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setembro 2010
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SE SOUBESSE A HORA DA MORTE…

“Disse o SENHOR a Moises: Eis que os teus dias são chegados, para que morras; chama a Josué, e apresentai-vos na tenda da congregação, para que eu lhe dê ordens…” (Dt.31:14)

Que revelação é esta que Deus faz a Moisés? Podemos imaginar esse nível de relacionamento, entre Deus e Moisés?

Supondo que tal revelação nos fosse anunciada, o que faríamos? Ou como reagiríamos?

Moisés respondeu em cântico:

“Eis a Rocha! Suas obras são perfeitas, porque todos os seus caminhos são juízo; Deus é fidelidade, e não há nele injustiça; é justo e reto.”(Dt.32:4)

Moisés louva a Deus por Suas obras e caminhos, reconhecendo-O como Deus fiel. Todos nós nos firmamos nas promessa do nosso Deus, porque Ele é fiel, mas fica claro, que Deus por ser fiel, se relaciona em fidelidade para com os seus, esperando ser correspondido, como foi com Moisés!

O conhecido escritor russo Leon Tolstoi, aos dezoito anos abandonou a escola e rejeitou a fé tradicional. Após a morte de seu irmão, começou a questionar o sentido da vida: Minha vida tem algum significado, que vá além da morte inevitável? Tolstoi tinha se tornado o autor mais popular da Rússia; ele era líder, um mestre, mas era obrigado a admitir que não tinha uma mensagem, uma luz, uma explicação para os mistérios da existência, embora estivesse no ponto alto da vida, não era feliz. Mais tarde, esse mesmo homem escreveu: Pensando em Deus, fui inundado por uma onda de felicidade. Tudo ficou repleto de vida, tudo passou repentinamente a ter sentido. Bastou que eu conhecesse a Deus, e passei a viver. Quando o esqueci, quando deixei de crer nEle, morri…

Buscamos entender a profundidade de um relacionamento de aliança em fidelidade e entendemos que a única forma de responder a Deus por Sua fidelidade, é sendo fiel.

A fidelidade, segundo a definição geral, é caracterizada pela firmeza de propósitos. Envolve atitudes e condutas de lealdade na direção de uma pessoa ou causa. Um relacionamento em fidelidade, gera credibilidade, confiança, a exemplo disso, podemos citar um relacionamento de casamento, pois o marido fiel espera que sua esposa responda a ele, em fidelidade, gerando confiança e credibilidade entre os dois. Poderíamos estender a fidelidade a outros tipos de relacionamentos como: entre patrão e empregado, mestres e alunos, lideres e discípulos, pastores e ovelhas, etc.

Se a fidelidade é valorizada entre os homens e considerada vital para um relacionamento duradouro, de credibilidade e de confiança, como poderíamos avaliar o relacionamento entre Deus e seus filhos? Não seria semelhante ao de um pai com seu filhos?

Em Deuteronômio 32, temos uma surpreendente declaração:

Olvidaste a Rocha que te gerou; e te esqueceste do Deus que te deu o ser. Viu isto o SENHOR, e o desprezou, por causa da provocação de seus filhos e filhas; e disse: Esconderei deles o meu rosto, verei qual será o seu fim; porque são raça de perversidade, filhos em quem não há lealdade.” (vs.18-20)

A infidelidade é deslealdade, não há lealdade para com Deus; Deus responde com desprezo: “Esconderei deles o meu rosto, verei qual será o seu fim;

No sermão das Oliveiras, Jesus Cristo fala sobre a Parábola dos Talentos (MT.25:14-30), discorrendo sobre a fidelidade:

Então, aproximando-se o que recebera cinco talentos, entregou outros cinco, dizendo Senhor, confiaste-me cinco talentos; eis aqui outros cinco talentos que ganhei. Disse-lhe o senhor: Muito bem, servo bom e fiel; foste fiel no pouco, sobre o muito te colocarei; entra no gozo do seu senhor.” (vs. 20,21)

Vemos um relacionamento de fidelidade sendo estabelecido entre o servo e seu senhor, como o servo mesmo declarou: “confiaste-me cinco talentos”, e a resposta foi: “eis aqui outros cinco que ganhei”.

