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julho 2010
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NÃO FIQUE DE FORA DA FESTA

O pai, porém, disse aos seus servos: Trazei depressa a melhor roupa, vesti-o, ponde-lhe um anel no dedo e sandálias nos pés; trazei também e matai o novilho cevado. Comamos e regozijemo-nos”. (Lc.15:22,23)

No capitulo 15, Jesus discorre acerca de três Parábolas. Na primeira, Ele trata da ovelha perdida que foi achada pelo seu dono, na segunda Parábola, Ele destaca a dracma perdida e que também foi encontrada, e na terceira temos a Parábola do filho perdido. Em todas elas houve grande alegria e celebração após o resgate da ovelha, da dracma e também do filho perdido.

A ênfase está no fato de que “de igual modo, há júbilo diante dos anjos de Deus por um pecador que se arrepende”. O arrependimento tem o poder de desencadear o júbilo e a alegria, tanto no céu quanto na terra.

Na Parábola do filho perdido, encontramos um homem que tinha dois filhos:

Passados não muitos dias, o filho mais moço, ajuntando tudo o que era seu, partiu para uma terra distante e lá dissipou todos os seus bens, vivendo dissolutamente”.

Depois de ter consumido tudo, sobreveio àquele país uma grande fome, e ele começou a passar necessidade. Então ele foi e se agregou a um dos cidadãos daquela terra, e este o mandou para os seus campos a guardar porcos”.

Dentro da cultura judaica, o porco é considerado um animal imundo e nada seria mais degradante ou desprezível do que ter que se prestar a esse serviço.

Assim muitas das vezes, somos surpreendidos com algumas adversidades em nossa vida, e porque deixamos a “casa do Pai” nos vemos obrigados a aceitar caminhos que nos distanciam mais e mais do nosso lar e do propósito de Deus. À principio, para o filho mais moço não deve ter sido nada fácil ocupar essa posição, mas o que vemos é que com o passar do tempo, ele acabou se acostumando e até mesmo desejando comer da comida que os porcos comiam! O cheiro do chiqueiro, a sujeira, a lama, o rosnar dos porcos, passaram a fazer parte da vida daquele jovem. Que lamentável é a condição daqueles que abandonam o “Pai” e consequentemente a “casa do Pai”, e, se esquecem que são “filhos”.

Assim como o pai não tolerou os pecados do filho, nem minimizou ou interferiu, mas, esperou pacientemente pelo arrependimento do filho; o SENHOR o nosso Deus e Pai é longânimo e espera pacientemente pelos seus filhos, até que haja um genuíno arrependimento.

Levantar-me-ei e irei ter com meu pai e lhe direi: Pai, pequei contra o céu e diante de ti; já não sou digno de ser chamado teu filho…Vinha ele ainda longe, quando seu pai o avistou e, compadecido dele, correndo, o abraçou e o beijou”.

O filho pródigo que esbanjou e jogou fora tudo o que havia recebido do pai e que desprezara o próprio pai, descobriu que era amado sem merecer e que só esteve perdido porque escolheu estar longe.

…este meu filho estava morto e reviveu, estava perdido e foi achado. E começaram a regozijar-se”.

Imediatamente o pai mandou que trouxessem para o seu filho, a melhor roupa, colocou também um anel no seu dedo e sandálias nos seus pés. Mandou que matassem um novilho cevado para que comessem e se regozijassem; o coração do pai estava alegre e ele queria celebrar juntamente com todos.

Mas o que nos chama a atenção é a atitude do filho mais velho, que ao chegar em casa, ouviu a musica e as danças e ao se certificar com um dos criados o que estava acontecendo, indignou-se e não quis entrar. O pai, no entanto, procurou conciliá-lo.

Vemos que o filho mais velho, apesar de sempre estar presente na casa do pai, era moralmente, mais afastado do que o jovem fugitivo, pois não tinha no coração a graça que espera, que deseja, que recebe, que abençoa o pródigo e também se regozija com a sua volta. Demonstrou interesse de celebrar junto aos amigos e não com o seu pai e ainda, que estava demasiadamente interessado na bondade própria.

O pai sabia que havia perdido os dois filhos e que os dois relacionamentos, igualmente, haviam se deteriorado. O mais jovem se perdeu com suas paixões e pecados e o mais velho, com suas obrigações e compromissos. No entanto, o “amor do pai” não desistiu nem de um e nem do outro!

O filho mais velho respondeu a seu pai:

Há tantos anos que te sirvo sem jamais transgredir uma ordem tua, e nunca me deste um cabrito sequer para alegrar-me com os meus amigos;

E revela mais um agravante, dizendo:

vindo, porém, esse teu filho, …

Observe que o pai prontamente responde e começa dizendo:

Meu filho …”.

E de forma maravilhosa acrescenta:

“…porque esse teu irmão …”

Aqui fica claro a preocupação do pai em aproximar o coração do filho que já não se via mais como parte da própria família; já não olhava mais para seu “pai” como filho e sim como servo (empregado), e muito menos para o seu irmão, como irmão.

