão ao que come, assim será a palavra que sair da minha boca; não voltará vazia, mas fará o que me apraz, e prosperará naquilo para que a designei.

A semente da Palavra de Deus produz exatamente aquilo que ela diz.

EF 1:22-23

E pôs todas as cousas debaixo dos seus pés e, para ser o cabeça sobre todas as cousas, o deu à igreja, a qual é o seu corpo, a plenitude daquele que a tudo enche em todas as cousas.”

A Igreja é um organismo vivo, que se move pois tem um papel ativo. Mas há uma imagem que não corresponde ao modelo que Cristo deixou pela sua Palavra. Como essa Igreja ou “corpo” de Cristo é visto?

Somos identificados como a Igreja do Pastor tal, que é o líder principal, responsável pelos cultos, pelas almas, pelo ensino, pelos aconselhamentos, que responde diante da sociedade, paga as contas, administra todos os interesses da Igreja, que serve integralmente e de preferência 24 horas do dia. Se algo sair errado, ele é o culpado por tudo, etc. Ao seu redor ele conta com alguns poucos colaboradores, mas tem diante de si uma multidão de pessoas leigas, sedentas e com muitas necessidades. Temos aqui uma Igreja fragmentada entre poucos os que servem e muitos os que são servidos.

Esse modelo de Igreja, não apresenta cada membro do “corpo” como servo. É uma Igreja que tem um papel ativo e passivo.

EF 4:11-12/15-16

E ele mesmo concedeu uns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas, e outros para pastores e mestres, com vistas ao aperfeiçoamento dos santos para o desempenho do seu serviço, para a edificação do corpo de Cristo. (15 e 16)Mas, seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é o cabeça, Cristo, de quem todo o corpo, bem ajustado e consolidado, pelo auxilio de toda junta, segundo a justa cooperação de cada parte, efetua o seu próprio aumento para a edificação de si mesmo em amor.

O modelo que temos pela Palavra, é uma Igreja ou “corpo” que tem a participação de TODOS. Cada crente é um sacerdote (ministro), onde todos se reúnem dirigindo sua atenção uns aos outros e não para um ministro solitário. Cada um está pronto a DAR e a RECEBER.

Esse é o modelo que reflete a função Bíblica e promove a proximidade uns dos outros.

O “corpo Local” é um grupo unido que ministra, que se dedica ao ensino da Palavra; é um corpo onde não há leigos e cada crente é um ministro; ele não só é discipulado como também deve discipular, é servido e também deve servir.

MT 20:25-28

Então Jesus, chamando-os, disse: Sabeis que os governadores dos povos os dominam e que os maiorais exercem autoridade sobre eles. Não é assim entre vós; pelo contrário, quem quiser tornar-se grande entre vós, será esse o que vos sirva; e quem quiser ser o primeiro entre vós, será vosso servo; tal como o Filho do homem, que não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos.

* A CHAVE ESTÁ NA LIDERANÇA QUE SERVE.

No mundo secular a hierarquia é exercida de cima para baixo (uma só via), mas na Igreja de Cristo, “não é assim entre vós”. A proposta é “um contra-modelo”:

O LÍDER NÃO ESTÁ ACIMA, MAS “ENTRE” NÃO RECEBEM MAS DÃO.

Estamos nivelados e todos participam do dar e do receber (serviço mútuo).

Js.24:15

Porém, se vos parece mal servir ao Senhor, escolhei, hoje, a quem sirvais…eu e a minha casa serviremos ao Senhor.”