Algo muito forte foi estabelecido entre eles, e a resposta foi imediata: “Muito bem, servo bom e fiel; foste fiel no pouco, sobre o muito te colocarei; entra no gozo do seu senhor.”

O mesmo ocorreu com o servo que recebera dois talentos, entregou ao seu senhor mais dois talentos e recebeu a mesma recompensa e foi chamado de “servo bom e fiel”.

Chegando-se por fim o que recebera um talento, disse: “Senhor, sabendo que és homem severo, que ceifas onde não semeaste, e ajuntas onde não espalhaste, receoso, escondi na terra o teu talento; aqui tens o que é teu.”

Que tipo de relacionamento tinha esse servo com o seu senhor? Seu senhor provou ser fiel quando lhe confiou um talento, no entanto, o servo respondeu em infidelidade, demonstrando falta de conhecimento, desconfiança, medo, recusando-se a aceitar o talento que lhe fora dado, a ponto de tê-lo enterrado, escondido, para depois devolvê-lo, como o fez.

“Respondeu-lhe, porem, o senhor: Servo mau e negligente, sabias que ceifo onde não semeei e ajunto onde não espalhei?”

É como se o senhor lhe perguntasse, quem é que te disse isso a meu respeito? Essa fala, não é de alguém que esta no caminho com o seu senhor, mas de alguém que anda distante, ainda que tenha recebido o talento dele. A resposta também foi imediata:

Tirai-lhe, pois o talento, e dai-o ao que tem dez. Porque a todo o que tem se lhe dará, e terá em abundância; mas ao que não tem lhe será tirado. E o servo inútil lançai-o para fora, nas trevas. Ali haverá choro e ranger de dentes.” (v.28-30)

A fidelidade, bem como a infidelidade é demonstrada no serviço a Deus; e este último servo foi chamado “inútil” pois respondeu em deslealdade, foi lançado fora, para nunca mais servir a seu senhor. É muito triste pensarmos nesses termos, de chegar ao ponto de ouvir da boca do nosso SENHOR: “SERVO MAL E NEGLIGENTE”; e não ser mais digno da Sua confiança. A infidelidade pode também ser definida pela palavra “gentio”, como aquele que professa o paganismo. Satanás foi infiel a Deus, e esse traço faz parte do caráter dele e não do nosso.

Não nos esqueçamos da “Rocha” e Daquele que nos gerou, não provoquemos ao SENHOR, argumentando ou deixando transparecer que não confiamos nas Suas promessas, na Sua Palavra, ao procuramos uma desculpa, só para não obedecer!

O servo fiel, tem firmeza de propósito, age com lealdade, sinceridade é honesto, maleável, ensinável e tem a disposição de obedecer ao seu SENHOR. Esperamos que a fidelidade seja a marca daqueles que amam e servem ao Deus Fiel! Seja fiel nos dízimos e chame para si benção sem medida, pois o SENHOR repreenderá o devorador da sua vida financeira (Ml.3:10), Seja fiel a Deus em todas as áreas de sua vida, estabelecendo uma aliança de amor e temor à Sua Palavra. Cantemos juntos o cântico de autoria de Moises, inspirado pelo Espírito Santo:

Eis a Rocha! Suas obras são perfeitas, porque todos os seus caminhos são juízos; Deus é fidelidade, e não há nele injustiça; é justo e reto.”

Deus te abençoe!

2 Responses to “SE SOUBESSE A HORA DA MORTE…”

  • Márcio Lima disse:

    Oi!! Apa. Mara

    Agradeço a Deus por essa palavra, que o Senhor continue usando sua vida grandemente a cada dia.

    Tenha uma ótima tarde!!!

    Márcio Lima

  • Cícero J. dos Santos disse:

    Graças à DEUS, por esta Palavra bendita e de fé.
    Que a cada dia o SENHOR, nos acrescente dias inesquecíveis em sua presença.

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