A celebração, a festa, a refeição conjunta e a comunhão fazem parte do alvo do coração de Deus, ou melhor da justiça divina de um “Pai” que não desiste e que não rejeita o filho pródigo que está longe, nem trata o mais velho como se fosse um simples empregado, mas sim, como filho legitimo.

“…tudo o que é meu é teu”.

As vestes, o anel, as sandálias, o novilho, a festa, o regozijo e tudo o mais pertencem aos filhos, tanto ao mais moço, quanto ao mais velho. Não perca tempo e aprenda a olhar para o Pai com os olhos de filho, sabendo que Ele te olha com os olhos de Pai, e então, desfrute do melhor que Ele tem para sua vida!

A justiça de Deus está estendida como um manto e busca abrigar todos os filhos que se encontram perdidos e reivindica para Si um a um, tantos quanto estão longe quanto os que estão na “casa do Pai” e um dia, reivindicará toda a Sua criação!

Digo-vos que assim haverá maior júbilo no céu por um pecador que se arrepende, do que por noventa e nove justos que não necessita de arrependimento”. (v.7)

Não sejamos parte dos noventa e nove que não tem mais motivos para celebrar porque não necessitam de arrependimento! A cada ministração e Palavra o Pai nos convida a fazer parte da “festa”! Não fique de fora…

No Amor de Cristo,

ERGUE OS OLHOS, LEVANTA-TE E PERCORRE ESSA TERRA…

Disse o SENHOR…Ergue os olhos e olha desde onde estás para o norte, para o sul, para o oriente e para o ocidente; porque toda essa terra que vês, eu ta darei, a ti e à tua descendência, para sempre.” (Gn 13:14,15)

Neste final de semana tivemos o privilegio de participar da 12a. Convenção G12 atendendo a uma convocação nacional à todas as igrejas irmanadas em célula dentro do Governo dos 12 e foi excepcional, se é que podemos expressar em palavras!

Assim como o SENHOR chamou a Abraão e lhe fez promessas, assim o SENHOR nosso Deus, nos trouxe essa Palavra Rhema que citamos acima e ela atingiu o nosso coração como uma explosão. A Convenção Nacional G12 tem esse poder de nos impulsionar a “erguer os olhos”, a olhar adiante, para o norte, para o sul, para o ocidente e para o oriente, ou seja, em todas as direções. A Convenção nos tira do lugar comum, do cotidiano espiritual e também do contexto individual e pessoal. Ela tem poder de nos batizar num só corpo, visível e ajustado para a Glória de Deus!

Ao “olhar” veja a “terra” que o SENHOR te dá, Brasil! A ti e à tua descendência!

Há uma descendência que está sendo gerada pelo Espírito Santo, a cada mover, a cada Convenção, a cada ajuntar. A unidade produz força, dá animo e acrescenta fé para vencer os obstáculos; “levanta-te” fique de pé, permaneça com os teus pés firmados na promessa e então caminhe; “percorre” e tome a terra por possessão, na medida que avançar.

Abraão mudou suas tendas e foi habitar nos carvalhais de Manre. O carvalho é um símbolo universal de força e durabilidade, portanto, cremos que é este o lugar que Cristo tem preparado para a sua Igreja, que há de habitar em segurança, num lugar cujo altar possa ser erguido ao SENHOR.

Vivemos um momento inesquecível quando o Pastor Cesar Castellanos nos ministrava sobre o “valor da oferta” referindo-se a passagem bíblica de Genesis sobre Caim e Abel. De forma sobrenatural desencadeou-se um grande avivamento, como nunca tínhamos visto antes! E uma das frases que mais nos marcaram foi: que Deus quando recebe a oferta, Ele também recebe aquele que deu a oferta.

A Palavra que Deus entregou-nos no domingo anterior ao da Convenção, foi da oferta da viúva pobre, que deu tudo o que tinha como oferta, no templo, ou seja, duas pequenas moedas, sem grande valor, e Jesus observava a todos os que depositavam suas ofertas e destacou a oferta da viúva pobre dizendo:

Eu afirmo a vocês que isto é verdade: esta viúva pobre deu mais do que todos. Porque os outros deram do que estava sobrando. Porém ela, que é tão pobre, deu tudo o que tinha para viver”. (Mc.12:43,44)

Agradecemos a Deus, pois esta Palavra se cumpriu em nossas vidas, quando vimos um pouco mais de seiscentos discípulos partindo de São Paulo em direção à Goiânia, vencendo a distancia, o cansaço, as finanças, e muitos outros obstáculos. Famílias inteiras, crianças e idosos, uma pessoa com enfermidade grave, não quis ficar de fora e fez questão de participar da caravana e outro que saiu de uma cirurgia de apendicite três dias antes da viagem e junto com toda a sua família, seguiram rumo a Goiânia com grande alegria. Um outro discípulo, desbravou de moto os mil quilômetros de estrada e tantos outros testemunhos de grande doação de vida foram entregues para que nenhuma oferta ao SENHOR ficasse retida.

Nos perguntamos: Será que o SENHOR se agradou da nossa oferta?

