ABUNDANTE GRAÇA PARA REINAR
“Se pela ofensa de um, e por meio de um só, reinou a morte, muito mais os que recebem a abundância da graça e o dom da justiça, reinarão em vida por meio de um só, a saber Jesus Cristo.” (Rm.5:17)
Num mundo de escolhas e decisões, podemos ser surpreendidos ou até mesmo, surpreender, com os critérios usados na nossa sociedade. A escolha pode estar relacionada ao nascimento, instrução, educação, ou ainda, depende do que as pessoas são em si mesmas: se são boas, promissoras, bem sucedidas, etc. Mas o que queremos chamar à sua atenção é para o fato de que os critérios e a escolha divina, são bem diferentes.
“Bendito o Deus e Pai do nosso Senhor Jesus Cristo, que nos tem abençoado com toda sorte de bênçãos espirituais nas regiões celestiais em Cristo, assim como nos escolheu nele antes da fundação do mundo,…” (Ef1:3,4)
Podemos ilustrar essa verdade, observando a passagem bíblica que está no Livro do Gênesis 25: 19-26 sobre o nascimento de Esaú e Jacó. Os filhos lutavam no ventre de Rebeca, que perguntou ao SENHOR:
“Se é assim porque vivo eu? Respondeu-lhe o SENHOR: Duas nações há no teu ventre, dois povos, nascidos de ti, se dividirão; um povo será mais forte que o outro, e o mais velho servirá ao mais moço.” (v.23)
Antes mesmo do nascimento dos irmãos gêmeos, antes de realizarem algo bom ou mal, Deus escolheu e decidiu que o mais velho (aquele que nasceria primeiro) seria Esaú, e ele serviria ao seu irmão mais moço (aquele que nasceria depois) Jacó. Deus determinou que sua escolha não seria por obras e sim por um propósito divino; Jacó seria o patriarca da nação de Israel e antes mesmo de nascer, foi escolhido no ventre de sua mãe.
Jacó lutou com o seu irmão Esaú ainda no ventre de sua mãe para ser o primeiro a nascer, mas não conseguiu, a Palavra de Deus revelada à Rebeca prevaleceu, embora Jacó tenha nascido segurando o calcanhar do seu irmão.
Somos como Jacó, lutamos para ser o primeiro desde que nascemos, pois somos ensinados desde pequenos a lutar para termos êxitos por nós mesmos. Apesar de falharmos sempre, continuamos lutando! O nome Jacó quer dizer “enganador”, suplantador”, o que seria de Jacó se tivesse tido êxito pelo seu esforço, pela sua determinação? Estaria fora do propósito de Deus, portanto graças a Deus, que não nos permite sair sempre vencedores!
Deus predestinou Jacó para ser o segundo, e não o primeiro. Como segundo, ele ocuparia a primazia sobre Israel, e por não entender o propósito divino, durante muito tempo Jacó lutou por uma eleição que já estava determinada por Deus.
“…e em amor nos predestinou para ele, para a adoção de filhos, por meio de Jesus Cristo, …” (Ef.1:5)
Antes que o universo viesse a existir, Deus nos escolheu e nos predestinou para sua filiação por meio de Jesus Cristo, se cremos nas Escrituras Sagradas, entenderemos que o valor dessa escolha divina significa “graça”.
“Que diremos pois? Há injustiça da parte de Deus? De modo nenhum…Terei misericórdia e compadecer-me-ei de quem me aprouver ter compaixão. Assim, pois, não depende de quem quer, ou de quem corre, mas de usar Deus a sua misericórdia.” (Rm.9:14-16)
Quando recebemos a abundante graça de Deus, permitimos que a graça reine em nós para que possamos reinar em vida. Quando a graça reina, o pecado, a morte e Satanás são subjugados e vencidos e estão debaixo dos nossos pés e nos tornamos reis em graça. Quando a graça reina em nós, reinamos em vida!
A mesma Palavra dada pelo Senhor a Paulo, nos serve de rhema para essa semana:
“A minha graça te basta, porque o poder se aperfeiçoa na fraqueza…” (1Co.12:9)
Que a sua oração seja ardente diante do SENHOR e que você abra seu coração para receber ainda mais Dele, permitindo que todo obstáculo seja removido para que Ele possa te encher completamente com seu Espírito e derramar uma abundante graça para reinar nessa semana e em todas as semanas que ainda virão! Afinal, foi Deus quem te escolheu e te predestinou em amor, para ser seu filho por meio de Jesus Cristo. Pare de lutar com Deus e passe a reinar!
Reine em vida!
O CAMINHO DA VIDA E ALEGRIA
“…que Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras, e que foi sepultado, e ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras.” (1Co.15:3-4)
O apóstolo Paulo se refere às Escrituras Hebraicas e discorre a respeito da ressurreição de Cristo como estando relacionada às profecias judaicas. É importante que se observe que já no Antigo Testamento, Deus anunciou o que haveria de vir.
“…Porquanto foi cortado da terra dos viventes; por causa da transgressão do meu povo foi ele ferido. Designaram-lhe a sepultura com os perversos…quando der ele a sua alma como oferta pelo pecado, verá a sua posteridade e prolongará os seus dias; e a vontade do SENHOR prosperará nas suas mãos.” (Is.53:8-10)
Quem é que não permaneceu na sepultura e viveu para ver sua posteridade, senão Cristo ressuscitado dentre os mortos? Sua ressurreição é o que dá sentido a essa profecia.
Em Oséias 6:2 temos:
“Depois de dois dias nos revigorará; ao terceiro dia nos levantará, e viveremos diante dele.”
Esta profecia se refere a uma restauração futura para Israel e também se refere ao Messias, uma outra passagem bíblica merece destaque que está em Mateus 12:40, onde Jesus mesmo cita o livro de Jonas:
“Porque assim como esteve Jonas três dias e três noites no ventre do grande peixe, assim o Filho do homem estará três dias e três noites no coração da terra.”
Para concluirmos com chave de ouro, temos a passagem de Genesis 3:15, onde após a queda do homem, Deus sentencia o diabo e amaldiçoa a terra:
“Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e o seu descendente. Este te ferirá a cabeça , e tu lhe ferirás o calcanhar.”
