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setembro 2010
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NÃO FIQUE DE FORA DA FESTA

O pai, porém, disse aos seus servos: Trazei depressa a melhor roupa, vesti-o, ponde-lhe um anel no dedo e sandálias nos pés; trazei também e matai o novilho cevado. Comamos e regozijemo-nos”. (Lc.15:22,23)

No capitulo 15, Jesus discorre acerca de três Parábolas. Na primeira, Ele trata da ovelha perdida que foi achada pelo seu dono, na segunda Parábola, Ele destaca a dracma perdida e que também foi encontrada, e na terceira temos a Parábola do filho perdido. Em todas elas houve grande alegria e celebração após o resgate da ovelha, da dracma e também do filho perdido.

A ênfase está no fato de que “de igual modo, há júbilo diante dos anjos de Deus por um pecador que se arrepende”. O arrependimento tem o poder de desencadear o júbilo e a alegria, tanto no céu quanto na terra.

Na Parábola do filho perdido, encontramos um homem que tinha dois filhos:

Passados não muitos dias, o filho mais moço, ajuntando tudo o que era seu, partiu para uma terra distante e lá dissipou todos os seus bens, vivendo dissolutamente”.

Depois de ter consumido tudo, sobreveio àquele país uma grande fome, e ele começou a passar necessidade. Então ele foi e se agregou a um dos cidadãos daquela terra, e este o mandou para os seus campos a guardar porcos”.

Dentro da cultura judaica, o porco é considerado um animal imundo e nada seria mais degradante ou desprezível do que ter que se prestar a esse serviço.

Assim muitas das vezes, somos surpreendidos com algumas adversidades em nossa vida, e porque deixamos a “casa do Pai” nos vemos obrigados a aceitar caminhos que nos distanciam mais e mais do nosso lar e do propósito de Deus. À principio, para o filho mais moço não deve ter sido nada fácil ocupar essa posição, mas o que vemos é que com o passar do tempo, ele acabou se acostumando e até mesmo desejando comer da comida que os porcos comiam! O cheiro do chiqueiro, a sujeira, a lama, o rosnar dos porcos, passaram a fazer parte da vida daquele jovem. Que lamentável é a condição daqueles que abandonam o “Pai” e consequentemente a “casa do Pai”, e, se esquecem que são “filhos”.

Assim como o pai não tolerou os pecados do filho, nem minimizou ou interferiu, mas, esperou pacientemente pelo arrependimento do filho; o SENHOR o nosso Deus e Pai é longânimo e espera pacientemente pelos seus filhos, até que haja um genuíno arrependimento.

Levantar-me-ei e irei ter com meu pai e lhe direi: Pai, pequei contra o céu e diante de ti; já não sou digno de ser chamado teu filho…Vinha ele ainda longe, quando seu pai o avistou e, compadecido dele, correndo, o abraçou e o beijou”.

O filho pródigo que esbanjou e jogou fora tudo o que havia recebido do pai e que desprezara o próprio pai, descobriu que era amado sem merecer e que só esteve perdido porque escolheu estar longe.

…este meu filho estava morto e reviveu, estava perdido e foi achado. E começaram a regozijar-se”.

Imediatamente o pai mandou que trouxessem para o seu filho, a melhor roupa, colocou também um anel no seu dedo e sandálias nos seus pés. Mandou que matassem um novilho cevado para que comessem e se regozijassem; o coração do pai estava alegre e ele queria celebrar juntamente com todos.

Mas o que nos chama a atenção é a atitude do filho mais velho, que ao chegar em casa, ouviu a musica e as danças e ao se certificar com um dos criados o que estava acontecendo, indignou-se e não quis entrar. O pai, no entanto, procurou conciliá-lo.

Vemos que o filho mais velho, apesar de sempre estar presente na casa do pai, era moralmente, mais afastado do que o jovem fugitivo, pois não tinha no coração a graça que espera, que deseja, que recebe, que abençoa o pródigo e também se regozija com a sua volta. Demonstrou interesse de celebrar junto aos amigos e não com o seu pai e ainda, que estava demasiadamente interessado na bondade própria.