A resposta veio no encerramento da Convenção quando o Pastor César declarou com voz profética ao apóstolo Delmir: Vocês coordenaram a 11a. Convenção no ano passado no Ibirapuera e com o mesmo empenho e com o mesmo coração trouxeram seus discípulos, vencendo a distância e os osbtáculos para participarem dessa Convenção, e acrescentou: Vocês serão a igreja de maior crescimento e multiplicação!

O SENHOR não só recebeu a oferta, mas se agradou de cada um de nós!

PARABÉNS IAPP! Pela voluntariedade, liberalidade e alegria em ofertar o próprio coração ao SENHOR.

DEUS SEJA LOUVADO!

JESUS DO LADO DE FORA DA PORTA

Eis que estou à porta, e bato; se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta, entrarei em sua casa, e cearei com ele e ele comigo”. (Ap.3:20)

A primeira idéia que nos chega quando lemos essa passagem bíblica, é que a mensagem foi endereçada ao mundo incrédulo e o que nos surpreende é que na verdade foi endereçada à Igreja de Laodicéia, à aqueles que professavam a Cristo.

Jesus se acha do lado de fora e não de dentro. Quão surpreendente é esta mensagem! Quantas vezes seguimos pelo caminho, em plena confissão de fé, agimos e reagimos, tomamos decisões e realizamos muitas coisas, mas será que o Senhor está do lado de dentro da porta, ou do lado de fora dela? Será que paramos para analisar se estamos sós ou não? Pelos resultados podemos avaliar parte desta reflexão.

O Cristo ressurreto e glorificado se revela a João na ilha de Patmos e ele registra as mensagens do nosso Senhor às sete igrejas na Ásia romana, “as que são”. A primeira mensagem é entregue à Igreja de Éfeso, a igreja do fim da era apostólica. Queremos destacar o versículo 4:

Tenho porém contra ti que abandonaste teu primeiro amor “.

Jesus inicia sua primeira advertência mencionando o abandono ao primeiro amor, e encerra na sétima carta a advertência que é ainda mais lamentável, pois comprova a terrível condição espiritual da Igreja, a apostasia daqueles que abandonaram a fé, consequentemente, abandonaram ao Senhor.

A Igreja de Laodicéia, como as demais que receberam suas respectivas cartas, também apontam profeticamente a sete períodos que marcariam a travessia da Igreja de Jesus. Laodicéia corresponde ao período que antecede a volta de Cristo, que é quando a Igreja estará na fase de maior corrupção. Espiritualmente, entendemos que estamos dentro desse período que caracteriza o estado final de apostasia.

Conheço as tuas obras que nem és frio nem quente. Quem dera, fosses frio ou quente! Assim, porque és morno, e nem és quente nem frio, estou a ponto de vomitar-te da minha boca”. (vs.15,16)

O morno é aquele que encontrou satisfação que não no Senhor. Pode ser qualquer um de nós, qualquer denominação ou igreja, aqueles que apostataram de Cristo e abandonaram a fé. Como Cristo falou à Igreja, podemos presumir que esse estado de apostasia pode se dar de forma imperceptível, com grande sutileza a ponto de não percebermos.

Normalmente deixamos transparecer a nossa profissão de fé por meio de palavras confessadas, mas, também expressamos com nossas atitudes, na pratica diária. Nem sempre o que falo, é o que faço, por isso poderíamos dizer que há muitos cristãos professos, que abraçaram a fé em Jesus publicamente, mas podem ser vistos como “ateus práticos” que agem no seu dia a dia, como se Deus não existisse. No seu credo, Deus está presente, mas nas decisões e atitudes diárias, é como se Deus não existisse, esses são os filhos de Laodicéia.

pois dizes: Estou rico e abastado e não preciso de coisa alguma, e nem sabes que tu és infeliz, sim, miserável, pobre, cego e nu”. (v.17)

Será que existe condição pior que a indiferença e a frieza espiritual?

Laodicéia representa ainda mais, representa a apostasia, ela perdeu o poder de perceber e de fazer distinções morais e espirituais, perdeu o sentido da Palavra de Deus. Como disse certo autor: é como aqueles que têm uma bandeira, mas não têm um país. Literalmente, são cidadãos sem pátria, que perderam a terra do espírito e que precisam recuperar a pátria, o lar da alma.

A alma está numa posição trágica: miserável, pobre, cega e nu. A consciência da Verdade de Deus deixou de existir, mas: “Eis que estou à porta e bato…”

O Amor de Deus e a Graça de Jesus Cristo só chegará no nosso espírito mediante a presença do Espírito Santo. Não o deixe do lado de fora, do seu coração nem da sua vida. Reconheça-O como Deus presente na Igreja e em você; receba-O com disposição e deseje com sinceridade depender Dele e se submeter aos Seus ensinos e orientação.

Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas”.

Ter comunhão com o Espírito de Deus é trabalhar em parceria e confiar plenamente, pois afinal:

SÓ O SENHOR É DEUS!

Deus te abençoe grandemente!