Deus demonstra que tem um plano perfeito para destruir as obras do diabo, e anuncia que embora o diabo tenha usado a mulher para que o pecado fosse consumado, Deus reverteria e usaria também a mulher para que por meio dela, seu descendente (Jesus Cristo nascido de mulher), viesse como homem para esmagar a cabeça da serpente. Embora, ferido com a morte, o Cristo ressurreto venceu a morte, o pecado e o diabo. Deus trouxe esperança através de um Redentor prometido desde os primórdios da humanidade, e temos o privilegio de testificar e provar dos benefícios da Sua ressurreição.
Adão e Eva se consideraram como Deus e estabeleceram seus próprios padrões “do bem e do mal” e desde então, com muita tranqüilidade os homens continuam no caminho da morte, fazendo suas próprias opções entre o “certo e o errado”, colocando-se como “deuses” e ditam regras e leis a favor do aborto, casamento homossexual, pena de morte, etc. Ignorando completamente as Escrituras e o temor a Deus. Como está escrito: “Tudo me é licito, mas nem tudo me convém”.
Todos, indiscriminadamente, podem e devem fazer às suas escolhas, e que a Palavra de Deus, possa ser a fonte de toda a verdade para o coração do homem. Adão e Eva fizeram a sua escolha e afetaram o destino da humanidade… pense nisso.
Deus fez uma promessa a Davi, rei de Israel:
“Porem a tua casa e o teu reino serão firmados para sempre diante de ti; teu trono será estabelecido para sempre.” (2Sm.7:16)
Um dos filhos de Davi herdaria seu trono e seu governo jamais terminaria. O reinado Davídico terminou no ano 586 a.C. Como tal promessa poderia ser mantida?
Esse futuro Rei e reinado tem seu cumprimento em Jesus “filho de Davi”, como é chamado e que nasceu da linhagem de Davi, que ressuscitou e vive, pois ascendeu aos céus e está assentado à direita de Deus Pai, o Todo Poderoso. Cristo já governa sobre Sua Igreja e reinará sobre Israel e sobre todas as nações da terra, no seu Reino vindouro.
A única maneira de um rei governar para sempre é se esse rei viver para sempre, portanto, assim como Cristo vive e reina para sempre, que esse poderoso Rei, ocupe Seu lugar de honra em sua vida “para sempre”, dia após dia, circunstância após circunstância, desafio após desafio.
Assim como Moisés, ao manter erguido seus braços em meio à batalha, fez com que seu povo prevalecesse e ganhassem a guerra, se baixarmos os braços, se voltarmos atrás, o inimigo prevalecerá, por isso, o que canta, louve ao SENHOR ainda mais; o que ora, ore ainda mais; o que espera, creia ainda mais; o que profetiza, continue profetizando; o que guerreia, não pare de lutar, porque a Vitória é certa e irrevogável. Declare em toda e qualquer situação e em voz bem alta a derrota do inimigo, pois assim está escrito:
“…que Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras, e que foi sepultado, e ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras.”
Tenha uma semana vitoriosa!
DESTRUA AS FORTALEZAS DA ALMA
“As armas que usamos na nossa luta não são do mundo; são armas poderosas em Deus, capazes de destruir fortalezas. E assim destruímos idéias falsas e também todo orgulho humano que não deixa que as pessoas conheçam a Deus. Dominamos todo pensamento humano e fazemos com que ele obedeça a Cristo.” (2 Co.10:4-5)
Há uma guerra espiritual constante sendo travada no homem interior e muitas vezes não nos apercebemos o quanto esta guerra é real e acabamos reféns do diabo e do pecado.
“Porém vocês, irmãos, foram chamados para serem livres. Mas não deixem que essa liberdade se torne uma desculpa para permitir que a natureza humana domine vocês…” (Gl.5:13)
O apóstolo Paulo adverte a reagirmos contra as fortalezas impostas pelo diabo, derribando-as e anulando os sofismas, que são mentiras, que se apresentam como verdades. É um teorema falso e seu objetivo é que se construam fortalezas na mente e nas emoções, a fim de que, sejamos levados cativos e escravos de todo pensamento. Quando menos se percebe, você já está refém do medo, da ansiedade, da área moral, sexual, familiar, matrimonial, financeira, etc. Olhamos ao redor e só vemos problemas, tragédias, dificuldades, e eu te pergunto: Onde é mesmo que Cristo habita?
“Quem não sabe se controlar é tão sem defesa como uma cidade sem muralhas.” (PV.25:28)
O homem que não domina seus pensamentos e sentimentos se torna vulnerável e facilmente é dominado. Somos como uma cidade fortificada, murada e protegida pelo poder da Palavra de Deus e do Sangue de Jesus.
“Estejam alertas e fiquem vigiando porque o inimigo de vocês, o Diabo, anda por aí como um leão que ruge procurando alguém para devorar.” (1 Pe.5:8)
Como essas fortalezas são estabelecidas?
Por meio do pecado abrimos brechas, buracos nos muros de proteção, por onde o inimigo entra, se estabelece e saqueia toda a cidade.
Em Apocalipse 12, João viu um grande dragão referindo-se à antiga serpente do livro do Genesis, e acrescenta: “que se chama Satanás, o sedutor de todo o mundo…” Podemos dizer que se alimentou tanto, que cresceu e se tornou um grande dragão, assim é com o pecado na vida do homem, basta só uma mentirinha, o primeiro copo de bebida, só um olhar, etc. Começa de forma inocente no plano natural e pouco a pouco passa para o domínio espiritual.
A ira por exemplo, é fruto de uma frustração da carne, pode ser momentânea, casual, mas ela tem que passar. A Palavra nos adverte: “a não colocar o sol sobre a nossa ira”, não dê vazão, nem destaque, para que não se transforme em pecado e gere agressão, violência e morte. Lembre-se o pecado abre a porta para o domínio das trevas.
Jesus Cristo disse: “Já não falarei muito convosco, porque aí vem o príncipe do mundo; e ele nada tem em mim.” (Jo.14:30)
Entendemos que assim como a serpente, instrumento de Satanás, foi amaldiçoada a comer pó, todos os dias da sua vida (Gn.3:14), Jesus não tinha pecado e o inimigo, Dele não se alimentaria. O diabo se alimenta do pecado na vida do homem, e cada vez que você e eu, aceitarmos um só argumento falso, ou uma falácia, um sofisma, o inimigo encontrará uma brecha, para entrar, se fortalecer e estabelecer sua fortaleza.