O pai sabia que havia perdido os dois filhos e que os dois relacionamentos, igualmente, haviam se deteriorado. O mais jovem se perdeu com suas paixões e pecados e o mais velho, com suas obrigações e compromissos. No entanto, o “amor do pai” não desistiu nem de um e nem do outro!

O filho mais velho respondeu a seu pai:

Há tantos anos que te sirvo sem jamais transgredir uma ordem tua, e nunca me deste um cabrito sequer para alegrar-me com os meus amigos;

E revela mais um agravante, dizendo:

vindo, porém, esse teu filho, …

Observe que o pai prontamente responde e começa dizendo:

Meu filho …”.

E de forma maravilhosa acrescenta:

“…porque esse teu irmão …”

Aqui fica claro a preocupação do pai em aproximar o coração do filho que já não se via mais como parte da própria família; já não olhava mais para seu “pai” como filho e sim como servo (empregado), e muito menos para o seu irmão, como irmão.

A celebração, a festa, a refeição conjunta e a comunhão fazem parte do alvo do coração de Deus, ou melhor da justiça divina de um “Pai” que não desiste e que não rejeita o filho pródigo que está longe, nem trata o mais velho como se fosse um simples empregado, mas sim, como filho legitimo.

“…tudo o que é meu é teu”.

As vestes, o anel, as sandálias, o novilho, a festa, o regozijo e tudo o mais pertencem aos filhos, tanto ao mais moço, quanto ao mais velho. Não perca tempo e aprenda a olhar para o Pai com os olhos de filho, sabendo que Ele te olha com os olhos de Pai, e então, desfrute do melhor que Ele tem para sua vida!

A justiça de Deus está estendida como um manto e busca abrigar todos os filhos que se encontram perdidos e reivindica para Si um a um, tantos quanto estão longe quanto os que estão na “casa do Pai” e um dia, reivindicará toda a Sua criação!

Digo-vos que assim haverá maior júbilo no céu por um pecador que se arrepende, do que por noventa e nove justos que não necessita de arrependimento”. (v.7)

Não sejamos parte dos noventa e nove que não tem mais motivos para celebrar porque não necessitam de arrependimento! A cada ministração e Palavra o Pai nos convida a fazer parte da “festa”! Não fique de fora…

No Amor de Cristo,

3 Responses to “NÃO FIQUE DE FORA DA FESTA”

  • joel disse:

    Que palavra Apóstola,mais uma vez DEUS nos surpreendeu com uma palavra grandiosa,aonde mostra que muitas vezes acabamos ficando de fora da festa,por não concordarmos para quem estão fazendo esta festa,ou até mesmo por não sermos a parte principal da festa.Mas isso é um verdadeiro engano,pois também somos muito importante nesta festa,pois nós também um dia quando decidimos nos arrepender de todos os nossos pecados,fizeram uma grande festa para nós.

    Hoje brincam comigo e me chamam de arroz de festa,pois nunca fico de fora de nenhuma festa na casa de DEUS.
    Obrigado Apóstolos por mais uma vez me dar a honra de ouvir uma palavra vinda direta do trono de DEUS,e não ter ficado de fora desta grande festa que aconteceu neste domingo.

  • Milena França disse:

    Essa Palavra Realmente marcou meu coração! E o Senhor me deu essa OPORTUNIDADE de enxergar quem realmente eu sou pra Ele e o meu propósito nesta terra !!!

    Que todos possam conhecer esse grande AMOR que Jesus teve e tem, não só por mim mais por TODOS que habitam na terra…

    Obrigada Apostolos por serem boca de Deus na minha vida, Amo vocês !

  • Valter Francisco dos Santos disse:

    Glória Deus por está Palavra Apóstolos,verdadeiramente Deus nos ama de uma forma incondicional,pois a cada domingo tem nos dado um alimento muito rico.Atraves desta palavra Deus nos mostra que devemos deixar de agir como o filho mais velho, e participar da Festa.A festa está preparada e devemos ser participantes dela,para honra e glória do Senhor.Obrigado Apóstolos por serem um canal de Deus ,para que eu cresça espiritualmente.Amo vocês e contem sempre com minha casa.

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