Pensamentos como: não tem mais jeito para mim, sou assim desde criança: é sofisma; eu não posso: é sofisma; não é pra mim: é sofisma; é difícil demais: é sofisma; falar e não cumprir o que falou, poderá se tornar também uma fortaleza, e se for estabelecida, virá o cativeiro. O inimigo quer estabelecer uma base em sua vida para posteriormente te oprimir.
“Todo aquele, pois, que ouve estas minhas palavras e as pratica, será comparado a um homem prudente, que edificou a sua casa na rocha; e caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e deram com ímpeto contra aquela casa, que não caiu, porque fora edificada sobre a rocha.” (MT.7:24-25)
Todo muro tem seu alicerce, Jesus é a tua rocha, feche as brechas e destrua todas as fortalezas do inimigo, Cristo já te libertou! Você é livre!
Para que um copo seja útil ao seu possuidor, ele primeiramente tem que estar vazio e limpo, não pode estar de cabeça para baixo e sim, na posição certa, para poder se cheio de água; assim é o plano de Deus em sua vida. Estar fora da posição é estar fora do plano de Deus, é não orar mais como antes, não buscar mais a Palavra, não ter mais a alegria de antes, não conseguir mais ouvir a voz do SENHOR.
“O ladrão vem somente para roubar, matar e destruir; eu vim para que tenham vida e a tenham em abundancia.” (Jo.10:10)
Seja radical contra o pecado e o diabo, como Jesus foi na Cruz, Nele está a sua vitória, revista-se do poder do Sangue de Jesus, esvazie-se de todo o pecado, cravando-os na Cruz, arrependa-se de todo o mal e receba o perdão de Jesus.
Seja limpo, redimido, perdoado, justificado e santificado pelo Sangue de Jesus e as águas do Espírito Santo te encherão, para que vivas o plano de Deus na Sua plenitude!
Conquiste a sua vitória em Jesus!
JESUS FOI COM ELE
“Eis que se chegou a ele um dos principais da sinagoga, chamado Jairo, e, vendo-o, prostrou-se a seus pés e insistentemente lhe suplicou: Minha filhinha está à morte; vem, impõe as mãos sobre ela, para que seja salva, e viverá.” (Mc.5:22-23)
Jairo arriscou sua reputação ao aproximar-se de Jesus, pois há muito os conflitos e controvérsias com os lideres religiosos tinham começado, atribuindo a Jesus o aspecto de um poderoso agitador herege. Em virtude da necessidade, Jairo ignorou a política e devido a sua grande coragem, o seu nome se tornou imortal por haver entrado em contato com Jesus. Ele ignorou os dogmas que se opunham a Jesus e experimentou o poder de Cristo e demonstrou ter uma mente aberta o suficiente para poder aprender algo.
Observe as três atitudes de Jairo diante do SENHOR: a primeira, Jairo creu e foi em direção a Jesus, ele não ficou esperando, nem paralisado diante da ameaça de morte; a segunda: se prostrou ao pés de Jesus; a terceira: suplicou a salvação de sua filha.
O que é que nos rouba a fé, que nos impede de ir diante Dele, de adorar e de suplicar? Será que uma mente fechada pelos dogmas e pelas restrições denominacionais, não seriam os maiores obstáculos que só dificultam o crescimento espiritual e que impedem o milagre?
Enquanto Jesus se dirigia em direção à casa de Jairo, aconteceu que certa mulher que há doze anos, vinha sofrendo de hemorragia e há muito padecera nas mãos dos médicos e tendo ouvido a fama de Jesus, veio entre a multidão, por trás Dele, tocou-lhe as vestes.
“Porque dizia: Se eu apenas lhe tocar as vestes, ficarei curada. E logo se lhe estancou a hemorragia, e sentiu no corpo estar curada do seu flagelo.” (vs.28,29)
Podemos notar que os mesmos doze anos da doença da mulher, era o período de vida da menina. Por doze anos a mulher ia sucumbindo, ia ficando cada vez mais fraca; por doze anos a menina ia crescendo e se desenvolvendo, até que sobreveio uma doença repentina. Em ambos os casos, as duas encontraram o recurso completo e suficiente em Cristo.
Segundo Levítico 15:19, a mulher com fluxo de sangue era considerada imunda e contaminava se tivesse contato, mas Jesus ao invés de ser contaminado, curou a mulher. Jesus reconheceu que dele saíra poder e perguntou:
“Quem me tocou nas vestes?”
Os discípulos não entenderam, já que a multidão o comprimia!
“Então, a mulher, atemorizada e tremendo, cônscia do que nela se operara, veio, prostrou-se diante dele e declarou-lhe toda a verdade.”
Prostrou-se em reverencia e adoração, declarando toda a verdade. E Jesus lhe disse:
“Filha, a tua fé te salvou; vai-te em paz e fica livre do teu mal.”
A fé em Jesus produz salvação, cura e libertação.
“Falava ele ainda, quando chegaram alguns da casa do chefe da sinagoga, a quem disseram: Tua filha já morreu; por que ainda incomodas o Mestre?” (v.35)
Jesus reage imediatamente e dirige sua palavra a Jairo:
“Não temas, crê somente.”
Reuniu Jesus nos aposentos onde estava a menina, aqueles que criam, os pais e alguns dos discípulos que estavam com Ele, e:
“Tomando-a pela mão, disse: Talita cumi, que quer dizer: Menina, eu te mando, levanta-te. Imediatamente, a menina se levantou e pôs-se a andar;”
Jesus Cristo correspondeu à medida de fé de cada um: quem crê que um mero contato trará saúde, prova que assim é (v.28); quem sente a necessidade da presença do Salvador na sua casa (v.23), terá a Cristo ali consigo; quem crê que uma palavra de Jesus será suficiente, como foi a cura do criado de um centurião (MT.8:8), prova que até isto basta.
Esperamos que todos os obstáculos e dogmas religiosos não te impeçam de vir até Jesus, nem barreiras sociais ou econômicas e até mesmo emocionais, te impeçam de provar o “milagre”.
O Deus dos milagres, não despreza a fé, a decisão, a adoração e responde às petições! Venha na direção do milagre, venha na direção de Jesus!
No amor de Cristo,
JESUS NÃO ESTAVA MAIS COM ELES…
“Disse-lhes Simão Pedro: Vou pescar. Disseram-lhe os outros: Também nós vamos contigo. Saíram e entraram no barco, e naquela noite nada apanharam.” (Jo.21:3)
Após a morte de Jesus na cruz do Calvário e de Seu sepultamento, os discípulos de Jesus não entenderam o porque dos fatos, o porque das coisas acontecerem da forma como aconteceram. Ainda que Jesus tenha falado sobre sua morte e ressurreição, os seus discípulos tinham os olhos do entendimento fechados para a revelação do que viria. E como se não houvesse mais esperança, todos voltaram às suas atividades anteriores, pois estavam abatidos, frustrados e amargurados pelos acontecimentos, afinal, Jesus já não estava mais com eles.
Quando veio a perseguição, a prisão seguida de condenação e morte do nosso SENHOR, tudo o que podiam ver era a derrota, a vergonha, a injustiça, etc. Tudo parecia acabado, tudo havia desmoronado. É esse o pensamento que satanás quer incutir também em nós, ele quer que apenas o sofrimento fique presente e seja maior que tudo e que acreditemos que “Jesus está morto”.
O que Simão Pedro e os demais discípulos não sabiam é que Jesus havia ressuscitado dentre os mortos, como havia prometido a todos eles, e inesperadamente, Jesus após sua ressurreição vem ao encontro deles:
“Filhos, tendes aí alguma cousa de comer? Responderam-lhe: Não.”
Então Jesus lhes disse:
“Lançai a rede à direita do barco, e achareis. Assim fizeram, e já não podiam puxar a rede, tão grande era a quantidade de peixes.”
Jesus perguntou se tinham algo para comer, afinal trabalharam a noite inteira e a resposta foi “não”. Jesus já tinha preparado o alimento, os peixes já estavam sobre as brasas e o pão à espera deles. Que podemos aprender? Em primeiro lugar, a cruz não foi em vão, Deus permitiu a morte para que houvesse ressurreição! Cristo não nos deixou órfãos, Ele continua VIVO e cuidando de nós!
Ele é a nossa provisão, o socorro bem presente, a nossa esperança, pois depois da morte, vem a ressurreição! Não aceitamos e não nos conformamos com a morte, porque não nascemos para morrer, o plano de Deus para nós é a vida eterna. Mas há muita morte presente, há muitas formas de morrer, quer seja na área emocional, intelectual, familiar, profissional, etc., às quais nos acostumamos e olhamos como os discípulos de Jesus olharam, não tem solução, não tem mais saída! Só não se esqueça do principal: Cristo vive! Se tem jeito para morte, tem jeito para você e para mim!
Diante da mulher samaritana, Jesus pediu por água, quando só Ele era capaz de fornecer “água viva” do Espírito Santo que sacia toda a sede; Ele pediu por comida, quando só Ele poderia matar a fome de todos.
A mulher samaritana O reconheceu e recebeu da “água”, Simão Pedro e os demais O reconheceram, foram alimentados e deram de comer.
Em Jo.4:34, Jesus respondeu aos seus discípulos, ao insistirem que comesse:
“A minha comida consiste em fazer a vontade daquele que me enviou e realizar a sua obra.”
Qual é a comida que Jesus se referia? “Fazer a vontade do Pai”
Certamente esta deveria ser a preocupação do coração deles, fazer a vontade do Pai e não voltar atrás, mas perseguir o caminho proposto por Cristo.
Então Jesus aborda qual é a vontade de Deus e pergunta a Simão Pedro:
“Simão, filho de João, amas-me mais do que estes outros? Ele respondeu: Sim, Senhor, tu sabes que te amo. Ele lhe disse: Apascenta os meus cordeiros.”
Dois diferentes verbos gregos foram usados para “amar”. Nos dois primeiros exemplos quando Jesus fez a pergunta a Pedro, usou o verbo agapao, referindo-se ao amor divino, ao amor incondicional e profundo, mas Pedro lembrando-se de que havia negado o Senhor três vezes e consciente agora de sua própria fraqueza, não se atreveu a responder com uma palavra tão forte e então respondeu com a palavra “phileo”, gostar de, um amor de grau inferior, como o amor entre amigos. Quando o Senhor o inquiriu pela terceira vez: “Amas-me?”, Jesus usou a palavra menos forte “phileo”, e novamente o discípulo humildemente respondeu:
“Senhor tu sabes todas as cousas, tu sabes que eu te amo (phileo).”
Jesus se mostra condescendente com a auto-avaliação de Pedro, dizendo: “Ainda que você não confie em sua próprias emoções, para dizer que me ama, mesmo assim, você deve apascentar minhas ovelhas.” Esta é a vontade de Cristo, é a vontade do Pai. Não devemos confiar na força dos nossos sentimentos, mas na força do que Jesus é e fez por nós.
“Lançai a rede à direita do barco, e achareis…”
O CÂNTARO VAZIO
“Replicou-lhe Jesus: Se conheceras o dom de Deus e quem é que te pede: Dá-me de beber, tu lhe pedirias e ele te daria água viva.” (Jo.4:10)
Que encontro inesperado foi esse? Certamente foi inesperado para aquela mulher que não podia imaginar que sua vida nunca mais seria a mesma.
Havia um conflito político e uma rivalidade religiosa de muitos anos entre os judeus e os samaritanos. Jesus dirige-se ao poço de Jacó e fala a uma mulher samaritana? A mulher foi surpreendida e reagiu:
“…Como sendo tu judeu, pedes de beber a mim que sou mulher samaritana?”
Os discípulos de Jesus, que tinham ido buscar alimentos na cidade, ao voltarem também ficaram admirados que Jesus estivesse conversando com uma mulher.
Jesus quebrou ali, tabus, conceitos e preconceitos, orgulho, inimizades e muito mais. Se pudermos entender, Jesus quer quebrar muitos argumentos em nossas vidas, que nos impedem de provar a revelação de quem Ele realmente é.
Quem dirigiu a palavra em primeiro lugar e humildemente, foi Jesus, pois ao encontrá-la, Ele não olhou a raça, a pessoa, mas a alma desamparada e sem rumo na vida, e Ele decidiu guiá-la na direção de uma genuína salvação.
Ao fazer um pedido à mulher: “Dá-me de beber” Ele aceitou que a mulher lhe servisse! Um paradigma tem que ser quebrado, Jesus não faz acepção de ninguém, Ele veio para salvar o perdido. Um dia, todos nós estávamos nesta condição, debaixo do jugo do pecado e do diabo e Jesus nos encontrou, como encontrou a mulher samaritana, e fomos salvos!
O que nos chama à atenção, é o fato de nos encontrarmos em muitos aspectos, apesar de “conhecermos” a Jesus, como esta mulher, diante da fonte com um cântaro vazio. Sedentos, sendo humilhados, nos sentindo sozinhos, envergonhados, injustiçados, discriminados, etc., buscando sempre de um lado para o outro um pouquinho da água para saciar, ainda que seja momentaneamente, a nossa sede. Que tristeza de vida e de fé! (ó vida, ó céus!)
“Se conheceras o dom de Deus…”
Enquanto não entendermos quem Ele é e o que Ele fez por nós na Cruz do Calvário, entregando-se completa e totalmente por nós, nunca haverá água suficiente. Nunca o casamento será perfeito; nunca a rejeição nos deixará; nunca a alegria será permanente; nunca a paz governará; nunca a dignidade será conquistada; nunca, nunca…
“Afirmou-lhe Jesus: Quem beber desta água tornará a ter sede; aquele, porém, que beber da água que eu lhe der, nunca mais terá sede, para sempre; pelo contrário, a água que eu lhe der será nele uma fonte à jorrar para a vida eterna.” (v.13,14)
A mulher samaritana respondeu:
“Senhor, dá-me dessa água para que eu não mais tenha sede, nem precise vir aqui buscá-la.”
Ela tomou a maior decisão da sua vida, e desejou ser saciada e não ter mais que ser humilhada, julgada e rejeitada. A salvação é pessoal, e ao mesmo tempo abrange à toda descendência, pois Deus ama a família e quer alcançar toda a nossa casa. Então, Jesus disse à mulher:
“Vai, chama teu marido e vem cá.”
A grande questão muitas vezes é: Eu quero a benção de Deus, mas não quero mudança de vida. Jesus tocou na ferida emocional daquela mulher, ao que ela respondeu:
“Bem disseste, não tenho marido.” E disse ainda: Vejo que tu és profeta.”
A necessidade existe e é real, mas enquanto não houver a tomada de decisão e o desejo de beber da “água viva”, não haverá arrependimento e nem mudança de vida e a benção nunca será completa. Religiosamente, a mulher ia tirar água do poço. O alento, a esperança e a solução de vida, não virá por meio da religião, “continuará a ter sede”, não virá por meio do marido (esposa), “continuará a ter sede”, nem pelos filhos, “continuará a ter sede”, nem pelo trabalho, amigos, líder, discípulo, “continuará a ter sede”.
“Quanto à mulher, deixou o seu cântaro, foi à cidade e disse àqueles homens: Vinde comigo…” (vs.28 e 29)
Ela não precisava mais do cântaro, ele foi deixado à beira da fonte, pois agora levava consigo, por onde fosse, um rio que jorrava do seu interior, o Espírito Santo é quem a guiaria a um caminho eterno, dado por Jesus.
Deixe seu cântaro, sua pouca capacidade, seu esforço, renda-se e deixe-o diante Dele, e reconheça-O como o “dom de Deus”, o favor, o presente de Deus pra você. Jesus Cristo, teu Senhor e Salvador! E que a água do Espírito Santo faça trasbordar a vida de Cristo em você! Fale como os homens falaram àquela mulher:
“Já agora não é pelo que disseste que nós cremos; mas porque nós mesmos temos ouvido e sabemos que este é verdadeiramente o Salvador do mundo.”
Deus te abençoe grandemente!
COROA DE AUTORIDADE PARA GOVERNAR
“Os soldados, tendo tecido uma coroa de espinhos, puseram-lha na cabeça e vestiram-no com um manto de púrpura.” (Jo. 19:2)
Para entendermos porque Jesus precisou passar por tudo isso, temos que voltar ao principio de tudo, no livro do Gênesis, quando Deus criou o homem à sua imagem e semelhança.
“Deus os abençoou e lhes disse: Sede fecundos, multiplicai-vos, enchei a terra e sujeitai-a; dominai sobre os peixes do mar, sobre as aves dos Ceus, e sobre todo animal que rasteja pela terra.” (Gn.1:28)
Deus os abençoou, dando-lhes autoridade para governar a terra e desfrutar de tudo o que Deus criou, com apenas uma restrição:
“mas da árvore do conhecimento do bem e do mal não comerás; porque no dia em que dela comeres certamente morrerás.” (Gn.2:17)
Alguém já havia posto os olhos sobre o casal e se propôs a neutralizá-los, a fim de impedi-los de tomar o governo. Satanás enganou e seduziu a mulher a comer do fruto e como conseqüência, ela deu também ao seu marido, para que ele comesse. Homem e mulher, desobedeceram à Palavra de Deus e decidiram seguir seu próprio caminho. Com a entrada do pecado, veio a queda e a morte e Satanás então, tomou para si a coroa de autoridade, dada por Deus ao homem, em contra-partida, a maldição e o jugo do diabo fazem do homem seu escravo.
“E a Adão disse: Visto que atendeste a voz de tua mulher, e comeste da árvore que eu te ordenara não comesses; maldita é a terra por tua causa; em fadigas obterás dela o sustento durante os dias de tua vida. Ela produzirá também cardos e abrolhos, e tu comerás a erva do campo.” (Gn.3:17-18)
Cardos são plantas espinhosas, consideradas como praga na lavoura, portanto, a benção foi roubada e a maldição instaurada no lugar da benção, e à partir de então, começou a vigorar a aflição, a miséria, a dor e a morte. Homem e mulher foram expulsos do paraíso, perdendo todos os privilégios, não só eles, mas todos os seus descendentes.
Deus preparou diante de tudo, um plano perfeito de redenção, escolhendo seu próprio Filho, Jesus, para morrer na Cruz por todos nós, cancelando todo o argumento do diabo contra os descendentes de Adão. Em Cristo Jesus, uma nova linhagem é estabelecida na terra para todo aquele que crê no Seu Nome!
Jesus na Cruz, absorveu toda forma de rebeldia, absorveu todo o pecado, opressão, enfermidade, pobreza, amargura, morte, ou seja, toda a maldição.
“Saiu, pois Jesus trazendo a coroa de espinhos e o manto de púrpura…”(Jo.19:5)
Jesus como homem, levou sobre sua cabeça a coroa de espinhos, que o diabo colocou na cabeça da humanidade. Ela foi cravada em Jesus, mas essa coroa não era dele, e sim nossa. Ao olharmos de longe, podemos até nos sentir penalizados com Jesus: “coitado”. Será que somos incapazes de entender, que essa coroa, são os espinhos e toda a maldição da terra que provocamos com o pecado? Aqui está a grande mensagem da Cruz, Jesus levou consigo a maldição da terra e reverteu em bênçãos a todos nós!
Satanás escarneceu e ridicularizou a Jesus dizendo: “Este é o que os governará?”
Os soldados, com varas golpeavam a cabeça de Jesus, e o que ninguém contava, é que o mais precioso e puro sangue, sem nenhuma contaminação, começaria a jorrar, e a tocar a terra. O poder do sangue de Jesus, redimiu a terra de toda a maldição e a coroa de autoridade e governo foi trazida de volta para as mãos de Jesus e, Ele por sua vez, confia à Sua Igreja, à essa nova geração de homens e mulheres, comprados pelo Seu sangue!
Antes de entregar o Seu espírito, Jesus disse: “Está consumado”.
A missão foi cumprida com pleno êxito!
Reconheça a quem pertencia a coroa de espinhos e o que Jesus fez por você!
Aproprie-se em oração, da coroa de autoridade e governo e reine com Jesus!
CONQUISTANDO ATRAVÉS DA ORAÇÃO
Jesus e seus discípulos foram ao Getsêmani, e ao chegar ali, Jesus disse:
“Assentai-vos aqui enquanto eu vou orar. E, levando consigo a Pedro, Tiago e João, começou a sentir-se tomado de pavor e de angustia. E lhe disse: A minha alma esta profundamente triste até à morte; ficai aqui e vigiai.”(Mc.14:32-34)
Temos aqui registrado um dos momentos de maior decisão, onde Jesus poderia optar em morrer ou não na cruz do Calvário. Jesus estava em agonia diante do que viria, cremos que não seria pelo fato de ter que enfrentar a morte de cruz, nem pelo confronto com as trevas, pois seria levado ao Hades, mas acima de tudo, porque estaria longe do Pai, e foi nessa hora, que Jesus clamou em alta voz:
“Eloi, Eloi, lamá sabactâni? Que quer dizer: Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste? (Mc.15:34)
Jesus ficou só, e como um cordeiro (Cordeiro de Deus), foi imolado, sacrificado e o seu sangue derramado como oferta pelos nossos pecados. Mas antes disso:
“E, adiantando-se um pouco, prostrou-se em terra; e orava para que, se possível, lhe fosse poupada aquela hora.” (v.35)
Jesus nos ensina que a oração é o modo que Deus escolheu para nos comunicarmos com Ele, e é em momentos difíceis, como aos que Jesus passou, que devemos nos prostrar e buscar a Deus em oração. Muitos são incapazes de perceber que quanto mais somos afligidos, mais temos que persistir em oração, pois a tendência do homem pecador, é reagir a dor, ao sofrimento, e é onde entra a murmuração, o desanimo e a desistência.
“E estando em agonia, orava mais intensamente. E aconteceu que o seu suor se tornou como gotas de sangue caindo sobre a terra.” (Lc.22:44)
Jesus insitiu e repetiu a oração por três vezes.
“E dizia: Aba, Pai, tudo te é possível; passa de mim este cálice; contudo, não seja o que eu quero e, sim, o que tu queres.” (v.36)
Ao termino de cada oração, Jesus voltou por três vezes e encontrou seus discípulos dormindo. Na primeira delas, Jesus disse a Pedro:
“Simão, tu dormes? Não pudeste vigiar nem uma hora?”
Queremos crer, que Jesus buscou que seus discípulos estivessem unidos a Ele, em oração. Que desalento, saber que estava sozinho! Muitas vezes, nos momentos em que mais precisamos, parece que não podemos contar com ninguém! Todos nós temos o nosso lugar de “dor” o nosso Getsemani, onde as decisões de âmbito eterno, precisam ser tomadas e não está na mão de ninguém, a não ser na nossa própria mão; mas como é bom olhar e ver à nossa volta pessoas com as quais podemos estar unidos, no mesmo propósito!
Jesus não podia contar com ninguém! Será que hoje Ele pode contar com você?
Esperamos que sim, pois os discípulos de Jesus eram homens escolhidos por Deus para expandirem o Reino e influenciarem as nações da terra, homens que seriam levantados como apóstolos de Jesus, homens de grandes conquistas! Mas estavam dormindo!
Nós também somos homens e mulheres de Deus destinados e chamados à grandes conquistas para o Reino, e podemos, espiritualmente, também estarmos dormindo!
Curiosamente testificamos que Jesus dirigiu a sua palavra a Pedro, para despertá-lo, dizendo:
“Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; o espírito, na verdade, está pronto, mas a carne é fraca.”(v.38)
As três vezes em que Jesus estava em oração diante da decisão que mudaria o mundo, Pedro estava dormindo, e eu te pergunto: Quantas vezes Jesus orou? Três vezes, é a resposta. E te pergunto, quantas vezes Pedro negou a Jesus? Exatamente três vezes. Se Pedro estivesse em oração, não teria caído em tentação e não teria dado as costas a Jesus. Nos consideramos conhecedores da verdade, e no controle das circunstancias, mas só uma vida de oração, de humilhação, de entrega da própria alma, derramada aos pés do SENHOR, pode fazer a grande diferença diante de qualquer conquista.
Precisamos aprender a confiar no SENHOR, como Jesus confiou ao orar em aramaico, na sua língua de infância, demonstrando que a sua confiança, ainda era a mesma.
“E dizia: Aba, Pai, tudo te é possível; passa de mim este cálice; contudo, não seja o que eu quero, e, sim, o que tu queres.” (v.36)
No momento de maior angustia, Jesus se prostrou e entregou sua alma em oração e ao terminar, recuperou suas forças e em paz, pode cumprir o propósito de Deus para a humanidade: morreu na cruz, foi sepultado e ao terceiro dia ressuscitou dentre os mortos e ascendeu aos céus e está assentado à direita de Deus Pai, no seu trono, aguardando o momento em que irá reinar sobre a terra.
Aprofunde-se ainda mais em oração, lute, não se acovarde diante da opressão maligna, reaja em oração, em súplica, em clamor, insista como Jesus insistiu até que suas forças sejam recobradas e receba a paz para seguir adiante, dentro da vontade de Deus.
Conquiste a sua vitória, pois sempre haverá uma resposta à oração que é feita em nome de Jesus!
DEIXAR DE SER MENINO…
“até que todos cheguemos à unidade da fé e do pleno conhecimento do Filho de Deus, à perfeita varonilidade, à medida da estatura da plenitude de Cristo.(Ef.4:13)
Assim como vimos no texto anterior, intitulado “Um Novo Ciclo”, em que Zaqueu não pode ver a Jesus em virtude de sua baixa estatura, hoje o Espírito Santo nos chama a alcançarmos uma estatura perfeita, uma maturidade espiritual, deixando as cousas de menino para trás.
O Apóstolo Paulo, insiste dizendo em 1 Co.13:11:
“Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, pensava como menino; quando cheguei a ser homem, desisti das cousas próprias de menino.”
Falava, sentia e pensava como menino. A fala de um menino, não tem nada de eloqüente, as frases são incompletas, faltam vocabulário, etc., os sentimentos são indecifráveis, são alegres e tristes ao mesmo tempo, os pensamentos mudam de direção à todo momento! Quando é que, espiritualmente, emocionalmente, intelectualmente, financeiramente, etc. deixaremos de ser meninos? Quem suporta viver a vida inteira, sempre como menino?
Em nada diferindo, Paulo ainda acrescenta em Gl.4:1-5, dizendo:
“Digo, pois, que durante o tempo em que o herdeiro é menor, em nada difere de escravo, posto que é ele senhor de tudo. Mas está sob tutores e curadores até ao tempo predeterminado pelo pai. Assim também nós, quando éramos menores, estávamos servilmente sujeitos aos rudimentos do mundo…”
É chegado o tempo de Deus para a Igreja de Cristo, a Noiva do Cordeiro, que alcançou maturidade para desposar o Noivo. Duas cousas nos chamam a atenção no texto de Gl.4:13:
A primeira, a “unidade da fé”, que de forma simples pode ser representada por um circulo de cristãos de mãos dadas, que se esforçam para caminhar todos para o mesmo lado, é claro que só segurar pela mão, muitas vezes as mãos se soltam, um tropeça, e se cai, não se consegue segurar e nem impedir a queda, sempre uns vão mais depressa, outros devagar, sempre alguém precisa ser puxado, quando não, é deixado para trás, o círculo nunca fica perfeito, harmônico ou completo! Esse é o retrato da igreja “menina”, imatura, que não se compromete uns com os outros, nem com Cristo. Mas há também o círculo que caminha de braços dados, você já ouviu falar na “chave de braço” como sendo um golpe estratégico de defesa? É exatamente essa a posição de alerta da Igreja que alcançou a estatura perfeita, uma Igreja onde um sustenta o outro, dá o braço em unidade, onde dificilmente alguém se tropeçar, cai, uma Igreja forte, que edifica o Corpo, que conta com a justa operação de cada parte do Corpo, que caminha na mesma direção, que oferece proteção e amparo, vê a Cristo e uns aos outros, têm maturidade e estatura perfeita!
A segunda é o pleno conhecimento de Cristo, o pleno conhecimento da Palavra (do Verbo). No grego temos dois vocábulos para expressar “palavra”, um deles é “logos”, que se refere à palavra escrita, no sentido geral, à todas as pessoas. Outra, é a palavra “rhema”, que se refere a uma palavra específica, para que seja aplicada numa situação especifica.
Muitas vezes nos projetamos, fazendo planos e executando-os, sem o respaldo ou a aprovação de Deus. Pensamos que Deus conhece a intenção dos nossos corações, e portanto, deveria nos abençoar sempre. Sabemos que não é bem assim e que Deus não se deixa conduzir por nossos caprichos e muito menos, pelos nossos enganos. O que realmente nos falta, é essa maturidade e revelação da Palavra de Deus, para ouvir a “rhema” que Ele nos dá.
Um exemplo que gostaríamos de trocar com você, é a respeito do Pr. Choo, que construiu um templo para mais de dez mil pessoas, sem nenhum recurso financeiro. Como? Por uma palavra “rhema” que Deus lhe deu e ele mesmo disse: Eu só obedeci ao “rhema” que o Senhor me deu.
Cremos que aqui está a resposta para tantos projetos de vida, fracassados e frustrados. É preciso saber ouvir a Deus, e obedecer à Sua vontade, que é boa, perfeita e agradável.
Precisamos deixar de ser meninos na presença de Deus, precisamos tomar a decisão de crescer, de chegar a ser homem, e como disse o Apostolo Paulo, desistir das cousas de menino!
Se crescermos na revelação do “Verbo” de Deus, deixaremos as cousas de menino, portanto, não desperdice todas as oportunidades que o SENHOR te dá, cresça na obediência, participe das Escolas de Líderes, Ministerial, de Formação, de Mestres, aplique-se nos devocionais diários, treine sua alma a ouvir a voz do espírito.
Em segundo lugar, cresça na Oração: a oração é um diálogo perfeito entre você e Deus. Em qualquer relacionamento o diálogo tem que estar presente e ser constante, quando acaba o diálogo, acabam-se os casamentos, os negócios, os contratos… e em todas as outras áreas da nossa vida, acontece o mesmo. Até mesmo, quando dois países rompem o diálogo, tornam-se inimigos e desencadeiam-se as guerras.
Porque não valorizamos o nosso diálogo com Deus? A oração é a oportunidade de estabelecermos um relacionamento pessoal com Ele. Ainda que, saiba todas as coisas, e conheça cada um dos nossos pensamentos, Ele quer que saia da nossa boca, ou melhor, do nosso coração. Ele gosta de ouvir que é o nosso Pai, sabemos que há filhos que não falam com seus pais, mas o nosso Pai celestial, está sempre pronto para nos ouvir. Dependendo de como o filho pronuncia e chama “Pai”, o pai já sabe, o que está acontecendo, ou, o que está por vir. Você já chamou pelo “PAI” hoje?
O Apóstolo Paulo ordenou: “Orai sem cessar”. É um estilo de vida, vinte e quatro horas do dia, ajustando os pensamentos, sentimentos, diante DELE, quer por palavras ou em pensamentos. Ser DELE e estar com ELE, atrai o milagre! Posicione-se também em oração decretando a vitória do SENHOR Jesus sobre sua vida, família, ministério, etc.
Todo decreto é uma ordem revestida de autoridade, portanto deixamos aqui um decreto que nos foi dado pelo SENHOR, como “rhema” para este novo ciclo que iniciamos nesse ano de 2010, proclame-o todos os dias:
“ESSE NOVO CICLO SERÁ (É) O MELHOR DA MINHA VIDA”
(COMO PESSOA, FAMÍLIA, MINISTRO, E IGREJA)
UM NOVO CICLO
Entendemos que Deus é onipresente, portanto é atemporal e SENHOR do tempo. Nesses primeiros dez dias desse novo ano, entendemos que algo grandioso e harmonioso Deus quer completar em nós através da Sua Palavra, portanto, chamamos a sua atenção para esse texto:
“Eis que um homem, chamado Zaqueu, maioral dos publicanos, e rico, procurava ver quem era Jesus, mas não podia, por causa da multidão, por ser ele de pequena estatura.” (Lc.19:2-3)
O que impedia Zaqueu de ver a Jesus, em meio à multidão?
A sua pequena estatura, é a resposta. Ele não tinha a mesma visão dos demais, não conseguia se aproximar para ver a Jesus! Provavelmente, a sua estatura não diferenciava muito à de um menino, podendo até mesmo ser confundido como tal e talvez por esse motivo, as pessoas não lhe deram atenção, afinal, Jesus estava passando…
A Bíblia nos ensina sobre a importância de alcançarmos a estatura da plenitude de Cristo, para que não sejamos mais como meninos (Ef.4:13).
Espiritualmente, podemos estar na mesma condição de Zaqueu, enquanto meninos espirituais. Não crescemos, não atingimos a maturidade cristã necessária para uma vida vitoriosa, nossa visão é restrita, distante e incompleta. Caminhamos a passos lentos, em terrenos perigosos, cheios de altos e baixos, com muitos argumentos, dúvidas, ficamos sempre para trás, não ouvimos direito, não entendemos, não enxergamos direito, e há uma distância enorme até Jesus. A pequena estatura espiritual, faz com que a multidão não nos dê lugar e nem crédito algum.
Onde está a questão?
Zaqueu correu adiante e subiu em uma árvore para ver a Jesus. Imaginem o que foi para Zaqueu tomar essa atitude em meio à uma grande multidão! A Bíblia não está referindo-se a um menino ou um jovem que subiu em um árvore, mas sim a um homem rico e, presumi-se que, muito conhecido. Esse tipo de atitude não é considerada comum, mas foi surpreendente!
No capítulo anterior, em Lucas 18:9, Jesus propôs a parábola do “fariseu e o publicano”, e destacou as atitudes próprias e as impróprias referente à oração e no caso do publicano, vemos um pecador justificado pela graça, pois não merecia a misericórdia que pediu. Essa parábola abre caminho na direção de Zaqueu, e é o que vimos ocorrer, quando na verdade Zaqueu procurava por Aquele, que o tinha procurado primeiro.
“Eis que um homem, chamado Zaqueu, maioral dos publicanos, e rico, procurava ver quem era Jesus…”
Os publicanos eram homens ricos, geralmente romanos, que pagavam pelo privilegio de fazer a cobrança de impostos e taxas , em certas localidades. Os publicanos empregavam os serviços de judeus locais para fazerem o trabalho real de recolhimento de impostos, em lugar deles. Zaqueu sendo judeu, como coletor de impostos, pertencia a essa classe profissional desprezível, pois estava à serviço dos publicanos. Era hostilizado e odiado pelos seus compatriotas, não só porque enriquecia às custas do seu próprio povo, sendo considerado ladrão, mas também porque representava a dominação Romana.
Preste atenção, Jesus escolheu um coletor de impostos chamado Mateus, para ser um dos seus doze. As atitudes de Jesus respaldam seus ensinos, não é mesmo?
“Porque o Filho do homem veio buscar e salvar o perdido.” (v.10)
Pondere:
1) O Salvador sentiu a necessidade de visitar a casa de Zaqueu:
“Quando Jesus chegou àquele lugar, olhando para cima, disse-lhe: Zaqueu desce depressa, pois me convém ficar hoje em tua casa.”(v.5)
Jesus sentiu urgente necessidade de que um pecador aceitasse Sua misericórdia; que uma pessoa de má reputação e de mau caráter pudesse glorificar o Seu Nome; que um hospedeiro O recebesse com alegria; Jesus queria servir: “me convém ficar hoje em tua casa”, para que Sua graça e misericórdia alcançassem a outros através de Zaqueu.
2) Zaqueu responde prontamente:
“Ele desceu a toda pressa e o recebeu com alegria.”(v.6)
Apesar das criticas e das murmurações ao seu redor, Zaqueu recebeu a Jesus com alegria e como SENHOR da sua vida e da sua casa. Arrependeu-se e colocou seus bens para que o Nome de Jesus fosse glorificado.
Se entendermos que essa Palavra é oportuna, algumas atitudes e decisões de vida precisam ser tomadas enquanto é tempo, para que haja salvação. Não importa a oposição que se apresente para te impedir de correr, Jesus tem pressa, e o que importa é ouvir Seu convite, que diz:
“me convém ficar HOJE em tua casa”
Tire tudo que está no caminho, que desagrada o coração de Deus, limpe a casa, remova os obstáculos, não entristeça mais o Espírito Santo em seus relacionamentos, aceite a Jesus com alegria e permita-Lhe alcançar a todos que estão ao seu redor e que Seu governo seja estabelecido INTEIRAMENTE, COMPLETAMENTE em sua vida e em sua casa.
Assim como Zaqueu não se importou com nada, não olhou para os lados e correu, apressando-se para ver a Jesus, saia do lugar comum, creia que é chegado o tempo de abrir os olhos do entendimento e correr na direção de Cristo. Seja um instrumento em Suas mãos. O nome Zaqueu significa “puro” ou “limpo”, portanto, não desperdice a oportunidade que o SENHOR te dá, afinal, Jesus está passando, e quer te erguer como um “gigante espiritual”.
No amor do SENHOR,